Romanos capítulos 1 ao 16
Romanos
Capítulo 1
1Eu, Paulo, sou um fiel escravo de Jesus Cristo, escolhido como apóstolo
autorizado para proclamar o que Deus tem falado e feito. Escrevo esta carta a
todos os cristãos de Roma, amigos de Deus.2-7Os escritos sagrados trazem anúncios antigos dos profetas a respeito do Filho de Deus, que mostra suas raízes na história por ser descendente do rei Davi; sua identidade única de Filho de Deus foi demonstrada pelo Espírito quando Jesus foi ressuscitado dos mortos e comprovado como Messias, nosso Senhor. Por meio dele, recebemos a graça generosa de sua vida e a urgente tarefa de transmiti-la a outros para que a recebam quando decidirem pela confiança obediente em Jesus. Vocês são quem são por causa dessa graça e do chamado de Jesus Cristo! E eu os saúdo agora pela graça generosa de Deus, nosso Pai, e do nosso Senhor Jesus, o Messias.
8-12Dou graças a Deus, por meio de Jesus, por todos vocês. Faço isso em primeiro lugar porque em toda parte recebo notícias da vida de fé que vocês têm, e toda vez que as ouço dou graças a Deus. E Deus, a quem dedico adoração e serviço, divulgando as boas notícias a respeito de seu Filho — a Mensagem! —, sabe que, quando penso em vocês em minhas orações, e isso acontece o tempo todo, expresso o desejo de que ele prepare o caminho para que eu possa visitá-los. Quanto maior a demora, mais eu sofro. Quero muito estar aí para compartilhar o dom de Deus pessoalmente e vê-los crescer fortes diante dos meus olhos! Mas não pensem que farei isso sem querer nada em troca! Vocês têm tanto para me dar quanto eu a vocês.
13-15Por favor, amigos, não entendam mal minha dificuldade de visitá-los. Vocês não têm ideia de quantas vezes fiz planos de ir a Roma. Estou determinado a desfrutar pessoalmente a obra de Deus entre vocês, assim como em tantas outras cidades e comunidades não judaicas. Mas sempre alguma coisa atrapalha meus planos. De fato, todos, gente educada ou ignorante, sofisticada ou simples, mostram-me como dependo de todos e sou devedor a todos. Por isso, não vejo a hora de encontrar vocês em Roma e pregar as maravilhosas notícias a respeito de Deus.
16-17São notícias que tenho orgulho de proclamar, essa extraordinária Mensagem, que revela o magnífico plano de Deus de resgatar todos que confiam nele, começando pelos judeus, mas abrindo a porta para todos os outros povos! O modo de Deus tornar justo o ser humano se manifesta em atos de fé, confirmando o que as Escrituras dizem: “Aquele que vive de modo justo diante de Deus, confiando nele, vive de verdade”.
IGNORAR DEUS É CAIR NUM ABISMO CADA VEZ MAIS FUNDO
18-23Mas o furor divino é despertado pela falta de confiança do ser humano em Deus, pelos erros repetidos, pela mentiras acumuladas e pela manipulação da verdade. Mas a verdade essencial sobre Deus é muito clara. Abram os olhos e poderão vê-la! Se analisarem com cuidado o que Deus criou, serão capazes de ver o que os olhos deles não enxergam: o poder eterno, por exemplo, e o mistério do ser divino. Portanto, ninguém tem desculpa. Vejam o que aconteceu: a humanidade conhecia Deus perfeitamente, mas deixou de tratá-lo como Deus, recusando-se a adorá-lo, e foi reduzida a um tão terrível estado de insensatez e confusão que a vida humana perdeu o sentido. Eles fingem saber tudo, mas são ignorantes sobre a vida. Trocaram a glória de Deus, que sustenta o mundo, por imagens baratas vendidas na feira.
24-25Então Deus se pronunciou: “Se é isso que vocês querem, é o que terão”. Não demorou muito para que fossem viver num chiqueiro, enlameados, sujos por dentro e por fora. Tudo porque trocaram o Deus verdadeiro por um deus falso e passaram a adorar o deus que fizeram no. lugar do Deus que os fez — o Deus a quem bendizemos e que nos abençoa. Loucura total!
26-27Então aconteceu o pior. Como se recusaram conhecer Deus, logo perderam a noção do que significa ser humano: mulheres não sabiam mais ser mulheres, homens não sabiam mais ser homens. Sexualmente confusos, abusaram um do outro e se degradaram, mulheres com mulheres, homens com homens — pura libertinagem, pois de modo algum isso pode ser amor. Mas eles pagaram caro por isso, e como pagaram: são vazios de Deus e do amor divino, perversos infelizes e sem amor humano.
28-32Uma vez que eles não se importaram em reconhecer Deus, Deus desistiu deles e os deixou por conta própria. A vida deles agora é uma confusão só, um mal que desce ladeira abaixo. Eles tomam à força o que é alheio, são ambiciosos e caluniadores. Cheios de inveja, violência, brigas e trapaças, fizeram da vida um inferno. Olhem para eles: são maliciosos, venenosos, críticos ferozes de Deus, brigões, arrogantes, gente vazia e insuportável! Mestres em criar meios de destruir vidas e revoltados contra os pais. Não passam de seres tolos, asquerosos, cruéis e intransigentes. Até parece que eles não sabem o que fazem, mas têm plena consciência de que estão cuspindo no rosto de Deus — e não se importam! Pior ainda, premiam quem faz as piores coisas com eficiência.
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Capítulo 2
DEUS É BOM, MAS NÃO É BOBO1-2A humanidade caiu num abismo cada vez mais fundo. Mas, se você pensa que está em nível mais elevado de onde pode apontar o dedo para os outros, esqueça. Cada vez que você critica alguém está se condenando. Você é tão errado quanto quem você critica. Criticar os outros é uma forma bem conhecida de ignorar os próprios crimes e erros. Mas Deus não é enganado tão facilmente; Ele vê através da cortina de fumaça e o responsabiliza pelo que você faz.
3-4Ou você acha que conseguiria distrair a atenção de Deus dos seus erros apontando o dedo para os erros dos outros? Ou que, por ser um Deus tão bondoso, ele o deixaria livre de obrigações? É melhor pensar direito, desde o princípio. Deus é bom, mas não é bobo. Por sua bondade, ele nos toma pela mão e nos conduz a uma mudança radical de vida.
5-8Não há como escapar. Rejeitar Deus ou fugir dele é como jogar lenha na fogueira. Um dia, o fogo intenso e alto, o julgamento justo e ardente de Deus, irá queimar tudo. Não se engane: porque no fim todos terão o que merecem — vida de verdade para quem age do lado de Deus e fogo para quem insiste em viver como bem entende, pela lei do menor esforço!
9-11Se você age contra sua natureza, irá se destruir, não importa a sua origem, a sua criação ou a sua formação. Mas, se você aceitar o jeito de Deus fazer as coisas, a recompensa será maravilhosa — nesse caso também não importa a origem ou a formação. Ser judeu não é garantia automática de aprovação. Deus não se orienta pelo que os outros dizem (ou pelo que você pensa) de você. Ele tem seus critérios.
12-13Se você peca sem saber, Deus leva isso em consideração. Mas, se você peca de modo consciente, a história é outra. O mero ato de ouvir a lei de Deus é perda de tempo se você não faz o que ele manda. Praticar, não apenas ouvir, é que faz diferença para Deus.
14-16Se um pagão, que desconhece a lei de Deus, consegue segui-la mais ou menos por instinto, ele confirma a verdade dela pela obediência. Comprova assim que a lei de Deus não é um elemento estranho, imposto de fora para dentro, mas algo que faz parte da própria constituição humana. Existe algo no interior do ser humano que ecoa o “sim” e o “não” de Deus, o certo e o errado. A resposta deles ao “sim” e ao “não” de Deus será de conhecimento público no dia em que Deus tomar a decisão final a respeito de cada homem e mulher. A Mensagem que proclamo por meio de Jesus Cristo leva em consideração todas essas diferenças.
A RELIGIÃO NÃO PODE SALVAR
17-24Se você foi educado como judeu, não pense que pode descansar em sua religião, orgulhoso de estar por dentro da revelação de Deus, de experimentar as melhores bênçãos de Deus, de estar atualizado com as doutrinas! Tenho um recado especial para você que está seguro disso, que conhece a Palavra revelada de Deus e se sente em condições de levar a Deus outros que estão em labirintos escuros e emoções confusas. Você está guiando os outros, mas quem está guiando você? Falo sério. Enquanto você prega: “Não roube”, você rouba? Afinal, quem iria suspeitar de você? A mesma coisa vale para o adultério e para a idolatria. Você consegue se safar de qualquer situação com discursos eloquentes sobre Deus e sua lei. As Escrituras dizem: “É por causa de vocês, judeus, que os pagãos são hostis a Deus”. O texto denuncia um problema antigo, que não irá se resolver.
25-29A circuncisão, o ritual no corpo que marca você como judeu, só terá importância se sua vida estiver de acordo com a lei de Deus. Se não estiver, é pior que não ser circuncidado. O oposto também é verdadeiro: quem não é circuncidado e vive nos caminhos de Deus é tão bom quanto o circuncidado, e até melhor. É melhor guardar a lei de Deus sem ser circuncidado que quebrá-la sendo circuncidado. Entenda isto: não é o corte feito por uma faca que o torna judeu. Você se torna judeu pelo que você é. A marca de Deus no coração, não a da faca na pele, é que faz de você um judeu. E a identificação vem de Deus, não de críticos legalistas.
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Capítulo 3
1-2Mas, se é assim, que diferença faz ser judeu ou não, ser ensinado nos
caminhos de Deus ou não? Na verdade, faz muita diferença, mas não como muitos
pensam.2-6Para começar, lembrem-se de que os judeus foram incumbidos de escrever e transmitir a revelação de Deus, as Escrituras Sagradas. E como fica a situação dos judeus que abandonaram sua posição? Deus não os abandonou. Você pensa que sua falta de fé cancela a fidelidade de Deus? De jeito nenhum! Contem com isto: Deus mantém sua palavra, ainda que o mundo inteiro minta descaradamente. As Escrituras dizem o mesmo: Suas palavras permanecem fiéis e verdadeiras, A rejeição não intimidará Deus. Mas, se nossa maneira errada de agir apenas realça e confirma o caráter fiel de Deus, não deveríamos ser elogiados por isso? Se nossas palavras nem sequer deixam marca em suas boas palavras, Deus não cometeria um erro em nos pôr contra a parede e nos condenar pelo que dissemos? É uma pergunta natural, mas a resposta é não, um “não” bem enfático! Como as coisas seriam corrigidas, se Deus não agisse para corrigi-las?
7-8É maldade afirmar: “Se minhas mentiras servem para mostrar a verdade de Deus de maneira mais gloriosa, como posso ser condenado? Estou fazendo um favor para Deus!” Alguns, na verdade, tentam pôr essas palavras em nossa boca, alegando que saímos por aí anunciando: “Quanto mais mal fazemos, mais bem Deus faz. Então, continuemos assim!” É pura calúnia, e estou certo de que vocês concordam conosco.
TODOS NO MESMO BARCO FURADO
9-20Se é assim, aonde isso nos levará? Será que nós, judeus, estamos em situação melhor que os outros? Na verdade, não. Basicamente, todos nós, judeus e não judeus, começamos em condições idênticas. Todos nós começamos como pecadores. As Escrituras não deixam dúvida sobre isso: Não há ninguém vivendo como deve, nem um sequer; ninguém entende, ninguém presta atenção em Deus. Todos eles erraram o caminho; todos estão vagueando sem rumo. Ninguém está vivendo da maneira correta, e não creio que há quem o consiga. A garganta deles é um túmulo aberto, e a língua, escorregadia para enganar. Cada palavra que pronunciam está impregnada de veneno. Eles abrem a boca e empesteiam o ar. São eternos concorrentes ao prêmio de “pecador do ano” e emporcalham a terra com sofrimento e ruína. Não fazem a menor ideia do que seja viver em comunidade. Eles passam por Deus e o ignoram. Está claro que esse texto não representa o que Deus diz a respeito dos outros, mas o que diz sobre nós, a quem as Escrituras foram primeiramente endereçadas! Está claro também que somos todos pecadores, cada um de nós. Estamos no mesmo barco furado, com todos os outros! Nosso envolvimento com a revelação de Deus não nos deixa de bem com ele. Isso só faz realçar nossa cumplicidade com o pecado de todos os outros.
DEUS CONSERTOU A SITUAÇÃO
21-24Mas agora há algo novo no horizonte: aconteceu o que Moisés e os profetas anunciaram por tanto tempo! Deus resolveu agir para acertar as coisas sobre as quais lemos nas Escrituras por meio do que Jesus fez por nós. E não apenas por nós, mas por todos os que creem nele, pois nisso não há diferença entre nós e eles. Uma vez que nós e eles reunimos esse longo e lamentável registro como pecadores e provamos que somos incapazes de viver a vida gloriosa que Deus deseja para o ser humano, Deus resolveu fazer isso por nós. Por pura graça generosa, ele decidiu acertar nossa situação com ele. Um presente do céu! Ele nos retirou da confusão em que estávamos e nos restaurou, para fazer de nós o que ele sempre quis que fôssemos. E ele o fez por meio de Jesus Cristo.
25-26Deus sacrificou Jesus no altar do mundo para purificar o mundo do pecado. A fé nele nos deixa limpos. Deus decidiu, sob o olhar de todos, deixar o mundo numa situação aceitável diante dele por meio do sacrifício de Jesus, finalmente cuidando dos pecados que ele havia suportado com tanta paciência. Isso não só está claro, mas acontece agora — é história atual! Deus consertou a situação e também agora permite que vivamos em sua justiça.
27-28Portanto, como fica o orgulho judeu com seus supostos direitos? Anulado? Sim, anulado. O que aprendemos é o seguinte: Deus não reage ao que nós fazemos: nós é que reagimos ao queDeus faz. Finalmente, conseguimos entender. Nossa vida se acerta com Deus e com os demais quando o deixamos acertar a situação, não quando tentamos fazer tudo sozinhos, com orgulho e ansiedade.
29-30E como fica a orgulhosa alegação judaica de termos o monopólio de Deus? Anulada também. Deus é o Deus do judeu e de quem não é judeu. Como poderia ser diferente, se há apenas um Deus? Deus resolve a situação de todos que aceitam o que ele fez e disso participam, tanto os que seguem nosso sistema religioso quanto os que nunca ouviram falar da nossa religião.
31Mas, ao mudar nosso foco do que nós fazemos para o que Deus faz, não anulamos a rigorosa guarda das regras e leis que Deus estabeleceu? De modo algum! Quando adotamos o estilo de vida condizente com essa reconciliação, nós as confirmamos.
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Capítulo 4
CONFIANÇA E FÉ EM DEUS1-3Pois bem, como encaixar o que sabemos a respeito de Abraão, nosso primeiro pai na fé, nessa nova maneira de enxergar as coisas? Se Abraão tivesse sido aprovado por Deus pelo que fez, ele poderia ter recebido crédito. Mas o que temos é a história de Deus, não a de Abraão. Assim, lemos nas Escrituras: “Abraão participou do que Deus fez por ele, e isso foi decisivo. Ele acreditou que Deus podia torná-lo justo, em vez de apelar para a própria justiça”.
4-5Se você dá duro e faz um bom trabalho, merece o pagamento. Ninguém pode dizer que seu pagamento é um presente. Mas, se você percebe que a tarefa está muito além da sua capacidade, algo que só Deus pode fazer, e confia que ele o fará (volto a dizer: algo que você jamais conseguirá fazer, não importa como e quanto trabalhe), essa confiança em Deus é o que o deixa numa situação aceitável diante dele, por causa de Deus. Pura graça.
6-9Davi confirma esse modo de ver as coisas ao afirmar que quem deixa Deus consertar a situação, sem insistir em querer fazer algo no processo, é um homem feliz: Feliz é aquele cujos crimes são perdoados, cujos registros dos pecados são apagados. Feliz é a pessoa contra quem o Senhor não tem nada a apresentar. Vocês pensam que essa bênção é dada apenas para aqueles que guardam nossas tradições religiosas e são circuncidados? Acham que a bênção pode ser dada a alguém que nunca ouviu falar das nossas tradições, que não foi criado em nossa forma de devoção para com Deus? Todos nós concordamos em que foi por aceitar o que Deus fez por Abraão que ele foi declarado justo diante de Deus, não é?
10-11Agora pensem: essa declaração foi feita antes ou depois que ele fosse marcado pelo rito pactuai da circuncisão? Sabemos que foi antes! Isso significa que ele se submeteu à circuncisão como evidência e confirmação do que Deus havia feito muito antes de torná-lo plenamente aceitável, um ato de Deus que ele aceitou de todo o coração.
12Isso ainda significa que Abraão é pai de todos os povos que aceitam O que Deus faz por eles enquanto ainda estão na condição dos “de fora” em relação a Deus, não identificados como propriedade de Deus, isto é, como “incircuncisos”. Justamente os que se encontram nessa condição é que são chamados “justificados por Deus e com Deus”! Abraão, claro, também é o pai dos que se submeteram ao rito da circuncisão não apenas por causa do rito, mas porque desejavam abraçar pela fé o que Deus fez por eles, seguindo o exemplo de vida que Abraão viveu antes de ser marcado pela circuncisão.
13-15A famosa promessa de Deus a Abraão — que ele e seus descendentes possuiriam a terra — não foi feita em razão de algo que Abraão tenha feito ou viria a fazer. Foi baseada na decisão de Deus de acertar tudo para com ele, e foi disso que Abraão participou quando creu. Se alguém receber esse presente de Deus apenas por ter seguido certas ordens ou por ter cumprido formalidades, essa confiança não faz sentido, e a promessa vira um contrato frio! Seria um acordo comercial, não uma promessa santa. Um contrato cheio de pormenores, elaborado por um advogado detalhista, pode resultar em obrigações que você jamais seria capaz de cumprir. Mas, se não há contrato, apenas uma promessa — e uma promessa de Deus —, você não pode quebrá-la.
16É por isso que o cumprimento da promessa de Deus depende inteiramente da confiança que depositamos nele e em seus caminhos e de que o aceitemos e a tudo que ele faz. A promessa de Deus chega como um presente. É o único modo de garantir a participação nela, tanto os que guardam as tradições religiosas quanto os que nunca ouviram falar delas. Porque Abraão é o pai de todos nós. Ele não é nosso pai racial — isso seria ler a história de trás para a frente. Ele é nosso pai na fé.
17-18Chamamos Abraão de pai não porque Deus lhe tenha dado atenção por ter vivido como santo, mas porque Deus agiu em Abraão quando ele não era ninguém. Não é o que lemos nas Escrituras, que Deus diz a Abraão: “Farei de você pai de muitos povos”? Abraão foi primeiro chamado de pai e depois se tornou pai porque ousou acreditar que Deus faria o que somente Deus poderia fazer: levantar os mortos para a vida e com uma palavra trazer algo à existência, a partir do nada. Não havia esperança, mas Abraão creu, decidido a viver não com base no que sabia que era incapaz de fazer, mas no que Deus disse que ele faria. Assim, foi feito pai de uma multidão de povos. O próprio Deus declarou: “Você terá uma grande família, Abraão!”.
19-25Abraão não ficou pensando em sua incapacidade, dizendo: “Sem chance. Este corpo de cem anos nunca vai gerar um filho”. Ignorou décadas de infertilidade de Sara e foi persistente. Não foi reticente sobre a promessa de Deus, com questionamentos. Em vez disso, mergulhou na promessa e se fortaleceu. Ficou à disposição de Deus, certo de que ele cumpriria o que tinha dito. É por isso que se diz: “Abraão foi declarado justo diante de Deus ao confiar que Deus o justificaria”. Mas não é só Abraão: o mesmo acontece conosco! O mesmo é dito a respeito de nós, que aceitamos e cremos naquele que trouxe Jesus à vida quando, de igual modo, não havia mais esperança. O Jesus, que foi sacrificado, fez-nos aceitáveis diante de Deus, tornou-nos justos perante Deus.
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Capítulo 5
CRESCENDO EM PACIÊNCIA1-2Ao aceitar, pela fé, o que Deus sempre desejou para nós — consertar nossa situação com ele, tornar-nos prontos para ele —, alcançamos tudo isso com Deus por causa do nosso Senhor Jesus. Mais ainda, abrimo-nos para Deus e descobrimos, ao mesmo tempo, que ele já se abriu para nós e nos achamos no lugar que ele queria que estivéssemos — perante a graça e a glória de Deus, na presença dele, expressando nosso louvor.
3-5Mas ainda há muito mais. Continuamos a expressar nosso louvor, mesmo que estejamos cheios de problemas, porque sabemos que os problemas podem desenvolver em nós paciência e como a paciência, por sua vez, forja o aço temperado da virtude, mantendo-nos atentos quanto ao que Deus pretende fazer; desse modo, passamos a ter esperança. Com essa expectativa, jamais nos sentiremos enganados. A verdade é que nem temos como reunir todas as vasilhas necessárias para encher com tudo que Deus generosamente derrama sobre nossa vida, por meio do Espírito Santo!
6-8Cristo chegou na hora certa para tornar isso realidade. Ele não esperou que todos estivessem preparados. Apresentou-se disposto ao sacrifício quando ainda éramos fracos e rebeldes demais para fazer alguma coisa por nós mesmos. Mesmo que não fôssemos tão fracos, de qualquer maneira não saberíamos o que fazer. Podemos entender quando alguém morre por uma pessoa digna e como alguém bom e nobre poderia inspirar um sacrifício abnegado. Mas Deus demonstrou quanto nos ama ao oferecer seu Filho em sacrifício por nós quando ainda éramos tão ingratos e maus para com ele.
9-11Agora que nossa situação com Deus está resolvida, por meio dessa morte sacrificial, o perfeito sacrifício de sangue, não há mais razão para estar em oposição a Deus, sobre qualquer assunto. Se em nossa pior situação fomos postos em condição favorável diante de Deus, pelo sacrifício de seu Filho, agora que estamos nesta situação maravilhosa, apenas imaginem como nossa vida poderá ser plena e gloriosa por meio da vida proporcionada pela ressurreição! Agora que já desfrutamos esta maravilhosa amizade com Deus, não nos contentaremos com meras declarações formais, mas cantaremos louvores a Deus, por meio de Jesus, o Messias!
O PECADO QUE TRAZ MORTE E O GENEROSO DOM DA VIDA
12-14Vocês conhecem a história de Adão e de como ele nos lançou no dilema em que estamos — o primeiro pecado, depois a morte; e ninguém ficou isento do pecado ou da morte. Aquele pecado afetou os relacionamentos com Deus em tudo e com todo o mundo, mas a extensão das consequências negativas não ficou clara até que Deus a explicasse em detalhes a Moisés. Até os que não pecaram como Adão, que desobedeceu a um mandamento específico de Deus, tiveram de experimentar o fim da vida, a separação de Deus. Mas Adão, que nos pôs nessa situação, também aponta para aquele que nos livrará dela.
15-17Todavia, o resgate não é proporcional ao pecado que traz morte. Se o pecado de um homem deixa multidões de pessoas no profundo abismo da separação de Deus, imaginem a eficácia do dom de Deus derramado por meio de um homem, Jesus Cristo! Não há comparação entre o pecado que traz morte e esse generoso dom gerador de vida. A sentença pronunciada sobre aquele pecado foi a morte, mas sobre os muitos pecados que se seguiram veio a sentença de vida. Se a morte obteve supremacia pelo erro de um homem, imaginem o que pode fazer a extraordinária recuperação de vida que agarramos com ambas as mãos, esse dom de vida extravagante, essa restauração total, providenciados pelo homem Jesus Cristo!
18-19Aqui está um resumo de tudo: assim como uma única pessoa errou e nos deixou todo esse problemão com o pecado e a morte, também uma única pessoa fez o que era certo e nos livrou de tudo isso. Mais que apenas nos livrar do problema, ele nos trouxe para a vida! Um homem disse não a Deus e afundou muita gente no erro; outro homem disse sim a Deus e consertou tudo o que estava errado.
20-21Tudo que a lei contra o pecado conseguiu fazer foi produzir mais gente que desrespeitasse a lei. Mas o pecado não teve nem tem chance de competir contra o perdão poderoso que chamamos “graça”. Na disputa entre o pecado e a graça, a graça vence com facilidade. Tudo que o pecado pode fazer é nos ameaçar com a morte. Já a graça, uma vez que Deus está consertando as coisas por meio do Messias, nos convida à vida — uma vida que continua para sempre, que jamais terá fim.
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Capítulo 6
QUANDO A MORTE SE TORNA VIDA1-3O que vamos fazer então: continuar pecando para que Deus continue perdoando? É claro que não! Se já deixamos o país onde o pecado é soberano, como poderemos ainda viver na velha casa que tínhamos lá? Ou vocês não perceberam que abandonamos aquilo tudo para sempre? É o que acontece no batismo. Ao entrar na água, deixamos para trás o velho país do pecado; quando saímos da água, entramos no novo país, o da graça — uma nova vida numa nova terra!
2-5É isso que o batismo nessa vida em Jesus significa. Quando somos mergulhados na água, é como o sepultamento de Jesus; quando somos levantados da água, é como a ressurreição de Jesus. Erguemo-nos para um mundo cheio da luz do nosso Pai e assim podemos ver por onde estamos indo, no novo país da graça soberana.
6-11Mais claro que isso, impossível. Nosso velho modo de viver foi pregado na cruz com Cristo, um fim decisivo para aquela vida miserável de pecado. Não estamos mais à mercê do convite do pecado! Cremos que, se estamos incluídos na morte de Cristo, que venceu o pecado, estamos incluídos também em sua ressurreição, que nos traz vida. Sabemos que, quando Jesus foi levantado dos mortos, isso foi um sinal de que a morte não seria mais o destino final. Nunca mais ela terá a última palavra. Quando Jesus morreu, ele levou o pecado consigo. Agora vivo, ele traz Deus a nós. De agora em diante, devemos pensar assim: o pecado fala uma língua morta que nada significa para nós; Deus fala a nossa língua materna, e entendemos cada palavra. Vocês estão mortos para o pecado e vivos para Deus. Foi o que Jesus fez.
12-14Isso significa que vocês devem conduzir a vida de um modo que não deem oportunidade ao pecado. Não deem a ele nenhuma chance. Evitem até as mínimas coisas que estejam ligadas com o antigo modo de viver. Abracem de todo o coração e em tempo integral o modo de Deus agir. Lembrem-se de que vocês foram ressuscitados! O pecado não pode mais ditar as regras da vida de vocês. Afinal, vocês não estão mais vivendo sob a velha tirania: estão vivendo na liberdade de Deus.
O QUE É A VERDADEIRA LIBERDADE
15-18Agora, se estamos livres da velha tirania, podemos viver como quisermos? Uma vez que estamos livres na liberdade de Deus, podemos fazer o que nos vier à cabeça? De jeito nenhum. Vocês sabem, por experiência própria, que certos atos baseados numa suposta liberdade acabam destruindo a liberdade. Ofereçam-se ao pecado, por exemplo, e será o último ato livre de vocês. Mas ofereçam-se aos caminhos de Deus e jamais perderão a verdadeira liberdade. Durante a vida inteira, vocês deixaram o pecado ditar as regras. Mas, graças a Deus, vocês começaram a ouvir um novo Senhor, cujas ordens os deixam livres para viver na liberdade dele.
19Falo da liberdade para facilitar a compreensão. Vocês com certeza se lembram do tempo em que faziam o que queriam, sem se importar com os outros nem com Deus, e a vida só piorava, enquanto a liberdade diminuía. Quanta diferença agora! Vocês vivem na liberdade de Deus, com a vida restaurada, crescendo em santidade!
20-Durante todo o tempo em que vocês faziam o que queriam, ignorando Deus, nem se preocupavam
21em pensar ou viver de modo correto, nem cogitavam fazer pelo menos alguma coisa certa. Mas isso era liberdade? O que ganharam com isso? Nada de que possam se orgulhar agora, não é? Aonde isso os levou? A um beco sem saída.
22-23Mas agora que encontraram a verdadeira liberdade, não precisam mais ouvir as exigências do pecado! Vocês descobriram o prazer de ouvir Deus falando com vocês. Que bela surpresa! Uma vida plena, restaurada, integrada no presente, com muito mais vida a caminho! Trabalhem para o pecado por toda a vida, e seu pagamento será a morte. Mas o dom de Deus é vida real,eterna, proporcionada por Jesus, nosso Senhor.
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Capítulo 7
DIVIDIDO ENTRE DOIS CAMINHOS1-3Amigos, vocês não devem ter nenhum problema para entender isto, pois conhecem a lei — como ela funciona e como afeta apenas quem está vivo. Por exemplo, uma mulher casada é legalmente unida ao marido enquanto ele vive, mas, se ele morrer, ela está livre. Se viver com outro homem enquanto o marido está vivo, sem dúvida ela será adúltera. Mas, se ele morrer, ela está livre para se casar com outro homem, sem crise de consciência e sem que ninguém a desaprove.
4-6Portanto, meus amigos, isso é semelhante ao que aconteceu com vocês. Quando Cristo morreu, ele tomou sobre si todo aquele modo de vida dominado por regras e o deixou no túmulo. Vocês ficaram livres para “se casar” com a vida da ressurreição e gerar uma “descendência” de fé para Deus. Enquanto vivíamos aquele antigo modo de vida, fazendo o que bem entendíamos, o pecado produzia os frutos que o antigo código da lei gerou em nós, o que nos deixou ainda mais rebeldes. Por fim, tudo que geramos foi morte. Mas agora, que não estamos mais acorrentados ao casamento dominador do pecado, livres daqueles regulamentos opressivos, estamos livres para viver uma vida nova, na liberdade de Deus.
7Alguém pode dizer: “Se o código da lei era tão mau assim, ele não era melhor que o pecado”. Não é verdade. O código da lei tinha uma função legítima. Sem suas orientações claras sobre certo e errado, nada saberíamos sobre o comportamento moral. Sem o mandamento sucinto “Não cobiçarás”, eu teria considerado a cobiça uma virtude e arruinado minha vida.
8-12Vocês não se lembram de como eram as coisas? Eu me lembro perfeitamente. O código da lei começou muito bem. Mas acontece que o pecado encontrou uma maneira de perverter o mandamento, transformando-o em tentação, fazendo dele um “fruto proibido”. O código da lei, em vez de ser usado para me guiar, serviu para me seduzir. Sem a complexidade do código da lei, o pecado parecia sem atrativos e sem vida, e eu seguia meu caminho sem dar muita atenção a ele. Mas, depois que o pecado pôs as mãos no código da lei e se tornou chamativo, fui enganado e caí. O mesmo mandamento que deveria me guiar à vida foi maliciosamente usado para me enganar, levando-me a um desvio. Desse modo, o pecado estava vivo; eu, morto. Mas o código da lei, em si, é bom; é sabedoria da parte de Deus, e cada mandamento é saudável e santo.
13Prosseguindo, já posso ouvir a próxima pergunta de vocês: “Quer dizer que não posso confiar no que é bom [isto é, na lei]? O bem é tão perigoso quanto o mal?” É claro que não! O pecado apenas fez aquilo que o tornou famoso: usar o bem como cobertura para me induzir a fazer o que no final iria me destruir. Ao ocultar o bom mandamento de Deus, o pecado provocou consequências negativas que jamais conseguiria causar por si só.
14-16Posso antecipar a resposta também: “Sei que todos os mandamentos de Deus são espirituais, mas eu não sou. Essa não é também a sua experiência?” Sim. Estou cheio de mim mesmo — afinal, passei longo tempo na prisão do pecado. O que não entendo a meu respeito é que decido uma coisa e faço outra, sendo levado a fazer o que absolutamente desprezo. Então, se não consigo decidir o que é melhor para mim mesmo e fazê-lo, é óbvio que o mandamento de Deus é necessário.
17-20Entretanto, preciso de algo mais! Pois, se conheço a lei e mesmo assim não posso guardá-la e se o poder do pecado dentro de mim insiste em sabotar minhas melhores intenções, obviamente preciso de ajuda! Entendo que não posso cumpri-la. Posso desejar, mas não posso fazer. Decido fazer o bem, mas de fato não o faço. Decido não fazer o mal, mas acabo fazendo, de um modo ou de outro. Minhas decisões não resultam em ações. Algo está muito errado no meu interior e sempre tira o melhor de mim.
21-23Isso acontece tanto que já é previsível. No momento em que decido fazer o bem, o pecado está lá para me derrubar. É pura verdade que eu me alegro nos mandamentos de Deus, mas é óbvio que nem tudo em mim é festa. Partes de mim se rebelam em segredo, e, quando menos espero, elas assumem o controle.
24Já tentei de tudo, mas nada resolve. Já não aguento mais. “Não há ninguém que possa me ajudar?” — não é essa a verdadeira pergunta?
25A resposta, graças a Deus, é que Jesus Cristo pode e me ajuda. Ele agiu para consertar as coisas nesta vida de contradições com a qual quero servir a Deus de todo o coração e mente, mas sou puxado pela influência do pecado, e acabo fazendo algo que não desejo.
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Capítulo 8
A SOLUÇÃO É A VIVER DE ACORDO COM DEUS1-2Com a chegada de Jesus, o Messias, o dilema fatal foi resolvido. Os que estão em Cristo não precisam mais viver numa nuvem escura e depressiva. Um novo poder está atuando. O Espírito da vida em Cristo, como um vento forte, limpou totalmente o ar, libertando vocês de uma tirania brutal nas mãos do pecado e da morte.
3-4Deus acertou em cheio quando enviou seu Filho. Não tratou do problema como algo distante e sem importância. Em seu Filho, Jesus, assumiu pessoalmente a condição humana, entrou na confusão da humanidade que vive em conflito para consertar as coisas de uma vez por todas. O código da lei, enfraquecido pela natureza humana fragmentada, jamais poderia ter feito isso. A lei acabou usada como paliativo para o pecado, nunca para a cura completa. E, agora, o que o código da lei pede, mas que não conseguiríamos cumprir por nós mesmos, é que, em vez de redobrar nossos esforços, simplesmente aceitemos o que o Espírito está fazendo em nós.
6-8Os que pensam que podem fazê-lo por si mesmos terminam obcecados por medir sua força moral, mas sem resultados na vida real. Os que confiam na ação de Deus descobrem que o Espírito de Deus está neles — vivendo e respirando Deus! Ficar obcecado consigo mesmo nessa questão é entrar num beco sem saída. Quem olha para Deus é levado para um campo aberto, a uma vida livre, espaçosa. Direcionar o foco para si mesmo é o oposto de se concentrar em Deus. Qualquer pessoa absorvida em si mesma passa a ignorar Deus e acaba pensando mais nela que em Deus. Ignora quem Deus é e o que ele está fazendo. E Deus não gosta de ser ignorado.
9-11Mas, se o próprio Deus está em vocês, dificilmente irão pensar mais em vocês mesmos que nele. Quem não recebeu esse Deus invisível, mas plenamente presente, o Espírito de Cristo, não saberá do que estamos falando. Mas vocês que o receberam e o têm habitando em vocês, mesmo que ainda experimentem as limitações do pecado, experimentam a vida de acordo com Deus. Não há dúvida de que, se o Deus vivo e presente que ressuscitou Jesus dentre os mortos atua na vida de vocês, ele fará em vocês o mesmo que fez em Jesus: ele os trará vivos para si. Quando Deus vive e respira em vocês (e ele o faz, como o fez em Jesus), vocês são libertos daquela vida morta. Com seu Espírito vivendo em vocês, o corpo de vocês será tão cheio de vida quanto o de Cristo!
12-14Vocês não percebem que não devemos um centavo à velha vida, na qual a pessoa tem de fazer tudo por si. Não há nada nessa vida para nós, nada mesmo. O melhor a fazer é dar a ela um enterro definitivo e se engajar na nova vida. O Espírito de Deus nos chama. Há muito que fazer e lugares para conhecer!
15-17A vida da ressurreição que vocês receberam, de Deus não é vazia. Nela há uma constante expectativa de aventura, que sempre pergunta para Deus: “E agora Pai, o que vamos fazer?”, como as crianças fazem. O Espírito de Deus entra em contato com nosso espírito e confirma nossa identidade. Sabemos quem ele é, e sabemos quem somos: Pai e filhos. Sabemos também que vamos receber o que está por vir — uma herança inacreditável! Iremos passar pelo que Cristo passou. Se enfrentamos momentos difíceis com ele, então é certo que com ele passaremos momentos inesquecíveis!
18-21Não penso que seja possível fazer uma só comparação entre os tempos difíceis de hoje e os bons tempos que virão. O mundo criado quase não se contém esperando pelo que vem a seguir. Tudo na criação sofre restrições. Deus a controla até que todas as criaturas estejam prontas e possam ser libertadas para os tempos gloriosos que virão. Enquanto isso, a alegria aumenta com a expectativa.
22-25Tudo ao nosso redor observa uma criação grávida. Os tempos difíceis de dor neste mundo são apenas dores de parto. Mas isso não é apenas ao nosso redor: é também dentro de nós. O Espírito de Deus está nos impulsionando por dentro: nós também sentimos as dores de parto. Nosso corpo estéril e sem vida deseja libertação plena. É por isso que esperar não nos diminui, assim como a espera não diminui a gestante. Na verdade, é uma espera que nos faz sentir grandiosos. Naturalmente, não vemos o que nos causa isso. Mas, quanto mais esperamos, mais nos sentimos assim, e mais alegre se torna nossa expectativa.
26-28Se em algum momento nos cansamos de esperar, o Espírito de Deus está ao nosso lado, nos dando aquela força. Se não sabemos como orar, não importa. Ele ora em nós e por nós, utilizando nossos suspiros sem palavras, nossos gemidos de dor. Ele nos conhece melhor que nós mesmos, conhece nossa condição de “gravidez” e nos mantém na presença de Deus.Assim, podemos ter certeza de que cada detalhe em nossa vida de amor a Deus é transformado em algo muito bom.
29-30Deus sempre soube o que estava fazendo. Ele decidiu, desde o princípio, moldar a vida daqueles que O amam pelos mesmos padrões da vida do Filho. Pois o Filho é o primeiro da fila, na humanidade que ele restaurou. Nele, vemos a vida humana em sua forma original. Depois de decidir como seus filhos deveriam ser, Deus continuou convidando as pessoas, chamando-as pelo nome. Em seguida, ele as firmou numa sólida base, nele mesmo. Após ter feito tudo isso, ele permanece com essas pessoas até o fim, concluindo gloriosamente o que havia iniciado.
31-39Então, o que acham? Deus está ao nosso lado, assumiu nossa condição e se expôs ao pior quando enviou o próprio Filho. Haveria alguma coisa que ele não faria por nós de modo espontâneo e feliz? Quem ousaria implicar com os escolhidos de Deus, arrumando briga com ele? Quem ousaria ao menos apontar um dedo? Aquele que morreu por nós — e por nós foi ressuscitado para a vida! — está na presença de Deus neste exato momento, intercedendo por nós. Acham que alguém será capaz de levantar uma barreira entre nós e o amor de Cristo por nós? Não há como! Nem problemas, nem tempos difíceis, nem ódio, nem fome, nem desamparo, nem ameaças de poderosos, nem punhaladas nas costas, nem mesmo os piores pecados listados nas Escrituras: Eles nos matam a sangue frio, porque odeiam a ti. Somos vítimas fáceis: eles nos pegam, um a um. Nada disso nos intimida, porque Jesus nos ama. Estou convencido de que nada — vivo ou morto, angelical ou demoníaco, atual ou futuro, alto ou baixo, pensável ou impensável —, absolutamente nada pode se intrometer entre nós e o amor de Deus, quando vemos o modo com que Jesus, nosso Senhor, nos acolheu.
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Capítulo 9
DEUS ESTÁ CHAMANDO SEU POVO1-5Ao mesmo tempo, vocês precisam saber que todo o tempo carrego comigo uma imensa tristeza, uma dor profunda dentro de mim, e nunca me livro dela. Não estou exagerando: Cristo e o Espírito Santo são minhas testemunhas. São os israelitas. Se houvesse um jeito de eu ser amaldiçoado pelo Messias para que eles fossem abençoados por ele, eu o faria sem hesitar. Eles são minha família. Cresci com eles. Eles tinham tudo — família, glória, reuniões, revelações, adoração, promessas, sem falar que são o povo de onde veio o Messias, o Cristo, que é Deus sobre tudo, sempre. Amém!
6-9Mas não pensem que a Palavra de Deus tenha falhado em algum ponto. O problema é antigo. Para começar, nem todos os israelitas fisicamente são israelitas espiritualmente. Não foi a linhagem de Abraão que trouxe essa identidade, e sim a promessa de Deus. Lembram-se do que foi dito: “Sua família será considerada por Isaque”? Isso significa que a identidade israelita nunca foi determinada fisicamente, por transmissão genética, mas por Deus, pela promessa. Lembram-se da promessa: “Quando eu voltar no próximo ano, por esta época, Sara terá um filho”?
10-13E não foi a única vez. Também foi feita uma promessa para Rebeca, muito além da genética. Quando ficou grávida do nosso antepassado Isaque e esperava os gêmeos ainda inocentes, incapazes de fazer bem ou mal, ela recebeu uma confirmação especial da parte de Deus. Na ocasião, Deus mostrou que seu propósito não é algo que dependa do que fazemos ou deixamos de fazer, e sim determinado por sua decisão, vindo diretamente de sua iniciativa. Deus disse a Rebeca: “O primeiro a nascer dos gêmeos ocupará o segundo lugar”. Mais tarde, a situação deu origem à dura frase: “Eu amei Jacó, mas rejeitei Esaú”.
14-18Será que com isso podemos dizer que Deus é injusto? Vamos devagar. Deus disse a Moisés: “Misericórdia é comigo mesmo. Compaixão é comigo mesmo”. A compaixão não nasce em nosso coração compadecido nem em nosso esforço moral, mas na misericórdia divina. Foi o mesmo caso do faraó: “Eu o escolhi para ser mero coadjuvante no drama da minha poderosa salvação”. Tudo que estamos dizendo é que Deus tem a primeira palavra, iniciando a ação, na qual fazemos nossa parte, para o bem ou para o mal.
19Então você pergunta: “Como pode Deus nos culpar por qualquer coisa se ele está no controle de tudo? Se as grandes decisões já foram tomadas, que temos nós com isso?”
20-33Calma! Quem você pensa que é para argumentar com Deus? Por algum instante você achou que algum de nós sabe o bastante para questioná-lo? O vaso não se dirige aos dedos que o moldaram, dizendo: “Por que você me deu essa forma?” Não é óbvio que o oleiro tem todo o direito de transformar um pedaço de argila num vaso de flores e outro numa panela de cozinhar feijão? Se Deus precisa de um pote especial para sua ira e outro para sua bondade gloriosa, não estará ele certo? O mesmo ele fez com os judeus, mas também acontece com outros povos. Oseias deixa isso claro: Eu chamarei os sem nome e os nomearei; chamarei os desprezados e os farei amados; No lugar em que gritaram: “Você não é ninguém!”, eles chamam vocês de “filhos do Deus vivo”. Isaías mantém a ênfase: Se cada grão de areia da praia fosse numerado e a soma chamada “escolhidos de Deus”, Eles seriam ainda números, não nomes. A salvação vem por escolha pessoal. Deus não nos conta: chama pelo nome. Meros números não são seu objetivo. Isaías enxergou esta realidade: Se nosso poderoso Deus não nos tivesse dado um legado de filhos vivos, Acabaríamos como cidades-fantasma, como Sodoma e Gomorra. Como resumir tudo isso? Todos os que não pareciam interessados no que Deus estava fazendo, na verdade abraçaram o que Deus fazia quando ele endireitou a vida deles. E Israel, que parecia tão interessado em ler e falar sobre o que Deus estava fazendo, distanciou-se de Deus. Como puderam se distanciar? Porque em vez desconfiar em Deus, eles assumiram o controle. Estavam envolvidos no que eles mesmos faziam, tão envolvidos nos seus “projetos de Deus” que não perceberam Deus à sua frente, como uma pedra no meio da estrada. Então tropeçaram nele e continuaram caindo. E Isaías de novo junta tudo isso numa metáfora: Cuidado! Pus uma pedra enorme no caminho para o monte Sião, uma pedra que você não pode contornar. Mas eu sou a pedra! Se você me procura, me encontrará a caminho, não obstruindo o caminho.
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Capítulo 10
ISRAEL REDUZIDO À RELIGIÃO1-3Acreditem em mim, amigos, para Israel desejo o melhor: salvação, nada menos que isso. É o que desejo de todo o coração e em todo tempo oro a Deus por isso. Sei que os judeus são muito dedicados a Deus, mas estão fazendo tudo ao contrário. Não parecem entender que esse acerto da condição humana, que é a salvação, é obra de Deus, e muito bem-sucedida. Eles montam suas lojas de salvação ao longo da rua e apregoam sua mercadoria. Após todos esses anos de recusa em se relacionar com Deus nos termos dele, insistindo em fazer tudo à sua maneira, eles nada conseguiram como resultado.
4-10A revelação anterior tinha a intenção de nos deixar preparados para o Messias, apenas isso. Ele então iria consertar a situação dos que cressem nele. Moisés escreveu que quem insiste em usar o código da lei para viver de maneira correta diante de Deus, logo descobre que não é tão fácil — cada detalhe da vida é minuciosamente regulamentado! Mas confiar em Deus para moldar a vida correta em nós é uma história diferente. Não se trata de uma escalada perigosa até os céus ou de uma perigosa descida ao abismo para trazer de lá o Messias. Então, o que exatamente Moisés estava dizendo? A palavra que salva está bem aqui, tão próxima quanto a língua da boca, tão próxima quanto o coração do peito. É a palavra da fé que aceita que Deus trabalhe e acerte as coisas para nós. Essa é a essência da nossa pregação. Diga a Deus as palavras de boas-vindas: “Jesus é meu Senhor”. Receba de corpo e alma a obra de Deus, seu agir em nós, como no ato de ressuscitar Jesus. É isso. Você não está “fazendo” nada, está simplesmente pedindo ajuda a Deus e confiando nele, para que ele o faça. Salvação é isso. Com todo o seu ser, você aceita o agir de Deus para consertar a situação e pode dizer em alto e bom som: “Deus acertou tudo entre mim e ele!”
11-13As Escrituras garantem: “Ninguém que confie em Deus de todo o coração irá se arrepender disso”. Isso não mudou. Não importa qual seja o antecedente religioso de alguém: o mesmo Deus é por todos nós, agindo do mesmo modo, com incrível generosidade, para com todos os que buscam sua ajuda: “Todo aquele que clamar: ‘Socorro, Deus!’ alcançará ajuda”.
14-17Mas como o povo pedirá ajuda se não sabe em quem confiar? E como saberão em quem confiar se nunca ouviram falar do único que é digno de confiança? E como poderão ouvir se ninguém contar a vocês? E como alguém contará a vocês a não ser que alguém o envie? É por isso que as Escrituras exclamam: Uma visão de tirar o fôlego! Uma imensa multidão anunciando a todos as coisas maravilhosas de Deus! Mas nem todos estão preparados para ver, ouvir e agir. Isaías perguntou o que todos nós, em algum momento, perguntamos: “Deus, será que alguém se importa? Será que alguém está ouvindo ou acreditando numa única palavra de tudo isso?” A questão é a seguinte: antes de crer, você tem de ouvir. E, a não ser que a Palavra de Cristo seja pregada, não há nada para ouvir.
18-21Mas não são inúmeras as oportunidades que Israel tem de ouvir e entender o que está acontecendo? Inúmeras, eu disse. As vozes dos pregadores se foram pelo mundo, Sua mensagem pelos sete mares da terra. Então, a grande pergunta é: por que Israel não entendeu que não tinha espaço nessa mensagem? Moisés acertou quando predisse: Quando vir Deus alcançar todos aqueles a quem você considera inferiores — estranhos! —, você irá morrer de inveja. Quando vir Deus alcançar os povos que você considera ignorantes espirituais, você vai ficar furioso. Isaías ousa pronunciar as seguintes palavras de Deus: Povos me encontraram e me receberam, povos que nunca haviam me procurado. E eu encontrei e recebi povos que nunca antes haviam perguntado a meu respeito. Então ele conclui com uma acusação: Dia após dia, chamei Israel de braços abertos E, para minha tristeza, não vi resposta a não ser puro desdém.
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Capítulo 11
A MINORIA FIEL1-2Será que isso significa que Deus está tão farto de Israel que não quer mais nada com eles? É claro que não. Lembrem-se de que quem escreve estas coisas é um israelita, um descendente de Abraão, da tribo de Benjamim. Mais judeu, impossível! Não estamos, portanto, falando de rejeição. Deus está há muito envolvido com Israel, investiu demais nesse povo para desistir agora.
2-6Elias, angustiado por causa desse mesmo Israel, clamou em oração: Deus, eles mataram teus profetas, Destruíram teus altares. Só eu sobrevivi, e agora eles estão atrás de mim! Lembram-se da resposta de Deus? Eu ainda tenho sete mil que não desistiram, Sete mil que são leais até o fim. É a mesma coisa hoje. Ainda há uma minoria fiel e atuante — talvez não muitos; provavelmente mais do que vocês pensam. Eles estão firmes, não por causa do que pensam que ganharão com isso, mas porque estão convencidos da graça e do propósito de Deus em chamá-los. Se estivessem pensando apenas nos próprios interesses, já teriam largado tudo há muito tempo.
7-10O que aconteceu, então? Bem, quando Israel tentou se acertar com Deus por esforço próprio, perseguindo os próprios interesses, não obteve sucesso. Os escolhidos de Deus foram os que deixaram Deus buscá-los pelo interesse que tem por eles. Como resultado receberam o selo de aprovação. O Israel interesseiro tornou-se insensível a Deus. Moisés e Isaías comentaram a respeito: Farto de suas reclamações e do seu egoísmo, Deus obscureceu sua visão e entorpeceu seus ouvidos, Trancou-os numa sala de espelhos, e eles estão lá até hoje. Davi estava preocupado com a mesma coisa: Tomara que adoeçam ao comer a comida preparada por eles mesmos, que quebrem a perna, andando em seus caminhos egoístas. Tomara que fiquem cegos ao contemplar seus espelhos, que tenham úlceras ao brincar de deus.
RAMOS PODADOS E ENXERTADOS
11-12A próxima questão é: “os judeus foram derrotados? Excluídos para sempre?”. A resposta é um enfático não. Ironicamente, eles deixaram a porta aberta quando saíram, e os de fora entraram. O resto vocês sabem: os judeus começaram a pensar que talvez tivessem perdido uma coisa boa. Mas, se a saída deles impulsionou essa migração mundial de não judeus para o Reino de Deus, imaginem o efeito da volta deles! Que lindo retorno será!
13-15Mas não quero continuar falando deles. São vocês, os de fora, que me preocupam. Minha tarefa pessoal se concentra nos chamados “de fora”, por isso me esforço ao máximo quando estou entre meus parentes israelitas, os chamados “de casa”, esperando que eles percebam o que estão perdendo e queiram se envolver com o que Deus está fazendo. Se a queda deles iniciou essa migração em escala mundial, sua recuperação produzirá algo ainda maior: uma volta em massa para casa! Se a primeira coisa que os judeus fizeram, ainda que prejudicial para eles, resultou no bem de vocês, pensem no que acontecerá quando eles acertarem o passo!
16-18Tudo isso provém de uma raiz santa, plantada e cuidada por Deus. Se a raiz principal da árvore é santa, há espaço para frutos santos. Alguns ramos foram podados, e vocês, ramos de oliveira selvagem, foram enxertados. Mas o fato de vocês serem alimentados pela raiz santa e rica em nutrientes não os autoriza a tripudiar sobre os ramos podados. Lembrem-se de que vocês não estão alimentando a raiz: ela é que está alimentando vocês.
19-20Assim, é possível dizer: “Outros ramos foram podados para que eu pudesse ser enxertado!” Muito bem, mas eles foram podados porque eram dispensáveis, não mais ligados pela fé e pelo compromisso com a raiz. A única razão pela qual vocês estão na árvore é porque o enxerto de vocês “pegou” quando creram e porque vocês estão ligados à raiz que nutre a fé. Por isso, não fiquem vaidosos. Sejam humildes e prontos em relação à raiz que os mantém verdes e vivos.
21-22Agora, se Deus não pensou duas vezes para podar os ramos naturais, porque hesitaria em cortar vocês? Ele o faria sem vacilar. Fiquem atentos ao amor bondoso e à terrível severidade que coexistem em Deus: misericórdia zero para os ramos mortos, bondade total para os enxertados. Mas não considerem só a bondade. No momento em que virar ramo morto, vocês serão cortados.
23-24E não se sintam superiores aos ramos podados que caíram ao chão; Se eles saírem do estado de morte, poderão muito bem ser enxertados outra vez. Deus pode fazer isso. Ele é capaz de enxertos milagrosos. Porque, se ele pôde enxertar vocês — ramos cortados de uma árvore qualquer — numa das árvores do pomar, ele não terá dificuldades de enxertar de volta na árvore de origem ramos que cresceram nela. Alegrem-se por estar na árvore e esperem o melhor para os outros.
UM ISRAEL APERFEIÇOADO
25-29Quero ser o mais claro possível, amigos. O assunto é complicado. É fácil interpretar errado o que está acontecendo e, com arrogância, presumir que vocês são a realeza, e eles, apenas o povão excluído. Mas não é assim. Essa dureza da parte de Israel em relação a Deus é temporária e tem o efeito de permitir o acesso de todos os que estão de fora, de modo que, por fim, a casa se encha. Antes do fim de tudo, haverá um Israel aperfeiçoado. Está escrito: Um campeão virá das montanhas de Sião; ele purificará a casa de Jacó. E esse é meu compromisso com o meu povo: a remoção dos seus pecados. Enquanto vocês ouvem e abraçam as boas notícias da Mensagem, fica parecendo que os judeus são inimigos de Deus. Mas, visto da perspectiva de longo alcance do propósito abrangente de Deus, eles continuam sendo os mais antigos amigos de Deus. Os dons e o chamado de Deus têm garantia total — jamais são cancelados!
30-32Houve uma época, não muito tempo atrás, em que vocês estavam separados de Deus. Mas depois os judeus fecharam a porta para Deus, e houve uma abertura para vocês. Agora eles estão de fora. Mas, com a porta aberta para vocês, eles têm ainda a opção de voltar. De algum modo, Deus permite que todos nós conheçamos o que é estar de fora, para que ele, pessoalmente, possa abrir a porta e nos receber de volta.
33-36Vocês, por acaso, já viram algo que se compare à graça generosa de Deus ou à sua profunda sabedoria? É algo acima da nossa compreensão, que jamais entenderemos. Há alguém que possa explicar Deus? Alguém inteligente o bastante para lhe dizer o que fazer? Alguém que tenha feito a ele um grande favor ou a quem Deus tenha pedido conselho? Tudo dele procede; Tudo acontece por intermédio dele; Tudo termina nele. Glória para sempre! Louvor para sempre! Amém. Amém. Amém.
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Capítulo 12
OFEREÇA A VIDA A DEUS1-2Portanto, com a ajuda de Deus, quero que vocês façam o seguinte: entreguem a vida cotidiana — dormir, comer, trabalhar, passear — a Deus como se fosse uma oferta. Receber o que Deus fez por vocês é o melhor que podem fazer por ele. Não se ajustem demais à sua cultura, a ponto de não poderem pensar mais. Em vez disso, concentrem a atenção em Deus. Vocês serão mudados de dentro para fora. Descubram o que ele quer de vocês e tratem de atendê-lo. Diferentemente da cultura dominante, que sempre os arrasta para baixo, ao nível da imaturidade, Deus extrai o melhor de vocês e desenvolve em vocês uma verdadeira maturidade.
3Ao escrever para vocês, sinto profunda gratidão por tudo que Deus me deu, especialmente pela responsabilidade que tenho por vocês. Vivendo assim como cada um de vocês, em pura graça, é importante que não tenham um conceito errado de vocês mesmos, achando que têm alguma bondade para apresentar a Deus. Não, e Deus quem concede tudo a vocês. O único modo de nos entendermos é pelo que Deus é e pelo que ele faz por nós, não pelo que somos e fazemos por ele.
4-6Assim, somos como as várias partes do corpo humano. Cada parte tem seu significado no corpo, visto como um todo, mas não o contrário. O corpo de que estamos falando é o corpo formado pelas pessoas escolhidas por Cristo. Cada um de nós encontra significado e função como parte desse corpo. Não podemos ser como um dedo decepado, que não tem valor. Então, desde que estejamos ligados às outras partes constituídas de maneira genial e funcionando maravilhosamente no corpo de Cristo, sejamos o que fomos feitos para ser, sem inveja ou sentimento de superioridade sobre os outros, sem tentar ser algo que não somos.
6-8Se você prega, limite-se a pregar a Mensagem de Deus; se você ajuda, apenas ajude —, não tente assumir o comando; se você ensina, apegue-se ao ensino; se você tem a capacidade de encorajar, tome cuidado para não se tornar autoritário; se você recebeu alguma posição de responsabilidade, não manipule; se você foi chamado para ajudar gente em angústia, fique de olhos abertos e seja rápido em responder; se você trabalha com os desamparados, não se permita ficar irritado ou deprimido por causa deles. Mantenha o sorriso.
9-10Amem de verdade, não de maneira fingida. Evitem o mal ao máximo; apeguem-se ao bem como puderem. Sejam bons amigos, que amam profundamente; não procurem estar em evidência.
11-13Não se deixem esgotar: mantenham-se animados e dispostos. Sejam servos vigilantes do Senhor, com uma expectativa alegre. Não desistam em tempos difíceis, mas orem com fervor. Ajudem os cristãos necessitados e pratiquem a hospitalidade.
14-16Abençoem os inimigos: não haja maldição em suas palavras. Riam quando seus amigos estiverem alegres; chorem com eles quando estiverem tristes. Ajudem-se uns aos outros. Não sejam arrogantes. Façam amigos entre as pessoas mais simples; não se julguem importantes.
17-19Não revidem. Descubram a beleza que há em todos. Se você a descobriu em você, faça o mesmo com todos. Não insistam na vingança; ela não pertence a vocês. “Eu vou julgar. Eu vou cuidar disso”, diz Deus.
20-21As Escrituras recomendam que, se você vir seu inimigo com fome, ofereça-lhe um bom almoço; se estiver com sede, dê-lhe de beber. Sua bondade irá surpreendê-lo. Não permita que o mal vença em sua vida, mas vença o mal com a prática do bem.
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Capítulo 13
UM CIDADÃO RESPONSÁVEL1-3Sejam bons cidadãos. Todos os governos estão abaixo de Deus. Se há paz e ordem, é ordem de Deus. Então, vivam de modo responsável como cidadãos. Se forem irresponsáveis para com o Estado, estarão sendo irresponsáveis para com Deus, e Deus pedirá contas disso. As autoridades constituídas só serão uma ameaça se desobedecerem. Os cidadãos decentes não têm o que temer.
3-5Querem estar em boa situação com o governo? Sejam cidadãos responsáveis, e o governo trabalhará a seu favor. Mas, se vocês desobedecem às leis o tempo todo, cuidado! Os guardas não estão aí apenas para serem admirados por seus uniformes. Deus também tem interesse em manter a ordem, e os usa para isso. Portanto, vivam com responsabilidade — não apenas para evitar a punição, mas por ser a maneira certa de viver.
6-7É por isso, também, que vocês pagam impostos — para que a ordem seja mantida. Cumpram suas obrigações como um cidadão. Paguem seus impostos. Paguem suas contas. Respeitem seus superiores.
8-10Não façam dívidas, a não ser a imensa dívida de amor que vocês têm uns para com os outros. Quando vocês amam uns aos outros, estão cumprindo a lei. O código da lei — não durma com uma pessoa casada, não tire a vida de ninguém, não pegue o que não é seu, não fique o tempo todo desejando o que você não tem e todos os outros “nãos” que você pensar — se resume nisto: ame o próximo como a você mesmo, Você não faz nada errado quando ama o próximo. Adicione tudo ao código da lei, e a soma total sempre dará amor.
11-14Mas cuidem para não serem absorvidos pelas obrigações diárias a ponto de perderem tempo e se distraírem de Deus. A noite está quase acabando, o dia vai raiar. Estejam atentos ao que Deus está fazendo. Ele está dando os últimos retoques na obra de salvação que começou quando cremos. Não podemos desperdiçar as preciosas horas do dia em futilidades, preguiça, distração, brigas e disputas. Saiam da cama e vistam-se! Não desperdicem o tempo nem se demorem, esperando até o último minuto. Revistam-se de Cristo e estejam preparados!
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Capítulo 14
CULTIVANDO BONS RELACIONAMENTOS1Recebam de braços abertos os irmãos que não veem as coisas como vocês. Não os atropelem toda vez que eles fizerem ou falarem algo com o qual vocês não concordam — mesmo quando parecer que eles são fortes nas opiniões, mas fracos na fé. Tratem-nos com gentileza.
2-4Por exemplo, uma pessoa viajada pode muito bem estar convencida de que pode comer de tudo que há na mesa, enquanto outro, com uma formação diferente, pode pensar que o certo é ser vegetariano. Mas, como ambos são convidados à mesa de Cristo, não seria desagradável se um começasse a criticar o que o outro comeu ou deixou de comer? Afinal, Deus convidou ambos para sua mesa. O que você vai fazer: cortá-los da lista de convidados, ou interferir nesse amor de Deus que a todos recebe? Se há correções a serem feitas ou lições a serem aprendidas, Deus pode lidar com elas sem sua ajuda.
5Digamos que alguém pense que determinados dias devem ser considerados sagrados, enquanto outro pensa que todos os dias são iguais. Há boas razões para cada opinião. A verdade é que cada um é livre para seguir as convicções da consciência.
6-9O que importa em tudo isso é que, se você guarda um dia sagrado, guarde-o por causa de Deus; se você come carne, coma-a para a glória de Deus e agradeça a ele pela picanha; se você é vegetariano, coma vegetais para a glória de Deus e agradeça-lhe pelos brócolis. Nenhum de nós tem permissão para legislar nesses assuntos. É a Deus que vamos prestar contas — de tudo e em tudo, na vida e na morte —, a ninguém mais. Foi por isto que Jesus viveu e morreu e depois viveu outra vez: para se tornar nosso Senhor sobre tudo, da vida à morte, e nos libertar das pequenas tiranias de cada um.
10-12Além do mais, o que você vai ganhar ao criticar um irmão? E quando você é tolerante com uma irmã? Preciso dizer que isso faz você parecer um tolo — ou algo pior. Afinal, um dia todos nós iremos nos ajoelhar para sermos julgados, na presença de Deus. Sua crítica ou sua tolerância não vão melhorar sua situação nem um pouco. Leiam vocês mesmos o que as Escrituras dizem: “Tão certo como eu vivo e respiro”, Deus diz, “todo joelho se dobrará na minha presença; Toda língua dirá a pura verdade Que eu, e somente eu, sou Deus” Portanto parem de se preocupar indevidamente com os outros. Vocês já têm bastante com que se preocupar, cuidando da própria vida diante de Deus.
13-14Deixem de lado a atitude de querer decidir o que é certo para o outro. Preocupem-se em não se intrometer na vida dos outros, tornando a vida mais difícil do que já é. Estou convencido — Jesus me convenceu! — de que tudo é santo em si mesmo. Nós, pela nossas atitudes ou palavras, é que podemos contaminar as coisas.
15-16Se vocês confundem os outros, fazendo do que as pessoas comem um campo de batalha, já perderam aquela amizade, aquele amor. Lembrem-se de que foi por essas pessoas que Cristo morreu. Vocês vão arriscar mandá-las para o inferno por causa de uma dieta? Não ousem fazer que a comida abençoada por Deus se torne um meio de envenenar a alma.
17-18O Reino de Deus não tem a ver com o que vai para o estômago, entendam isso! Tem a ver com o que Deus faz com a sua vida, quando ele a conserta e completa sua obra com alegria. Nossa tarefa é servir a Cristo com sinceridade. Façam isso, e irão matar dois coelhos com uma única cajadada: agradar a Deus mais que a vocês e mostrar seu valor para todo mundo.
19-21Assim estaremos empregando nosso esforço na boa convivência fraterna. Ajudem-se mutuamente com palavras de ânimo. Não ponham seu irmão lá embaixo, apontando os defeitos dele. Não permitam que uma discussão a respeito do que é ou não servido num jantar destrua a obra de Deus entre vocês. Já disse e repito: toda comida é boa, mas pode se tornar má se vocês a usarem mal, fazendo que os outros tropecem e caiam. Quando vocês se sentarem para comer, a preocupação principal não deve ser alimentar-se, mas compartilhar a vida de Jesus. Portanto, sejam sensíveis e educados com os outros que estão à mesa. Não comam, façam ou falem nada que interfira na livre troca de amor cristão.
22-23Cultivem o relacionamento com Deus, mas não o imponham aos outros. Vocês serão felizes se seu comportamento e sua fé forem coerentes. Mas, se não estão seguros, se percebem que estão agindo de modo incoerente com o que creem — às vezes tentando impor sua opinião ou apenas agradar —, vocês estão errados. Se seu modo de viver não condiz com o que vocês creem, então está errado.
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Capítulo 15
1-2Aqueles de nós que forem mais fortes e capazes na fé têm o dever de ajudar os
que são vacilantes, não devem fazer apenas o que for conveniente. Se temos força
é para servir, não para ganhar prestígio. Cada um de nós precisa se preocupar
com o bem-estar alheio, sempre perguntando: “Como posso ajudar?”.3-6Foi o que Jesus fez. Ele não facilitou as coisas para si mesmo, evitando os problemas alheios, mas sempre estava disposto a ajudar. “Assumo os problemas dos problemáticos” — assim as Escrituras apresentam a questão. Ainda que isso tenha sido registrado nas Escrituras há muito tempo, estejam certos de que foi escrito para nós. Deus quer que o seu chamado firme e permanente combinado com o conselho caloroso e pessoal das Escrituras venham a nos caracterizar, mantendo-nos alerta para o que ele vier a fazer. Que o nosso Deus fiel, imutável, pessoal e caloroso desenvolva a maturidade em vocês, de modo que possam estar um ao lado do outro, assim como Jesus se põe ao lado de cada um de nós. Então, seremos um coral — não apenas nossa voz, mas nossa vida cantará um hino maravilhoso, em perfeita harmonia, ao Deus e Pai do nosso Senhor Jesus!
7-13Portanto, estendam a mão e acolham uns aos outros, para a glória de Deus. Jesus fez; agora, é a vez de vocês! Sendo fiel aos propósitos de Deus, Jesus estendeu a mão aos judeus de maneira especial, de modo que as velhas promessas, feitas aos antepassados, se tornassem verdadeiras para eles. Como resultado, os não judeus foram alcançados pela misericórdia e agora podem demonstrar gratidão a Deus. Pensem em todos os textos das Escrituras que se cumprem no que fazemos! Por exemplo: Então vou reunir os que são de fora no cântico de um hino; vou cantar ao seu nome! E esta: Vocês, os de fora e os de dentro, alegrem-se juntos! E outra vez: Povos de todas as nações celebrem a Deus! Todas as cores e raças deem louvor sincero! E a palavra de Isaías: Eis a raiz do nosso antepassado Jessé, progredindo na terra e tornando-se uma grande árvore, Alta o bastante para que todos, em toda parte, a vejam e tenham esperança! Que o Deus da esperança viva encha vocês de alegria e paz, para que a vida de vocês se encha da energia vivificante do Espírito Santo e transborde de esperança!
14-16Pessoalmente estou bastante satisfeito com o que vocês são e com o que estão fazendo. Parecem bem orientados e bastante motivados, capazes de guiar e orientar uns aos outros. Então, queridos amigos, não tomem minha linguagem ousada e dura como crítica. Não estou criticando, apenas destacando quanto preciso da ajuda de vocês para levar adiante esta tarefa específica que Deus me deu, esta obra evangélica e sacerdotal de servir às necessidades espirituais dos não judeus, para que eles possam ser apresentados como oferta aceitável a Deus e se tornem íntegros e santos pelo Espírito Santo de Deus.
17-21Olhando para o que já foi feito e o que tenho observado, devo dizer que estou muito satisfeito — no contexto de Jesus, eu diria até orgulhoso, mas apenas nesse contexto. Não tenho interesse em dar a vocês um relato pormenorizado das minhas aventuras, apenas as palavras e os atos de Cristo no presente, poderosos e transformadores para mim, que desencadearam uma resposta de fé entre os de fora. Nesses caminhos, tenho pregado a Mensagem de Jesus, desde Jerusalém até o noroeste da Grécia. Tenho tido o cuidado de levar a Mensagem apenas aos lugares nos quais Jesus ainda não é conhecido e adorado. Seguindo o que está escrito: Àqueles a quem nunca se falou a respeito dele — estes irão vê-lo! Os que nunca ouviram falar dele — estes receberão a mensagem!
22-24E por isso que estou demorando tanto para visitar vocês. Mas agora, que não há mais trabalho pioneiro a ser feito nessas regiões e como há muitos anos desejo ir vê-los, estou finalmente planejando minha visita. Vou para a Espanha e então espero passar por aí e desfrutar a companhia de vocês até que, em tempo oportuno, me enviem, com a bênção de Deus.
25-29Mas primeiro vou a Jerusalém entregar a oferta de auxílio aos seguidores de Jesus que vivem ali. Os gregos — em todo o caminho dos macedônios, no norte, até os da Acaia, no sul - decidiram fazer uma coleta para os cristãos pobres de Jerusalém. Fizeram isso com prazer, mas também era a obrigação deles. Percebendo que usufruíam os dons espirituais que generosamente vinham da comunidade de Jerusalém, era o dever deles aliviar aquela pobreza. Tão logo eu entregue pessoalmente a “cesta de frutos”, parto para a Espanha, fazendo uma parada em Roma para ver vocês. Minha esperança é que essa minha visita se torne uma grande bênção de Cristo.
30-33Queridos amigos, tenho um pedido: orem por mim. Orem fervorosamente comigo e por mim — a Deus, o Pai, pelo poder do nosso Senhor Jesus e pelo amor do Espírito — para que eu seja liberto da cova dos leões dos descrentes na Judeia. Orem também para que minha oferta de auxílio aos cristãos de Jerusalém seja aceita no mesmo espírito em que foi recolhida. Assim, querendo Deus, irei até vocês com um coração leve e ansioso pelo consolo da companhia de vocês. O Deus da paz seja com todos vocês. Amém!
Romanos
Capítulo 16
1-2Recebam bem nossa amiga Febe, que está a serviço do Senhor, com a
hospitalidade pela qual nós, cristãos, somos conhecidos. De todo o coração eu a
recomendo, bem como sua obra. Ela é uma representante central da igreja de
Cencreia. Ajudem-na em tudo que ela pedir. Febe merece tudo que fizerem por ela,
pois já ajudou muita gente, até mesmo a mim.3-5Saúdem Priscila e Áquila, que têm trabalhado lado a lado comigo, servindo Jesus. Eles arriscaram a vida por minha causa, e não sou o único que é agradecido a eles. Todos os grupos de cristãos não judeus também devem muito a esse casal, para não falar da igreja que se reúne na casa deles. Saúdem meu querido amigo Epêneto. Ele foi o primeiro seguidor de Jesus na província da Ásia.
6Saudações a Maria. Como ela tem trabalhado por vocês!
7Saudações aos meus primos Andrônico e Júnias. Houve uma vez que compartilhamos uma cela de prisão. Eles já seguiam Cristo antes de eu me converter. Ambos são líderes destacados.
8Saudações a Amplíato, meu bom amigo na família de Deus.
9Saudações a Urbano, nosso companheiro na obra de Cristo, e ao meu bom amigo Estáquis.
10Saudações a Apeles, um verdadeiro e aprovado veterano no caminho de Cristo. Saudações à família de Aristóbulo.
11Saudações ao meu primo Herodião.
12Saudações a Trifena e Trifosa, mulheres prontas em servir o Senhor. Saudações a Pérside, amiga querida, que tanto tem trabalhado em Cristo.
13Saudações a Rufo — um escolhido do Senhor! — e à sua mãe. Ela tem sido também uma querida mãe para mim.
14Saudações a Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas e também às famílias deles.
15Saudações a Filólogo, Júlia, Nereu e sua irmã e Olimpas — e a todos os seguidores de Jesus que vivem com eles.
16Abraços santos para todos! Todas as igrejas de Cristo enviam suas saudações mais calorosas!
17-18Amigos, um conselho final. Estejam atentos com relação aos que extraem algo do ensinamento que vocês aprenderam e depois o usam para criar confusão. Evitem essas pessoas. Elas não têm intenção de viver para o Senhor. Estão aqui pelo que podem obter e falam de modo piedoso para enganar os ingênuos.
19-20E, como nunca houve dúvida acerca da honestidade de vocês quanto a essas questões — eu não poderia estar mais orgulhoso de vocês! —, quero também que sejam prudentes, afeiçoados ao bem e distantes do mal. Não se deixem enganar pelas conversas suaves e ao mesmo tempo malignas. Fiquem atentos. Antes que percebam, o Deus da paz irá derrubar e pisotear Satanás no chão. Desfrutem o melhor de Jesus!
21Por fim, lá vão outras saudações. Timóteo, meu companheiro na obra, Lúcio e meus primos Jasão e Sosípatro enviam saudações.
22Eu, Tércio, que escrevi esta carta ditada por Paulo, envio minhas saudações pessoais.
23Gaio, que é meu hospedeiro e de toda a igreja, manda lembranças a vocês. Erasto, o tesoureiro da cidade, e nosso bom amigo Quarto enviam saudações.’
25-26Todo o nosso louvor é dedicado ao Único que é poderoso o bastante para torná-los fortes, exatamente como na pregação a respeito de Jesus Cristo, como revelado no mistério que se manteve por tanto tempo, mas que agora se tornou um livro aberto por meio das Escrituras proféticas. Todas as nações do mundo podem agora conhecer a verdade e ser conduzidas à fé obediente, cumprindo as ordens de Deus, que fez tudo, do início até a última letra.
27Todo o nosso louvor é dirigido, por meio de Jesus, a esse Deus incomparavelmente sábio! Amém!