2 Crônicas capítulos 1 ao 36

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2 Crônicas
Capítulo 1

O REI SALOMÃO

1-6Salomão, filho de Davi, conseguiu se firmar em seu reino. O Eterno estava com ele e o ajudou muito. Salomão falou a todo o Israel, os comandantes, os capitães, os juízes, os líderes e os chefes de família. Salomão e todo o povo foram para Gibeom, onde estava a Tenda do Encontro que Moisés, o servo do Eterno, tinha feito no deserto. Mas a arca de Deus estava em Jerusalém. Davi tinha levado a arca de Quiriate-Jearim para o lugar especialmente preparado para ela, a uma tenda em Jerusalém. Já o altar de bronze que Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, tinha feito, estava em Gibeom, diante do Tabernáculo do Eterno. Salomão e toda a congregação consultaram o Eterno. Salomão ofereceu sacrifício ao Eterno sobre o altar de bronze que estava diante da Tenda do Encontro. Ele ofereceu mil ofertas queimadas sobre o altar.

7Naquela noite, Deus apareceu a Salomão e disse: “O que você quer de mim? É só pedir”.

8-10Salomão respondeu: “Foste muito generoso para com meu pai Davi e ainda me fizeste rei neste lugar. Agora, cumpre as promessas feitas ao meu pai, pois me constituíste rei sobre um povo tão numeroso quanto o pó da terra. Por isso, dá-me sabedoria e conhecimento em tudo que eu fizer com relação ao povo, pois quem seria capaz de governar sozinho essa gente tão numerosa?”

11-12Deus respondeu a Salomão: “Já que é isso que você quer e já que não pediu riqueza, bens, fama ou a destruição dos inimigos, nem mesmo pediu longevidade, mas apenas sabedoria e conhecimento para governar bem o meu povo, sobre o qual eu o constituí rei; então, receberá o que pediu: sabedoria e conhecimento. Mas também acrescentarei riqueza, fama e bens, mais que qualquer outro rei antes e depois de você já teve”.

13Salomão voltou de Gibeom, onde ficava a Tenda do Encontro, para Jerusalém e começou a governar sobre Israel.

14-17Salomão adquiriu muitos carros e cavalos: tinha mil e quatrocentos carros e doze mil cavalos. Ele os mantinha em estábulos distribuídos entre várias cidades e também perto do rei, em Jerusalém. O rei fez que a prata e o ouro fossem tão comuns em Jerusalém quanto as pedras, e os cedros, como as figueiras das planícies. Seus cavalos eram trazidos do Egito e da Cilicia, especialmente importados pelos agentes do rei. Cada carro do Egito custava sete quilos e duzentos gramas de prata, e um cavalo, um quilo e oitocentos gramas. Salomão os exportava para os reis dos hititas e dos arameus.

2 Crônicas
Capítulo 2

A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

1Salomão determinou que se começasse a construção da casa de adoração em homenagem ao Eterno e de um palácio para si.

2Salomão nomeou setenta mil carregadores, oitenta mil cortadores de pedra nas montanhas e três mil e seiscentos encarregados da obra.

3-4Em seguida, Salomão mandou esta mensagem a Hirão, rei de Tiro: “Mande-me cedros, como você enviou ao meu pai Davi quando ele construiu um palácio. Estou me preparando para construir uma casa de adoração em homenagem ao Eterno, o meu Deus, um santuário para queimar incenso aromático, apresentar o pão consagrado, oferecer ofertas queimadas de manhã e à tarde, nos sábados, na lua nova e nas festas sagradas. Essa é a obrigação de Israel para sempre.

5-10“A casa que estou construindo deve ser grande, pois o nosso Deus é maior que todos os deuses. Mas quem é capaz de construir uma estrutura assim? Pois nem o céu nem mesmo o Universo são capazes de contê-lo. E quem sou eu para construir uma casa adequada para Deus, a não ser para queimar incenso diante dele? Assim, preciso de sua ajuda: Mande-me um artífice que saiba trabalhar com ouro, prata, bronze, ferro e tecidos roxo, vermelho e azul e que saiba entalhar, para supervisionar os artesões de Judá e de Jerusalém que meu pai treinou. Mande também madeira de cedro, cipreste e sândalo do Líbano. Sei que seus lenhadores têm muita experiência em tirar madeira das matas do Líbano. Eu mandarei funcionários para ajudar seus trabalhadores a cortar bastante madeira. Vou precisar de muita madeira, pois a casa que estou construindo será majestosa. A alimentação dos seus lenhadores fica por minha conta. Mandarei vinte mil tonéis de trigo, vinte mil tonéis de cevada, dois mil barris de vinho e dois mil barris de azeite”.

11Hirão, rei de Tiro, respondeu por escrito a Salomão: “Está claro que o Eterno ama seu povo; por isso, constituiu você rei sobre ele”.

12-14A carta continuava: “Bendito seja o Eterno, o Deus de Israel, Criador do céu e da terra, que deu ao rei Davi um filho tão sábio, inteligente e com tanto discernimento para construir um templo para o Eterno e um palácio para você. Já estou enviando Hurão-Abi, um construtor muito competente. A mãe dele é de Dã, e seu pai, de Tiro. Ele tem muita habilidade para trabalhar com ouro, prata, bronze, ferro, pedra, madeira e tecido roxo, azul e vermelho. Também trabalha muito bem com entalhes. É competente para fazer os desenhos com seus desenhistas e arquitetos e com os de seu pai Davi, meu senhor.

15-16“Mande o trigo, a cevada, o azeite e o vinho para meus trabalhadores como você falou. Tiraremos a madeira necessária das matas do Líbano, e vou providenciar para que ela flutue até Jope. De lá, você a levará para Jerusalém”.

17-18Salomão fez um levantamento de todos os estrangeiros que moravam em Israel, como seu pai tinha feito. Eram cento e cinquenta e três mil e seiscentos estrangeiros. Ele nomeou setenta mil carregadores, oitenta mil cortadores de pedras nas montanhas e três mil e seiscentos encarregados das equipes de trabalho.

2 Crônicas Capítulo 3

1-4Finalmente, Salomão começou a construir a casa para o Eterno em Jerusalém, sobre o monte Moriá, no qual o Eterno tinha aparecido a Davi, seu pai. O local foi o que Davi tinha determinado: na eira de Araúna, o jebuseu. Ele começou a construção no segundo dia do segundo mês do quarto ano do seu reinado. Este era o tamanho da casa de Deus que Salomão estava construindo: vinte e sete metros de comprimento por nove metros de largura, conforme o padrão antigo de medida. O pórtico da entrada tinha nove metros de altura, e a largura da construção era a mesma: nove metros.

4-7O interior era revestido de ouro puro. Salomão revestiu a entrada principal com cipreste folheado a ouro puro com desenhos entalhados de palmeiras e correntes. Ornamentou o prédio com pedras preciosas e ouro de Parvaim. Revestiu tudo com ouro: as vigas, os batentes, as paredes e as portas. Nas paredes, foram entalhadas figuras de querubins.

8-9Fez o Lugar Santíssimo de nove metros de largura, nove metros de comprimento e nove metros de altura. Revestiu seu interior com vinte e uma toneladas de ouro. Os pregos também eram de ouro e pesavam seiscentos gramas. As salas superiores também foram revestidas de ouro.

10-13Esculpiu para o Lugar Santíssimo e revestiu de ouro dois querubins, enormes figuras com aparência de anjos. Os dois juntos, com as asas abertas, mediam nove metros. Cada asa media dois metros e vinte e cinco centímetros, e elas se estendiam de uma parede a outra. Eles ficavam de pé, de frente para o pátio principal.

14Decorou a cortina de azul, roxo, vermelho e linho fino. Desenhou nela querubins.

15-17Levantou duas enormes colunas de dezesseis metros cada uma. Em cima delas, havia um capitel de dois metros e vinte e cinco centímetros de altura. O topo de cada coluna foi enfeitado com correntes, em forma de colar, e nelas estavam penduradas duzentas romãs. Pôs as colunas na entrada do templo, uma do lado direito e outra do lado esquerdo. A da direita recebeu o nome de Jaquim (Segurança), e a da esquerda, de Boaz (Estabilidade).

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Capítulo 4

OS UTENSÍLIOS DO TEMPLO

1Salomão fez o altar de bronze de nove metros de comprimento, nove metros de largura e quatro metros e meio de altura.

2-5Fez o tanque, um enorme recipiente redondo de metal fundido de quatro metros e meio de diâmetro e dois metros e vinte e cinco centímetros de altura. Sua circunferência era de treze metros e meio. Abaixo da borda e ao redor, havia duas faixas paralelas com figuras de touros a cada cinco centímetros, fundidos numa só peça com o tanque. O tanque estava assentado sobre doze touros, três voltados para o norte, três para o oeste, três para o sul e três para o leste. Todos os touros tinham o rosto para fora e sustentavam o tanque sobre sua parte traseira. O tanque tinha quatro dedos de espessura, e a borda era como a de um cálice. Tinha capacidade para sessenta mil litros.

6Fez dez pias, cinco do lado direito e cinco do lado esquerdo. Eram utilizadas para lavar tudo que era usado nas ofertas queimadas. Os sacerdotes se lavavam no tanque.

7Fez dez candelabros, de acordo com o modelo prescrito. Pôs cinco do lado direito e cinco do lado esquerdo.

8Fez dez mesas e pôs cinco do lado direito e cinco do lado esquerdo. Também fez cem tigelas de ouro.

9Construiu um pátio especialmente para os sacerdotes e o pátio principal com suas portas. As portas foram revestidas de bronze.

10Pôs o tanque ao lado direito do templo, no canto sudeste.

11-16Fez também baldes, pás e bacias. Assim, Hurão completou o trabalho para o qual tinha sido contratado pelo rei Salomão: duas colunas; dois capitéis em forma de taça em cima das colunas; duas correntes para enfeitar os capitéis; quatrocentas romãs para as correntes dos capitéis (duas fileiras de romãs para cada conjunto de correntes); dez suportes com suas pias; um tanque e os doze touros que ficavam debaixo dele; diversas bacias, garfos, pás e tigelas.

16-18Todos esses utensílios que Hurão-Abi fez para o rei Salomão e para o templo do Eterno eram de bronze polido. O rei mandou fundi-los em moldes de barro na planície do Jordão, entre Sucote e Zeredá. Esses utensílios nunca foram pesados. Era muito bronze. Ninguém soube quanto bronze foi utilizado.

19-22Salomão também mandou fazer os móveis e demais utensílios do templo de Deus: o altar de ouro; as mesas sobre as quais ficava o pão da presença; os candelabros de ouro puro com suas lâmpadas, que eram acesas diante do santuário interior, o Lugar Santíssimo; as flores, as lâmpadas e as tenazes de ouro maciço; os cortadores de pavio, as bacias, as tigelas e os incensários de ouro; as portas de ouro do templo, as portas do Lugar Santíssimo e as portas do santuário principal.

2 Crônicas Capítulo 5

1Assim, completou-se a obra que o rei Salomão fez para o templo do Eterno. Depois disso, ele trouxe as ofertas sagradas de seu pai Davi: a prata, o ouro e os utensílios. Ele guardou tudo no tesouro do templo de Deus.
A ARCA É LEVADA PARA O TEMPLO

2-3Para terminar, Salomão reuniu todos os líderes de Jerusalém, todos os líderes das tribos e os chefes de famílias para levar a arca da aliança do Eterno de Sião para o templo. Todos os homens de Israel compareceram perante o rei por ocasião da festa do sétimo mês, a festa das Cabanas.

4-6Quando todos os líderes de Israel estavam prontos, os levitas levaram a arca. Ela foi carregada com a Tenda do Encontro e todos os objetos consagrados para o serviço. Os sacerdotes, todos levitas, foram os responsáveis pelo transporte. O rei Salomão e toda a congregação de Israel estavam diante da arca, louvando e sacrificando muitas ovelhas e bois. Eram tantos que não dava para contar.

7-10Os sacerdotes levaram a arca da aliança do Eterno para o seu lugar no santuário interior, o Lugar Santíssimo, sob as asas dos querubins. As asas abertas dos querubins formavam uma cobertura sobre a arca e suas varas. As varas eram tão compridas que as pontas ficavam para fora da entrada do santuário interior, mas não eram vistas de longe. Estão lá até hoje. Dentro da arca, estavam apenas as duas tábuas que Moisés tinha guardado quando estava no Horebe, onde o Eterno fez aliança com Israel depois de tirá-lo do Egito.

11-13Os sacerdotes saíram do Lugar Santo. Todos os sacerdotes que estavam ali foram consagrados, sem distinção de cargo ou de função. Todos os levitas que eram músicos estavam ali com vestimentas litúrgicas: Asafe, Hemã, Jedutum e seus filhos e parentes. O coral e a orquestra se reuniram no lado leste do altar com cento e vinte sacerdotes que tocavam trombetas. O coral e as trombetas se uniram em louvor e ações de graças ao Eterno. A orquestra e o coral cantavam e tocavam ao Eterno em perfeita harmonia: Sim! Deus é bom! O seu amor leal dura para sempre!

13-14Então, uma nuvem encheu o templo do Eterno. Os sacerdotes não puderam terminar seu serviço por causa da nuvem. A glória do Eterno encheu o templo de Deus.

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Capítulo 6

A ORAÇÃO DE DEDICAÇÃO DO TEMPLO

1-2Salomão orou assim: “O Eterno disse que habitaria numa nuvem, Mas eu construí um templo majestoso, um lugar para a tua habitação perpétua”.

3Em seguida, o rei voltou-se para o povo que estava reunido ali e o abençoou:

4-6“Bendito seja o Eterno, o Deus de Israel, que falou pessoalmente com meu pai Davi. Agora ele cumpriu o que havia prometido quando declarou: ‘Desde que tirei o meu povo Israel do Egito, não havia separado nenhuma tribo entre todas as tribos de Israel para construir um templo em honra do meu nome, nem escolhido uma pessoa para ser líder. Mas agora escolhi uma cidade e uma pessoa: Jerusalém para a honra do meu nome e Davi para liderar o meu povo Israel'.

7-9“Meu pai, Davi, queria muito construir um templo em honra do nome do Eterno, o Deus de Israel, mas o Eterno não permitiu: ‘É bom que você queira construir um templo em minha homenagem! Mas não será você que o fará. Seu filho, que dará continuidade à sua dinastia, construirá o templo para o meu nome’.

10-11“Agora a promessa se cumpriu. O Eterno fez o que disse que faria. Sou o sucessor de meu pai, Davi, e agora governo Israel. Construí um templo em honra ao Eterno, o Deus de Israel, e preparei um lugar para a arca, que guarda a aliança do Eterno, aliança que ele fez com o povo de Israel”.

12-16Diante de toda a congregação de Israel, Salomão pôs-se diante do altar do Eterno e estendeu a mão. Salomão tinha feito uma plataforma de bronze de dois metros e vinte e cinco centímetros de comprimento e de um metro e trinta e cinco centímetros de altura. Ela estava no meio do pátio. Ele se ajoelhou diante de todo o povo, com as mãos estendidas para o céu, e orou: “Ó Eterno, Deus de Israel, não há Deus como tu nos céus ou na terra, pois guardas a aliança com os teus servos e amas incessantemente os que obedecem de coração. Cumpriste a promessa feita a meu pai, Davi. Fizeste exatamente conforme a tua promessa. Prova disso é o que está diante de nós hoje! Agora, Eterno, Deus de Israel, cumpre também a promessa que fizeste a meu pai, Davi, quando disseste: ‘Você sempre terá um descendente sobre o trono de Israel para representar o meu governo, desde que seus descendentes sejam como você, obedientes na minha presença.

17Ó Deus de Israel, que isso aconteça; confirma e concretiza essas promessas.

18-21Mas será que Deus viria morar perto de nós? Nem o Universo é suficiente para conter seu ser, muito menos este templo que construí. Mesmo assim, ouso pedir: Atenta para minha intercessão, para minha súplica, ó Eterno, Deus meu. Ouve a insistente oração que faço diante de ti. Olha para este templo, dia e noite, este lugar que prometeste honrar com o teu nome. Ouve a oração que faço neste lugar. Ouve teu povo Israel quando ele orar neste lugar. Ouve da tua habitação no céu e, quando ouvir, perdoa.

22Quando alguém ofender seu próximo e decidir corrigir o erro, vindo diante do teu altar neste templo e orar,

23Ouve do céu e age; julga teus servos, fazendo que o ofensor pague pela ofensa, E livra o ofendido de toda acusação.

24-25Quando o teu povo, Israel, for derrotado pelo inimigo por ter pecado contra ti e voltar-se para ti neste templo, reconhecendo o teu domínio em súplica e fervor, Ouve da tua habitação no céu; perdoa o pecado do teu povo, Israel, traze-o de volta para a terra que deste aos seus antepassados.

26-27Quando o céu retiver a água e não houver chuva porque teu povo pecou contra ti e o povo vier aqui para orar, reconhecendo o teu domínio e abandonando o seu pecado por causa do castigo que sofreu, Ouve da tua habitação no céu, perdoa os pecados dos teus servos, teu povo, Israel. Depois, renova sobre eles o teu cuidado: ensina-os a viver corretamente; Envia chuva sobre a terra que deste ao teu povo por herança.

28-31Quando houver calamidades, fomes ou catástrofes, fracasso ou doença na lavoura, invasão de gafanhotos e larvas, ou quando um inimigo atacar, toda oração que qualquer pessoa do teu povo, Israel, fizer, reconhecendo sinceramente as consequências do seu erro, e estender as mãos na direção deste templo, suplicando por tua ajuda, Ouve da tua habitação no céu, perdoa-os e recompensa-os: dá a cada um aquilo que merece, Pois conheces o coração de cada um (só tu tens o conhecimento do coração humano), Para que cada um possa viver diante de ti em constante reverência e obediência, nesta terra que deste aos nossos antepassados.

32Não te esqueças do estrangeiro, que não faz parte do teu povo, Israel, mas veio de um país longínquo por causa da tua fama. Pessoas de todos os povos virão para cá por causa do teu grande nome, por causa das maravilhas do teu poder, pessoas que virão orar neste templo.

33Ouve da tua habitação no céu e honra as orações do estrangeiro, Para que os povos em todo o mundo saibam quem és e como és E vivam em reverente obediência a ti, como o teu povo, Israel; Para que saibam que tu mesmo fazes deste templo que construí o que ele é.

34-35Quando teu povo sair para a guerra contra o inimigo a um lugar e hora que determinares e orar ao Eterno, voltado para a cidade que escolheste e para este templo que construí para a honra do teu nome, Ouve do céu a oração e a súplica do teu povo e defende a causa deles.

36-39Quando o teu povo pecar contra ti, e por certo pecará, pois não há ninguém que não peque, e, na tua ira, o entregares ao inimigo para ser levado prisioneiro à terra dele, seja próxima, seja distante, mas se arrepender na terra do cativeiro e orar do exílio com sinceridade de coração: ‘Nós pecamos. Cometemos um grande erro. Agimos com perversidade, mudarem seu coração com determinação na terra do inimigo que os conquistou e orarem a ti, voltados para esta terra, a terra que deste aos seus antepassados, para a cidade que escolheste e para este templo que construí para honrar teu nome, Ouve da tua habitação no céu as orações persistentes e fervorosas. Faz o que for melhor para eles. Perdoa o teu povo que pecou contra ti.

40E agora, ó Deus, dá ouvidos às orações feitas neste lugar.

41-42Levanta-te, ó Eterno Deus! Desfruta o novo lugar do teu descanso, tu e a arca do teu poder. Que os teus sacerdotes se revistam com vestimentas de salvação e que o teu povo santo celebre a bondade! Eterno Deus, não rejeites o teu ungido! Lembra-te da fidelidade prometida ao teu servo Davi”.

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Capítulo 7

A DEDICAÇÃO DO TEMPLO

1-3Logo que Salomão terminou de orar, desceu do céu fogo e queimou a oferta queimada e os sacrifícios, e a glória do Eterno encheu o templo. A glória se manifestou de maneira tão intensa que os sacerdotes não puderam entrar no templo. Depois que Deus entrou não havia espaço para os sacerdotes! Quando todo o povo de Israel viu o fogo descendo do céu e a glória do Eterno encher o templo, eles se ajoelharam, curvaram a cabeça, adoraram e deram graças ao Eterno: “Sim! Deus é bom! Seu amor leal dura para sempre!”

4-6Depois, o rei e todo o Israel ofereceram sacrifícios ao Eterno. O rei Salomão ofereceu vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas para a dedicação do templo. Todos os sacerdotes estavam trabalhando. O coral e a orquestra dos levitas que Davi tinha organizado para cantar e tocar louvores ao amor do Eterno estavam ali. Do outro lado do pátio, os sacerdotes tocavam as trombetas. Todos os israelitas estavam de pé. 7-10 Salomão consagrou a parte central do pátio, na frente do templo do Eterno, e ali apresentou a oferta queimada, as ofertas de cereais e a gordura das ofertas de paz. O altar de bronze era pequeno demais para tanta oferta. Foi assim que Salomão celebrou a grande festa de outono, a festa das Cabanas. Durante sete dias, multidões vinham desde a região nordeste (de Lebo-Hamate) até a região sudoeste (do ribeiro do Egito). Eles celebraram a primeira semana; depois, prolongaram a festa por mais uma semana. Levaram uma semana para dedicar o altar e outra para a festa propriamente. Foram duas semanas de festa! No dia

23do sétimo mês, Salomão despediu o povo. Todos saíram felizes e animados por todas as coisas boas que o Eterno tinha feito a Davi, a Salomão e ao seu povo Israel.
A CONFIRMAÇÃO DE DEUS

11Salomão terminou a construção do templo do Eterno e do palácio real, cumprindo tudo que havia proposto fazer. Foi um sucesso, e ele ficou muito satisfeito!

12-18O Eterno apareceu a Salomão naquela mesma noite e disse: “Ouvi sua oração e escolhi este lugar como templo para sacrifícios, como local de adoração. Mas, se eu fizer cessar a chuva do céu, mandar gafanhotos devorarem suas lavouras ou enviar uma praga contra o meu povo, e o meu povo, que se chama pelo meu nome, reagir com humildade, orar e buscar a minha presença e abandonar os seus maus caminhos, estarei pronto para atendê-los. Do céu, ouvirei e perdoarei os seus pecados. Restaurarei o bem da terra. De agora em diante, estou atento, dia e noite, às orações feitas nesse lugar. Tenha certeza de que escolhi e santifiquei o templo que você construiu: o meu nome estará aqui para sempre. Meus olhos estão abertos, minha atenção será total e contínua. Quanto a você, se viver da maneira que desejo, como seu pai, Davi, com o coração puro e atitudes corretas, fazendo tudo que mandei, obedecendo à minha orientação e acatando as minhas decisões, sustentarei o seu governo sobre Israel. Vou mantê-lo firme no trono. A aliança que fiz com seu pai Davi faço com você: sempre haverá um descendente seu sobre o trono de Israel.

19-22“Mas, se você ou seus filhos me abandonarem, desprezarem a minha orientação e as minhas decisões, fabricando e adorando outros deuses, então não me comprometo: Riscarei Israel do mapa e rejeitarei o templo que acabei de santificar para a honra do meu nome. Israel será alvo de zombaria entre as nações. Esse templo, majestoso como é, será objeto de desprezo. Todos os que passarem diante dele irão balançar a cabeça e dizer: ‘O que aconteceu aqui? Como aconteceu isso?’ Então, alguém dirá: ‘O povo que vivia aqui abandonou o Eterno, o Deus que tirou seus antepassados do Egito. Foram servir e adorar outros deuses, por isso toda essa devastação’”

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Capítulo 8

OUTRAS OBRAS DE SALOMÃO

1-6Depois de vinte anos, Salomão realizou muitas obras: a construção do templo do Eterno e o palácio real; a reconstrução das cidades que Hirão tinha dado a ele, que povoou com israelitas; a conquista de Hamate-Zobá; a fortificação de Tadmor, no deserto, e de todas as cidades-armazém que ele havia estabelecido em Hamate; a construção das cidades fortificadas de Bete-Horom Alta e Bete-Horom Baixa, com muros, portões e trancas; a construção de Baalate e das suas cidades-armazém; a construção das cidades nas quais ficavam seus cavalos. Salomão era um construtor impulsivo e extravagante. Em Jerusalém e no Líbano, onde e quando desejasse, ele construía.

7-10Salomão reuniu o remanescente dos antigos moradores da terra (os hititas, os amorreus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus — todos os não israelitas), sobreviventes das guerras e submeteu-os a trabalhos forçados. Continuam até hoje nesse trabalho. Mas os israelitas não eram tratados assim: eram convocados para o exército e para a administração; eram líderes do governo e comandantes de carros e de cavaleiros. Também eram encarregados dos projetos das construções de Salomão. Havia duzentos e cinquenta supervisores responsáveis pelas equipes de trabalhos forçados.

11Salomão levou a filha do faraó da Cidade de Davi para o palácio que ele construiu para ela, pois disse: “Minha mulher não pode morar na casa de Davi, o rei de Israel, porque o lugar em que a arca do Eterno esteve é sagrado”.

12-13Depois, Salomão apresentou ofertas queimadas ao Eterno sobre o altar que havia construído no pátio do templo. Ele seguiu as prescrições de Moisés para os sacrifícios: os sábados, as luas novas, as três festas anuais, as festas dos Pães sem Fermento (a Páscoa), das semanas (Pentecoste) e das Cabanas.

14-15Ele adotou a prática de seu pai, Davi, e formou grupos de sacerdotes para realizar o serviço da adoração. Designou os levitas para cuidar do louvor e para ajudar os sacerdotes nas tarefas diárias. Nomeou guardas para cada entrada, conforme a determinação de Davi, o homem de Deus. As instruções do rei aos sacerdotes e aos levitas foram seguidas à risca, até mesmo com respeito aos tesouros.

16Tudo que Salomão resolveu fazer, desde a fundação do templo do Eterno até o seu acabamento, foi concluído.

17-18Depois, Salomão foi para Eziom-Geber e Elate, no litoral de Edom. Hirão enviou a ele navios com marinheiros experientes. Os marinheiros de Salomão se uniram a eles, e todos navegaram para Ofir (no leste da África). Ali carregaram quinze mil e setecentos quilos de ouro e os trouxeram para o rei Salomão.

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Capítulo 9

1-4A rainha de Sabá ouviu falar de Salomão e veio a Jerusalém para testá-lo com perguntas difíceis. Chegou em grande estilo, trazendo uma comitiva com camelos carregados de especiarias e grande quantidade de ouro e de pedras preciosas. Ela abriu seu coração a Salomão e falou sobre todos os assuntos que eram do seu interesse. Salomão respondeu a todas as suas dúvidas. Não hesitou em nada. Depois que ouviu em primeira mão a sabedoria dele e viu com os próprios olhos o palácio que ele tinha construído, as refeições que foram servidas, as acomodações dos seus oficiais, a dedicação dos criados, os trajes dos funcionários e dos copeiros e a generosa oferta queimada que oferecia no templo do Eterno, a rainha de Sabá ficou extasiada.

5-8Ela disse ao rei: “Tudo que ouvi a seu respeito é verdade! A reputação de suas realizações e de sua sabedoria, que chegou ao meu país, se confirmou. Eu não teria acreditado se eu mesma não tivesse visto. Não foi exagero o que ouvi! Sabedoria e elegância muito além do que eu poderia imaginar. Felizes são os homens e mulheres que trabalham para você, pois têm o privilégio de estar perto de você todo dia e ouvir as suas sábias palavras! Bendito seja o Eterno, o seu Deus, que se agradou de você e o constituiu rei! Sem dúvida, o amor do Eterno para com Israel está por trás disso tudo. Ele constituiu você rei para manter a ordem e a justiça”.

9-11Ela deu de presente ao rei mais de quatro toneladas de ouro e grande quantidade de especiarias e pedras preciosas. Nunca se viu tantas especiarias juntas quanto as que a rainha de Sabá trouxe para Salomão. Os navios de Hirão também importavam ouro de Ofir e grandes quantidades de madeira de sândalo e pedras preciosas. Da madeira de sândalo, o rei fez os corrimãos do templo do Eterno e do palácio real. Também a utilizou para fabricar harpas e liras para os músicos. Nunca mais foi recebida uma carga de madeira de sândalo como aquela.

12Salomão, em troca, deu à rainha de Sabá tudo que ela desejou e pediu, além dos generosos presentes que ela já havia recebido dele. Satisfeita com o que viu, ela voltou para seu país com sua comitiva.

13-14Salomão recebia, todos os anos, vinte e cinco toneladas de ouro, sem contar o que recebia de impostos e de lucro do comércio com mercadores e diversos reis e governadores.

15-16O rei Salomão mandou fazer duzentos escudos grandes de ouro batido. Cada escudo pesava três quilos e seiscentos gramas. Fez também trezentos escudos menores, de um quilo e oitocentos gramas de ouro batido cada um. Ele guardou os escudos no Palácio da Floresta do Líbano.

17-19O rei construiu um imenso trono de marfim revestido de ouro puro. O trono tinha seis degraus, e seu encosto era arredondado. Ao lado de cada braço do trono havia um leão. Na ponta de cada degrau também havia um leão. Não havia um trono parecido com esse nos reinos ao redor.

20Todas as taças do rei Salomão eram feitas de ouro puro, assim como todos os utensílios do Palácio da Floresta do Líbano. Na época, não se fazia nada de prata, pois era material barato e muito comum.

21O rei tinha uma frota de navios que viajava junto com os navios de Hirão. A cada três anos, a frota trazia uma carga de ouro, prata, marfim, macacos e pavões.

22-24O rei Salomão era o mais sábio e rico de todos os reis da terra. Ele superava todos eles. Gente de todos os cantos da terra vinha conhecer Salomão e sorver um pouco da sabedoria que Deus tinha dado a ele. Todo ano, os visitantes chegavam em grandes levas, e todos traziam presentes: artigos de ouro e de prata, roupas, armas modernas, especiarias exóticas, cavalos e mulas.

25-28Salomão juntou carros e cavalos. Tinha quatro mil estábulos para os cavalos e carros e doze mil cavalos! Ele os deixava em cidades especialmente preparadas para eles e também em Jerusalém. Ele dominava sobre todos os reis desde o rio Eufrates, a leste, até o território dos filisteus e até a fronteira do Egito. O rei fez que a prata fosse tão comum quanto as pedras; e o cedro, como as figueiras das planícies. Ele importava cavalos do Egito e de outros países.

29-31O restante da vida e do governo de Salomão, desde o início até o fim, pode ser lido no registro histórico do profeta Natã, na profecia de Aías de Siló e nas visões do vidente Ido acerca de Jeroboão, filho de Nebate. Salomão reinou quarenta anos em Jerusalém sobre todo o Israel. Salomão morreu e foi sepultado na Cidade de Davi, seu pai. Seu filho Roboão foi seu sucessor.

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Capítulo 10

O REI ROBOÃO

1-2Roboão foi para Siquém, onde todo o Israel tinha se reunido para coroá-lo rei. Jeroboão estava no Egito, onde tinha se exilado por causa de Salomão. Mas, quando soube da morte de Salomão, ele voltou.

3-4Roboão reuniu-se com Jeroboão e todo o povo. Disseram a Roboão: “Seu pai foi muito severo conosco. Sempre tivemos de trabalhar pesado, sem descanso. Alivie a nossa carga de trabalho e o peso das obrigações, e nos submetermos ao senhor de bom grado”.

5“Peço que me deem três dias para pensar e, então, dou a resposta a vocês”, propôs Roboão.

6O rei Roboão perguntou aos que haviam sido conselheiros de seu pai, Salomão: “O que me dizem? O que me aconselham responder a esse povo?”

7Eles responderam: “Se o senhor quiser servir ao povo, procure entender as necessidades deles e tenha compaixão. Se o senhor fizer o que estão pedindo, não há dúvida de que eles farão qualquer coisa pelo senhor”.

8-9Mas Roboão fez pouco caso do conselho daqueles homens experientes e perguntou aos jovens com quem ele tinha crescido e que agora tinham interesse em ajudá-lo: “O que acham? O que devo dizer a esse povo, que está pedindo: ‘Alivie a carga pesada de trabalho que seu pai impôs a nós?”

10-11Seus jovens amigos responderam: “Diga a esse povo que está reclamando que seu pai foi muito severo com eles: ‘Meu dedo mínimo é mais grosso que a cintura do meu pai. Se vocês acham que a vida estava difícil no reinado de meu pai, ainda não viram nada. Meu pai castigou vocês com chicotes, mas eu vou castigá-los com correntes!’”.

12-14Três dias depois, Jeroboão e o povo voltaram, como Roboão os havia instruído: “Peço que me deem três dias para pensar; depois, voltem”. A resposta do rei foi curta e grossa. Ele desprezou o conselho dos oficiais experientes. Preferiu seguir o conselho dos jovens amigos: “Se vocês achavam que a vida no reinado de meu pai era difícil, ainda não viram nada. Meu pai castigou vocês com chicotes, mas eu vou castigá-los com correntes!”.

15Roboão não quis ouvir o povo. O Eterno estava por trás disso, confirmando a mensagem que ele tinha dado a Jeroboão, filho de Nebate, por intermédio de Aías, de Siló.

16-17Quando Israel percebeu que o rei não estava disposto a atender às suas reivindicações, gritaram palavras de ordem: “Já chega de Davi! Não queremos mais saber do filho de Jessé! Vamos embora, Israel! Vamos depressa! De agora em diante, Davi que vá cuidar da sua própria vida”. Com isso, o povo foi embora. Mas Roboão continuou governando sobre os habitantes das cidades de Judá.

18-19O rei Roboão pediu que Adonirão, encarregado dos trabalhos forçados, fosse falar com os israelitas, mas eles o apedrejaram, e ele morreu. O rei Roboão subiu no seu carro e fugiu para Jerusalém, sem perda de tempo. Assim os israelitas se rebelam contra a dinastia de Davi e permanecem assim até hoje.

2 Crônicas
Capítulo 11

1Depois de voltar a Jerusalém, Roboão convocou todos os homens de Judá e da tribo de Benjamim, cento e oitenta mil dos melhores soldados, para atacar Israel e recuperar o reino para Roboão, filho de Salomão.

2-4Nessa ocasião, veio a palavra de Deus a Semaías, homem de Deus: “Diga a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, a todos os moradores de Judá e de Benjamim e a todos que estiverem com eles: ‘O Eterno diz: “Não marchem para atacar seus irmãos, os israelitas. Voltem todos para casa. Eu sou responsável por essa situação”’”. Eles obedeceram à ordem do Eterno e voltaram para casa.

5-12Roboão continuou morando em Jerusalém e fortificou as cidades de Judá: Belém, Etã, Tecoa, Bete-Zur, Socó, Adulão, Gate, Maressa, Zife, Adoraim, Láquis, Azeca, Zorá, Aijalom e Hebrom. Essas cidades formavam o sistema de defesa de Judá c Benjamim. Ele as fortaleceu, nomeou comandantes e abasteceu-as com suprimentos de alimento, azeite e vinho. Armazenou escudos grandes e lanças em todas as cidades fortificadas, deixando-as bem protegidas. Assim, Judá e Benjamim ficaram protegidos sob seu domínio.

13-17Os sacerdotes e os levitas de todas as regiões de Israel vieram declarar seu apoio a Roboão. Os levitas deixaram seus campos e propriedades porque Jeroboão e seus filhos os dispensaram do sacerdócio do Eterno e os substituíram por sacerdotes próprios, que serviam nos lugares de sacrifício nos quais o rei havia posto ídolos em forma de bode e de bezerro. De todas as tribos de Israel, os que estavam determinados a buscar o Eterno, o Deus de Israel, foram com os sacerdotes e os levitas para Jerusalém oferecer sacrifícios ao Deus dos seus antepassados. Com esse apoio, o reino de Judá se fortaleceu. Eles foram leais a Roboão, filho de Salomão, por três anos, pois seguiram os passos de Davi e de Salomão nesse período.

18-21Roboão casou-se com Maalate, filha de Jeremote, filho de Davi. Sua mãe era Abiail, filha de Eliabe, filho de Jessé. Maalate teve três filhos: Jeús, Semarias e Zaão. Depois, ele se casou com Maaca, filha de Absalão, e ela teve Abias, Atai, Ziza e Selomite. Maaca era a esposa preferida de Roboão: ele a amou mais que as outras mulheres e concubinas juntas. Ele teve dezoito mulheres e sessenta concubinas, que deram a ele vinte e oito filhos e sessenta filhas!

22-23Roboão escolheu Abias, filho de Maaca, para ser o chefe de seus irmãos, pois a intenção era que ele fosse seu sucessor. Ele teve a sensatez de distribuir seus filhos entre as cidades que formavam seu sistema de defesa em Judá e Benjamim. Ele os mantinha satisfeitos com um farto suprimento de comida e de mulheres.

2 Crônicas
Capítulo 12

1Depois que consolidou seu reino e se fortaleceu, Roboão abandonou Deus e seus caminhos, e todo o Israel seguiu pelo mesmo caminho.

2-4Por causa da infidelidade dele e do povo para com o Eterno, no quinto ano de Roboão, Sisaque, rei do Egito, atacou Jerusalém com mil e duzentos carros de guerra e sessenta mil cavaleiros. Ele veio do Egito com um enorme exército de líbios, suquitas e etíopes, que conquistaram as cidades fortificadas de Judá e chegaram a Jerusalém.

5O profeta Semaías, acompanhado dos líderes de Judá que haviam se refugiado em Jerusalém antes de Sisaque chegar, apresentou-se a Roboão e disse: “Assim diz o Eterno: ‘Vocês me abandonaram; por isso, estou deixando vocês nas mãos de Sisaque”.

6Os líderes de Israel e o rei se humilharam e disseram: “O Eterno é justo”.

7-8Quando o Eterno viu que eles estavam arrependidos e tinham se humilhado, enviou outra mensagem por meio de Semaías: “Já que eles se humilharam, não os destruirei. Minha ajuda virá em breve. Não vou mais usar Sisaque como instrumento da minha ira contra Jerusalém. Mas eles serão subjugados a Sisaque, para que saibam a diferença entre servir a mim e servir a reis humanos”.

9Sisaque, rei do Egito, atacou Jerusalém. Ele saqueou o tesouro do templo do Eterno e os tesouros do palácio. Levou tudo que encontrou, até os escudos de ouro que Salomão tinha feito.

10-11O rei Roboão os substituiu por escudos de bronze, para uso dos guardas que ficavam na entrada do palácio. Quando o rei ia ao templo do Eterno, os guardas o seguiam, carregando os escudos, mas, depois, os devolviam à sala dos guardas.

12Pelo fato de Roboão ter se humilhado, a ira do Eterno se desviou, e a destruição foi evitada. Afinal, ainda havia coisas boas em Judá.

13-14O rei Roboão reestruturou seu governo em Jerusalém. Ele tinha 41 anos de idade quando começou a reinar e reinou dezessete anos em Jerusalém, cidade que o Eterno escolheu entre todas as tribos de Israel para manifestar a presença do seu nome. Sua mãe chamava-se Naamá e era amonita. Ele agiu mal diante do Eterno, pois não se propôs a buscá-lo com sinceridade.

15-16A história de Roboão, do início ao fim, está escrita no registro histórico do profeta Semaías e do vidente Ido, que contém os registros genealógicos. Houve guerra entre Roboão e Jeroboão durante todo o seu reinado. Roboão morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Abias foi seu sucessor.

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Capítulo 13

REI ABIAS

1-2No décimo oitavo ano do reinado do rei Jeroboão, Abias começou a reinar em Judá. Reinou em Jerusalém três anos. Sua mãe chamava-se Maaca, filha de Uriel de Gibeá.

2-3Houve guerra entre Abias e Jeroboão. Abias partiu com quatrocentos mil dos seus melhores soldados. Jeroboão saiu para enfrentá-lo com oitocentos mil dos seus melhores soldados.

4-7Abias posicionou-se num lugar estratégico, no monte Zemaraim, na região montanhosa de Efraim, e anunciou: “Ouçam-me, Jeroboão e todo o Israel! Vocês não sabem que o Eterno, o Deus de Israel, estabeleceu Davi e seus descendentes como soberanos em Israel para sempre, por meio de uma aliança permanente? E o que aconteceu? Jeroboão, filho de Nebate, servo de Salomão, rebelou-se contra o seu senhor. Alguns homens de má índole juntaram-se a ele e o apoiaram contra Roboão, o legítimo herdeiro de Salomão. Roboão era ainda inexperiente e não teve força contra eles.

8-9“Aproveitando-se dessa fraqueza, vocês estão insistindo em fazer oposição ao reinado do Eterno, que está confiado aos descendentes de Davi. Vocês estão pensando que esse enorme exército e a bênção dos bezerros de ouro fabricados por Jeroboão são garantia de alguma coisa! Mas vejam o que estão fazendo: expulsaram os sacerdotes do Eterno, os filhos de Arão, e os levitas, e contrataram sacerdotes desqualificados, como fazem as demais nações. Qualquer um que tiver um pouco mais de posses pode se tornar sacerdote! Um sacerdote de um falso deus!

10-11“Mas o restante de nós, em Judá, continua fiel ao Eterno, o nosso Deus. Não o trocamos por outro. Temos ainda os sacerdotes, descendentes de Arão, que são nossos intermediários diante do Eterno, e os levitas, que apresentam as ofertas queimadas e os incensos aromáticos a Deus toda manhã e toda tarde, põem pão fresco consagrado sobre uma mesa purificada e acendem as lâmpadas do candelabro de ouro toda noite. Continuamos guardando os ensinamentos do Eterno, o nosso Deus, mas vocês o abandonaram.

12“Será que não percebem? Deus está do nosso lado. É ele quem nos comanda. Seus sacerdotes com suas trombetas estão todos prontos para dar o toque de guerra contra vocês. Ó Israel, não lute contra o Eterno, o Deus de seus antepassados! Vocês não vencerão!”.

13-18Enquanto Abias falava, Jeroboão mandou que seus soldados dessem a volta por trás para pegá-los de surpresa. Jeroboão estava diante do exército de Judá, e seus soldados armaram uma emboscada por trás. Quando o exército de Judá olhou para trás e viu que estava sendo atacado pela frente e por trás, clamou ao Eterno. Os sacerdotes tocaram as trombetas, e os soldados de Judá deram o grito de guerra. Ao som do grito de guerra, Deus derrotou Jeroboão e todo o exército de Israel diante de Abias e de Judá. O exército de Israel se dispersou diante de Judá. Deus concedeu a vitória a Judá. Abias e suas tropas feriram e mataram quinhentos mil dos melhores combatentes de Israel. O exército de Israel foi vergonhosamente derrotado. O exército de Judá foi vitorioso porque confiou no Eterno, o Deus dos seus antepassados.

19-21Depois da vitória, Abias perseguiu Jeroboão e conquistou as cidades de Betel, Jesana e Efrom e seus arredores. Enquanto Abias viveu, Jeroboão nunca mais se recuperou dessa derrota, até que ele morreu, ferido pelo Eterno. Nesse mesmo período, Abias se fortaleceu. Ele teve catorze mulheres e teve vinte e dois filhos e dezesseis filhas.

22O restante da história de Abias, o que fez e o que disse, está tudo registrado nos escritos do profeta Ido.

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Capítulo 14

REI ASA

1Abias morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Asa foi seu sucessor. O país esteve em paz nos primeiros dez anos do reinado de Asa.

2-6Asa foi um bom rei. Ele agiu corretamente diante do Eterno e promoveu uma verdadeira limpeza: retirou os altares pagãos, destruiu as colunas de pedra, derrubou os postes da deusa da prostituição Aserá. Determinou que todos em Judá buscassem ao Eterno, o Deus de seus antepassados, e seguissem a sua lei e obedecessem aos seus mandamentos. Houve paz durante seu reinado, porque ele eliminou todos os altares idólatras das cidades de Judá. Como não houve guerra, e a nação estava em paz, o rei pôde construir um bom sistema de defesa em Judá. O Eterno deu a ele muita tranquilidade.

7Asa disse ao povo: “Enquanto pudermos e a terra estiver em paz, vamos construir um sistema de defesa, fortificando as nossas cidades com muros, torres, portões e trancas. A terra está em paz, porque estamos buscando ao Eterno, o nosso Deus. Ele tem nos dado descanso de todos os problemas”. Assim, eles construíam e prosperavam.

8Asa formou um exército de trezentos mil homens de Judá, equipados com escudos e lanças, e outros duzentos e oitenta mil benjamitas, que eram escudeiros e flecheiros, todos combatentes corajosos.

9-11Zerá, o etíope, saiu para atacar Asa com um exército de um milhão de soldados e trezentos carros de guerra e chegou a Maressa. Asa saiu para enfrentá-lo e se organizou para a batalha no vale de Zetatá, perto de Maressa. Ali, ele orou ao Eterno, o seu Deus: “Ó Eterno, quando queres ajudar, não importa para ti se estás ajudando o forte ou o fraco. Então, ajuda-nos, ó Eterno! Viemos enfrentar esse poderoso exército em teu nome porque confiamos em ti. Não permitas que meros mortais resistam a ti!”.

12-15O Eterno derrotou os etíopes diante de Asa e de Judá. Os inimigos foram postos em fuga. Asa e seus soldados os perseguiram até Gerar. Morreram tantos etíopes que eles não conseguiram mais lutar. Foram massacrados diante do Eterno e de suas tropas. Judá os saqueou, levando tudo que eles tinham de valor. Em seguida, destruiu todas as cidades ao redor de Gerar, cuja população estava aterrorizada por causa do Eterno, e elas também foram saqueadas. Depois, atacaram os acampamentos dos criadores de gado e levaram ovelhas e camelos para Jerusalém.

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Capítulo 15

1-6Azarias, filho de Odede, movido pelo Espírito de Deus, foi entregar uma mensagem ao rei Asa: “Ouçam com atenção, Asa e todo o povo de Judá e de Benjamim. O Eterno permanecerá do lado de vocês, desde que vocês permaneçam nele. Se o buscarem, ele deixará que o encontrem; mas, se o abandonarem, ele os abandonará. Por muito tempo, Israel não teve o verdadeiro Deus, nem mesmo um sacerdote para ensinar a lei. Mas, quando estavam em apuros e decidiram buscar ao Eterno, o Deus de Israel, ele se deixou encontrar. Naquela época, era muito perigoso viajar. Todos os moradores corriam risco de vida. Uma nação se voltava contra a outra, uma cidade atacava a outra. Deus permitiu todo tipo de problemas entre eles.

7“Mas agora com vocês é diferente. Sejam fortes! Animem-se! Vocês serão recompensados!”

8-9Asa ouviu a profecia de Azarias, filho de Odede, respirou fundo, arregaçou as mangas e começou a agir. Lançou fora todos os altares profanos e obscenos do território de Judá e de Benjamim e das cidades que havia conquistado na região montanhosa de Efraim. Restaurou o altar do Eterno, que ficava no pátio diante do templo. Depois, convocou todo o povo de Judá e de Benjamim e, também, os de Efraim, Manassés e Simeão que viviam entre eles, pois muitos moradores de Israel tinham deixado suas casas e se unido ao rei Asa quando viram que o Eterno estava do lado dele.

10-15No terceiro mês do décimo quinto ano do reinado de Asa, os convocados chegaram a Jerusalém para uma grande celebração. Sacrificaram setecentos bois e sete mil ovelhas do despojo que haviam tomado na batalha. Eles concordaram em buscar o Eterno, o Deus de seus antepassados, de todo o coração. Combinaram assim: Quem se recusasse a buscar ao Eterno, o Deus de Israel, deveria ser morto, jovem ou idoso, homem ou mulher. Proclamaram esse juramento ao Eterno em voz alta ao som de cornetas e trombetas. A nação inteira ficou contente com o juramento, pois o fez com alegria e de todo o coração. Eles buscaram a Deus, e ele deixou que o encontrassem. Deus garantiu a paz em todo o território deles, fazendo que todo o reino desfrutasse tranquilidade.

16-19Enquanto eliminava os ídolos da nação, Asa chegou a depor Maaca, a rainha-mãe, do seu trono, que havia construído um vergonhoso altar à deusa da prostituição Aserá. Asa destruiu e queimou o altar no vale do Cedrom. Infelizmente, ele não se livrou dos altares dos ídolos adorados nas orgias religiosas. Mas ele bem que tentou. O seu coração era leal ao Eterno. Todos os utensílios e objetos de ouro e de prata que ele e seu pai haviam consagrado ao sacrifício foram levados para o templo de Deus. Não houve nem sinal de guerra até o trigésimo quinto ano do reinado de Asa.

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Capítulo 16

1Mas, no trigésimo sexto ano do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel, atacou. Ele tinha construído uma fortaleza em Ramá e fechado a fronteira entre Israel e Judá, impedindo que Asa, rei de Judá, saísse ou entrasse.

2-3Asa tomou uma decisão: enviou a prata e o ouro do tesouro do templo do Eterno e do palácio para Ben-Hadade, rei da Síria, que morava em Damasco. Mandou dizer: “Façamos um acordo, como meu pai e seu pai fizeram. Ofereço esta prata e este ouro para que você confie em mim. Quebre o acordo que você tem com Baasa, rei de Israel, para que ele saia do meu território”.

4-5Ben-Hadade uniu-se ao rei Asa e mandou tropas contra as cidades de Israel. Eles atacaram Ijom, Dã, Abel-Maim e todas as cidades-armazém de Naftali. Quando Baasa soube disso, interrompeu a construção de Ramá.

6O rei Asa ordenou a todos os moradores de Judá que carregassem a madeira e as pedras que Baasa havia utilizado para construir a fortaleza de Ramá e as levassem para fortificar Geba e Mispá.

7-9Logo depois, o vidente Hanani apresentou-se ao rei Asa de Judá e disse: “Já que você foi procurar a ajuda do rei da Síria e não confiou no Eterno, o exército do rei da Síria conseguiu fugir. Os etíopes e os líbios não eram muito mais numerosos e mais fortes, com os seus carros e cavaleiros? Mas, naquela ocasião, você buscou a ajuda do Eterno, e ele deu a vitória a você. O Eterno está sempre atento, buscando pessoas inteiramente comprometidas com ele. Você errou, procurando ajuda humana quando podia contar com Deus. Agora, terá de enfrentar uma guerra atrás da outra”.

10Com isso, Asa perdeu a cabeça. Furioso, mandou prender o vidente Hanani. Também começou a oprimir parte do povo.

11-14O restante dos acontecimentos da vida de Asa está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. No trigésimo nono ano do seu reinado, Asa teve uma grave enfermidade no pé. Mesmo assim, não buscou ao Eterno, antes recorreu aos médicos. Asa morreu no ano quadragésimo primeiro do seu reinado. Ele foi sepultado no túmulo que mandou construir na Cidade de Davi. Puseram-no num leito coberto de perfumes e especiarias e fizeram uma enorme fogueira em sua homenagem.

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Capítulo 17

JOSAFÁ DE JUDÁ

1-6Josafá, filho Asa, foi seu sucessor. Ele fortaleceu o sistema de defesa contra Israel. Designou tropas para todas as cidades fortificadas de Judá e posicionou forças de combate em todo o território de Judá e nas cidades de Efraim que seu pai, Asa, havia conquistado. O Eterno estava com Josafá porque ele foi como seu pai no início do reinado. Não se envolveu com a religião popular de Baal, mas buscava e seguia o Deus de seu pai e era obediente a ele. Não imitou as práticas de Israel; por isso, o Eterno confirmou seu governo. Todos em Jerusalém tinham admiração por ele. Por isso, ele recebeu muitos presentes. Conquistou riqueza e respeito e seguia o Eterno com ousada determinação, eliminando todos os altares ligados às orgias religiosas.

7-9No terceiro ano do seu reinado, enviou seus melhores oficiais, Bene-Hail, Obadias, Zacarias, Natanael e Micaías, numa missão de instrução a todas as cidades de Judá. Eles foram acompanhados pelos levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobe-Adonias. Os sacerdotes Elisama e Jeorão também foram. Percorreram as cidades de Judá ensinando o povo a utilizar o Livro da Revelação do Eterno.

10-12Houve um forte sentimento de temor do Eterno entre os reinos próximos de Judá; por isso, nenhum deles teve coragem de enfrentar Josafá. Alguns filisteus até trouxeram presentes e grande quantidade de prata para ele. Os beduínos do deserto trouxeram sete mil e setecentos carneiros e sete mil e setecentos bodes dos seus rebanhos. Josafá se fortalecia cada vez mais, construindo mais cidades fortificadas e armazéns. Foi um tempo de muita prosperidade em Judá!

13-19Ele também tinha combatentes excepcionais em Jerusalém. Os capitães das unidades militares de Judá foram organizados de acordo com suas famílias: o capitão Adna com trezentos mil soldados; Joanã com duzentos e oitenta mil soldados; Amasias, filho de Zicri, um voluntário a serviço do Eterno, com duzentos mil soldados. De Benjamim, Eliada, um valente guerreiro, comandava duzentos mil soldados muito bem equipados com arcos e escudos; Jozabade com cento e oitenta mil combatentes prontos para o ataque. Todos eles estavam sob o comando direto do rei, além das tropas enviadas às cidades fortificadas de todo Judá.

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Capítulo 18

1-3Josafá era dono de uma grande fortuna e muito respeitado, mas se aliou com Acabe de Israel por laços de casamento. Certo dia, ele foi visitar Acabe em Samaria. Acabe o recebeu com uma grande festa. Matou ovelhas e bois e serviu ao rei e à sua comitiva — comeram à vontade. Mas Acabe tinha um plano. Queria que Josafá o apoiasse no ataque a Ramote-Gileade. Portanto, foi direto ao assunto: “Você irá me acompanhar na luta para recapturar Ramote-Gileade?”. Josafá respondeu: “Sem dúvida. Estou com você para qualquer empreitada. As minhas tropas são as suas tropas; e os meus cavalos, os seus cavalos”.

4Mas ele fez uma ressalva: “Antes de qualquer coisa, consulte o Eterno a respeito do assunto”.

5O rei de Israel reuniu cerca de quatrocentos profetas e lançou a pergunta: “Devemos ir atacar Ramote-Gileade ou não?”

6Mas Josafá insistiu: “Há mais algum profeta do Eterno aqui, a quem possamos consultar?”

7O rei de Israel disse a Josafá: “Na verdade, há mais um. Mas não gosto dele. Ele nunca diz nada de bom a meu respeito, só prevê destruição e calamidade. É Micaías, filho de Inlá”. Josafá disse: “O rei não deve falar assim de um profeta”.

8Então, o rei de Israel ordenou a um dos seus oficiais: “Vá buscar Micaías, filho de Inlá”.

9-11Enquanto aguardavam, o rei de Israel e Josafá estavam sentados no trono, vestidos em trajes reais diante dos portões da cidade de Samaria. Todos os profetas profetizavam diante deles. Zedequias, filho de Quenaaná, havia feito um par de chifres de ferro e anunciava: “Assim diz o Eterno: ‘Com esses chifres, você ferirá os arameus até não sobrar nada!’”. Todos os profetas clamavam: “Amém! Ataque Ramote-Gileade! É vitória na certa! O Eterno a entregará em suas mãos”.

12O mensageiro que foi chamar Micaías disse ao profeta: “Todos os profetas estão apoiando o rei. É bom que você também diga ‘sim’ a ele”.

13Mas Micaías disse: “Assim como vive o Eterno, direi o que o Eterno disser”.

14Quando Micaías se apresentou, o rei perguntou ao profeta: “Então, Micaías, devemos atacar Ramote-Gileade, ou não?” Ele respondeu: “Vá em frente! É vitória na certa. O Eterno a entregará em suas mãos!”.

15O rei disse: “Quantas vezes já pedi a você que falasse apenas a verdade para mim?”.

16Micaías disse: “Então, está bem. Já que insiste, lá vai: “Vi todo o Israel espalhado sobre os montes como ovelhas sem pastor. Ouvi o Eterno dizer: ‘Esses não têm quem diga a eles o que fazer. Voltem para casa e façam o melhor que puderem por vocês mesmos”.

17O rei de Israel virou para Josafá e disse: “Você viu! Eu não disse que ele nunca fala nada de bom a meu respeito, só me dá notícia ruim?”.

18-21Micaías continuou: “Não terminei ainda. Ouça a palavra do Eterno: “Vi o Eterno em seu trono e todos os anjos do exército celestial Ao seu redor, à direita e à esquerda. O Eterno perguntou: ‘Como poderemos enganar Acabe para atacar Ramote-Gileade?’. Alguns diziam uma coisa, outros diziam outra. Até que um anjo deu um passo à frente, pôs-se diante do Eterno e disse: ‘Eu o enganarei’. O Eterno perguntou: ‘De que maneira você o enganará?’. O anjo respondeu: ‘É fácil. Farei que todos os profetas mintam’. O Eterno disse: ‘Se você acha que consegue enganá-los, vá em frente e seduza-o!’.

22“E foi o que aconteceu. O Eterno pôs um espírito mentiroso na boca de todos estes profetas. Mas foi o Eterno que decretou esta calamidade”.

23No mesmo instante, Zedequias, filho de Quenaaná, deu um murro no nariz de Micaías e disse: “Desde quando o Espírito do Eterno me abandonou e se apossou de você?”.

24Micaías disse: “Você logo saberá. Você descobrirá quando estiver apavorado, procurando um lugar para se esconder”.

25-26O rei de Israel disse: “Levem Micaías daqui! Entreguem-no a Amom, juiz da cidade, e a Joás, filho do rei, com este recado: ‘O rei mandou pôr este homem na cadeia. Ele deve ser tratado a pão e água até que eu volte em paz’”.

27Micaías disse: “Se você voltar inteiro, é porque não sou profeta do Eterno”. Disse ainda: “Quando acontecer tudo isso, ó povo, lembrem-se de quem vocês ouviram isto!”.

28-29O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, atacaram Ramote-Gileade. O rei de Israel disse a Josafá: “Use seu traje real. Eu vou me disfarçar e entrar na guerra”. E o rei de Israel entrou disfarçado na guerra.

30O rei da Síria havia ordenado aos trinta e dois comandantes dos carros de guerra: “Não se preocupem com os soldados, sejam eles fortes, sejam fracos. O alvo de vocês é o rei de Israel”.

31-32Quando os comandantes dos carros viram Josafá, disseram: “Ali está ele! O rei de Israel!”. E foram atrás dele, mas Josafá gritou, e os comandantes perceberam que estavam perseguindo o homem errado. Desistiram de persegui-lo, porque não era o rei de Israel.

33Naquele momento, um soldado, lançou uma flecha sem alvo específico contra o exército, e ela atingiu o rei de Israel nas juntas de sua armadura. O rei disse ao condutor do carro: “Dê meia-volta! Tire-me daqui, porque estou ferido”.

34A batalha foi intensa o dia inteiro. O rei observava o combate escorado no seu carro. Ele morreu naquela noite.

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Capítulo 19

1-3Mas Josafá, rei de Judá voltou em segurança para casa em Jerusalém. O vidente Jeú, filho de Hanani, repreendeu Josafá: “Você não tem nada que ajudar o perverso nem se unir com aqueles que aborrecem o Eterno. Por causa disso, o Eterno está aborrecido com você. Mas nem tudo está perdido. Você fez um ótimo trabalho, eliminando os altares de orgia religiosa da nação, e se dedicou ao Eterno”.

4Josafá continuou morando em Jerusalém, mas visitava regularmente o povo, desde Berseba, no sul, até o monte Efraim, no norte, para que não se esquecessem do Eterno, o Deus de seus antepassados.

5-7Ele nomeou juízes em cada uma das cidades fortificadas e os instruiu: “Façam seu trabalho com seriedade e responsabilidade, pois não se trata apenas de julgar as questões humanas: vocês representam a justiça e as decisões do Eterno. Vivam no temor do Eterno, sejam criteriosos, pois o Eterno não tolera desonestidade, nem parcialidade, nem suborno”.

8-10Josafá também nomeou em Jerusalém levitas, sacerdotes e chefes de famílias para decidir questões relacionadas à adoração e para serem mediadores em conflitos pessoais. Ele os instruiu: “Façam o seu trabalho com o temor do Eterno. Sejam confiáveis e honestos. Quando trouxerem uma causa envolvendo um compatriota, seja um assassinato, seja a interpretação de leis, vocês devem alertá-lo de que estão perante o Eterno. Deixem isso bem claro, do contrário, vocês e eles sofrerão as consequências da ira do Eterno. Trabalhem de forma correta, para que não sejam acusados de nada.

11“Amarias, o sacerdote principal, ficará encarregado das questões relativas ao culto do Eterno; Zebadias, filho de Ismael, líder da tribo de Judá, ficará responsável por todas as questões civis; os levitas manterão a ordem no tribunal. Sejam corajosos e dedicados. O Eterno estará com vocês se derem o seu melhor”.

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Capítulo 20

1-2Passado um tempo, os moabitas, os amonitas e os meunitas se uniram para lutar contra Josafá. Ele recebeu esta informação: “Há um enorme exército se aproximando, vindo do outro lado do mar Morto para atacá-lo. Não temos tempo a perder. Eles já estão em Hazazom-Tamar, o oásis de En-Gedi!”

3-4Assustado, Josafá orou. Buscou a ajuda do Eterno e decretou um jejum nacional. Todo o povo, de todas as cidades de Judá, se uniu para pedir a ajuda do Eterno.

5-9Diante da assembleia do povo de Judá e de Jerusalém, no templo do Eterno, na frente do pátio novo, Josafá orou assim: “Ó Eterno, Deus dos nossos antepassados, não és tu o Deus que estás no céu e o soberano sobre todos os reinos? Tu és forte e poderoso, ninguém tem a menor chance diante do teu poder! Tu mesmo expulsaste os moradores desta terra quando trouxeste o teu povo e entregaste a terra deles a Israel, os descendentes do teu amigo Abraão. Eles habitaram nesta terra e construíram um santuário em honra a teu nome, dizendo: ‘Quando acontecer alguma desgraça, como guerra, enchente, epidemia ou fome, entraremos no templo, pois sabemos que estás pessoalmente presente nele, e clamaremos em meio ao sofrimento e à angústia, e tu nos ouvirás e nos livrarás’.

10-12“Pois é o que está acontecendo agora: os amonitas, os moabitas e os moradores do monte Seir estão nos ameaçando. Quando o teu povo, Israel, veio do Egito, não permitiste que ele entrasse no território deles. Nós contornamos a terra deles e não os atacamos. Agora, eles estão vindo para nos expulsar da terra que tu nos deste, Ó Deus, não irás fazer nada? Não temos força para enfrentar esse enorme bando de vândalos, que vão chegar dispostos a tudo. Não sabemos o que fazer; por isso, recorremos a ti”.

13Todos os moradores de Judá estavam ali, com mulheres e filhos — até as crianças de colo, todos atentos diante do Eterno.

14-17Então, Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Benaia, filho de Matanias, levita da descendência de Asafe, movido pelo Espírito do Eterno, falou à congregação: “Ouçam, todos vocês de Judá, todos os moradores de Jerusalém e você, rei Josafá. Assim diz o Eterno: ‘Não fiquem com medo. Não se preocupem com esses vândalos. Esta guerra é de Deus, não de vocês. Amanhã vocês irão atrás deles, que já estão subindo a encosta de Ziz. Vocês os encontrarão no fim do vale, nas proximidades do deserto de Jeruel, mas nem terão o trabalho de erguer as mãos para lutar. Apenas fiquem ali, parados, ó Judá, ó Jerusalém. Vocês verão o livramento do Eterno. Não tenham medo nem desanimem. Saiam para enfrentá-los amanhã. O Eterno estará com vocês’”.

18-19Então, Josafá se ajoelhou e prostrou-se com o rosto em terra. Todos os moradores de Judá e de Jerusalém também se prostraram e adoraram ao Eterno. Os levitas, tanto os coatitas quanto os coreítas, ficaram de pé para louvar ao Eterno, o Deus de Israel, um louvor cantado em voz alta!

20No dia seguinte, todos se levantaram cedo, preparados para marchar até o deserto de Tecoa. Na hora de sair, Josafá pôs-se de pé e disse: “Ouçam, Judá e Jerusalém! Prestem atenção no que vou dizer. Confiem no Eterno, o seu Deus, e não serão derrotados! Acreditem também em seus profetas e terão vitória”.

21Depois de conversar com o povo, Josafá formou um coro para louvar ao Eterno. Com vestimentas litúrgicas, eles marchavam à frente das tropas cantando: “Deem graças ao Eterno, o seu amor leal não tem fim”.

22-23Assim que começaram a cantar louvores, o Eterno armou uma emboscada contra os amonitas, os moabitas e os moradores do monte Seir que tinham vindo atacar Judá, e eles foram todos derrotados. Os amonitas e os moabitas atacaram por engano os moradores do monte Seir e os massacraram. Depois, na confusão, atacaram uns aos outros, matando-se a si mesmos.

24Quando Judá subiu a colina para observar os vândalos no deserto, viram cadáveres espalhados por toda parte: não havia um único sobrevivente.

25-26Josafá e o povo foram saquear os cadáveres e encontraram mais coisas do que conseguiam carregar: equipamentos, roupas e objetos de valor. Eles levaram três dias para recolher tudo. No quarto dia, reuniram-se no vale da Bênção (Beraca) e louvaram ao Eterno —; por isso, o lugar recebeu o nome de vale da Bênção.

27-28Em seguida, Josafá levou todos os homens de Judá de volta para Jerusalém, numa grande festa, pois todos estavam alegres. O Eterno tinha concedido uma vitória espetacular sobre os inimigos. Assim que entraram em Jerusalém, foram ao templo do Eterno, ao som de toda espécie de instrumentos.

29-30Quando os povos vizinhos souberam que o Eterno tinha derrotado os inimigos de Israel, ficaram aterrorizados. Durante o restante do reinado de Josafá, não se ouviu mais falar deles, e a nação viveu em paz. 31-33 Assim foi o reinado de Josafá. Ele tinha

35anos de idade quando começou a reinar e reinou em Jerusalém durante vinte e cinco anos. Sua mãe se chamava Azuba e era filha de Sili. Ele seguiu os passos de seu pai Asa, sem se desviar, e agradou ao Eterno. Contudo, não eliminou os altares ligados às orgias religiosas. O povo também não se dedicou inteiramente ao Deus de seus antepassados.

34O restante da vida de Josafá, desde a infância até a velhice, está tudo registrado nas memórias de Jeú, filho de Hanani, que foram incluídas nas Crônicas dos Reis de Israel.

36-37No final da sua vida, Josafá cometeu um grande erro: Fez um acordo comercial com Acazias, rei de Israel. Associou-se com ele para a construção de navios em Eziom-Geber e o comércio com Társis. Eliézer, filho de Dodava de Maressa, profetizou contra Josafá: “Por ter se aliado a Acazias, o Eterno destruirá o seu trabalho”. Assim, os navios naufragaram e não puderam dar continuidade ao comércio com Társis.

2 Crônicas
Capítulo 21

1Josafá morreu e foi sepultado no túmulo da família, na Cidade de Davi. Seu filho Jeorão o sucedeu.
O REI JEORÃO

2-4Os irmãos de Jeorão foram Azarias, Jeiel, Zacarias, Azarias, Micael e Sefatias, filhos de Josafá, rei de Judá. Seu pai lhes deu muitos presentes: prata, ouro, objetos de valor e cidades fortificadas em Judá. Mas Jeorão era o filho mais velho; por isso, Josafá lhe deu o reino de Judá. Quando sucedeu seu pai e assumiu o controle do reino, Jeorão mandou matar todos os irmãos e alguns oficiais do governo.

5-7Jeorão tinha 32 anos de idade quando começou a reinar e reinou em Jerusalém oito anos. Ele seguiu os passos dos reis de Israel e se associou, por casamento, à dinastia de Acabe. Ele agiu mal diante do Eterno. Apesar disso, por causa da aliança com Davi, o Eterno não se dispôs a destruir os descendentes de Davi. Afinal, ele tinha prometido manter uma chama acesa para Davi e seus descendentes.

8-9Durante o reinado de Jeorão, Edom se rebelou contra o domínio de Judá e proclamou seu próprio rei. Jeorão reagiu imediatamente, partindo com seus oficiais e carros de guerra. Os edomitas os cercaram, mas, durante a noite, Jeorão os atacou com seus carros de guerra e os derrotou.

10-11Até hoje, Edom se revolta contra Judá. Na época, até mesmo Libna se rebelou. A razão disso era clara: Jeorão havia abandonado o Eterno, o Deus de seus antepassados. Jeorão chegou a ponto de construir altares a deuses pagãos nos montes de Judá e levou o povo de Jerusalém a se desviar de Deus, bem como toda a população de Judá.

12-15Certo dia, Jeorão recebeu uma carta do profeta Elias, em que se lia: “Do Eterno, o Deus do seu antepassado Davi, uma mensagem: ‘Já que você não seguiu os caminhos de seu pai, Josafá, e de seu avô, Asa, reis de Judá, mas preferiu imitar os reis de Israel, ao norte, fazendo Jerusalém e Judá se desviarem de Deus e seguirem a idolatria de Acabe e sua família e matando seus irmãos, todos eles melhores que você, o Eterno castigará seu povo com uma terrível peste, que também atingirá suas mulheres, seus filhos e suas posses. Você ficará gravemente enfermo: terá uma doença no intestino, dolorosa e humilhante'”.

16-20O castigo começou com uma invasão. O Eterno incitou os filisteus e os árabes, que moravam perto dos etíopes, a atacar Jeorão. Eles chegaram até a fronteira de Judá, invadiram o território e saquearam todos os bens do palácio. Levaram até mesmo as mulheres e as crianças. Mas Acazias, um dos filhos, foi deixado. Depois, Jeorão ficou gravemente enfermo. Passados dois anos, sua incontinência era total, e ele morreu atormentado por dores terríveis. O povo não fez nenhuma fogueira em sua homenagem, como era costume. Ele tinha 32 anos de idade quando começou a reinar e reinou oito anos em Jerusalém. Ninguém derramou uma lágrima sequer por causa da morte dele. Foi, na verdade, um alívio para todos. Ele foi sepultado na Cidade de Davi, mas não no cemitério dos reis.

2 Crônicas
Capítulo 22

O REI ACAZIAS

1-6O povo de Jerusalém proclamou Acazias, filho mais novo de Jeorão, rei em seu lugar, porque os invasores que vieram do deserto com os árabes haviam matado todos os outros filhos. Assim, Acazias, filho do rei Jeorão, rei de Judá, foi proclamado rei. Acazias tinha 22 anos de idade quando começou a reinar, mas reinou apenas um ano em Jerusalém. Sua mãe se chamava Atalia e era neta de Onri. Ele viveu e governou nos moldes da dinastia de Acabe. Sua mãe dava a ele os piores conselhos. Ele agiu mal diante do Eterno, pois tinha afinidade com a família de Acabe, tanto por casamento quanto pelas práticas pecaminosas. Depois da morte de seu pai, ele passou a seguir os conselhos da família de Acabe e fazia o que eles ensinavam. Aliou-se a Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, para lutar contra Hazael, rei da Síria, em Ramote-Gileade. Ferido pelos arameus, Jorão voltou para Jezreel, a fim de se recuperar dos ferimentos sofridos em Ramá, na guerra contra o rei da Síria. Acazias foi visitar Jorão em Jezreel.

7-9A visita de Acazias a Jorão serviu para a sua ruína, de acordo com a vontade de Deus. Quando Acazias chegou a Jezreel, ele e Jorão se encontraram com Jeú, filho de Ninsi, a quem o Eterno já tinha autorizado destruir a dinastia de Acabe. Jeú, que já tinha começado a eliminar a dinastia de Acabe, encontrou os capitães de Judá e os sobrinhos de Acazias, que faziam parte da delegação do rei, e os executou sumariamente. Depois, mandou seus oficiais à procura de Acazias. Eles o encontraram escondido em Samaria. Ele foi capturado e levado de volta a Jeú, que o matou. Mas seu corpo não foi abandonado. Por respeito a seu avô, Josafá, conhecido por ter buscado ao Eterno com sinceridade, deram-lhe um enterro digno. Mas não ficou ninguém da família de Acazias que pudesse sucedê-lo no trono.

A RAINHA ATALIA

10-12Quando Atalia, mãe de Acazias, soube que seu filho havia morrido, ela assumiu o comando. Para início de conversa, mandou matar toda a família real. Jeoseba, filha do rei Jeorão, escondeu Joás, um dos filhos de Acazias marcados para morrer. Ela o escondeu — junto com sua ama — da rainha Atalia num quarto secreto. Jeoseba, filha do rei Jeorão, irmã de Acazias e mulher do sacerdote Joiada, poupou a vida de Joás do massacre de Atalia. Ele ficou com ela seis anos no templo de Deus. Enquanto isso, sem saber de nada, Atalia governava a nação.

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Capítulo 23

1-3Passados sete anos, o sacerdote Joiada decidiu pôr em prática seu plano, com a ajuda de alguns oficiais influentes do exército. Ele escolheu Azarias, filho de Jeroão, Ismael, filho de Joanã, Azarias, filho de Obede, Maaseias, filho de Adaías, e Elisafate, filho de Zicri. Eles percorreram todo o território e todas as cidades de Judá para convocar os levitas e todos os chefes de famílias. Reuniram-se em Jerusalém, no templo de Deus, e firmaram um acordo.

3-7O sacerdote Joiada apresentou a eles o jovem príncipe e disse: “Aqui está o filho do rei. Ele vai assumir o trono, como o Eterno prometeu a respeito dos descendentes de Davi. Então, prestem atenção ao que vocês irão fazer. Um terço de vocês, que entra de serviço no sábado, deverá permanecer na guarda dos portões. Outro terço guardará o palácio, e o outro cuidará da Porta do Alicerce. Todo o povo será convocado para se reunir nos pátios do templo do Eterno. Ninguém poderá entrar no templo, exceto os sacerdotes e os levitas que estiverem de serviço. Eles têm permissão porque foram consagrados, mas os demais devem fazer o que lhes foi ordenado. Os levitas rodearão o jovem rei com armas em punho. Matem qualquer um que tentar se aproximar ou romper o cerco. Vocês ficarão com o rei o tempo todo e em todo lugar”.

8-10Todos os levitas e oficiais acataram as ordens do sacerdote Joiada. Cada um deu ordens a seus subordinados, tanto os que entravam no serviço no sábado quanto os que saíam do serviço no sábado, pois o sacerdote Joiada não dispensou ninguém. Depois, o sacerdote equipou os oficiais com lanças e escudos, pequenos e grandes, que pertenceram a Davi e estavam guardados no templo do Eterno. Armados, os guardas se posicionaram de acordo com as instruções para proteger o rei, de uma extremidade do templo à outra, em torno do altar e do edifício.

11Então, o sacerdote apresentou em público o príncipe, pôs a coroa em sua cabeça, entregou a ele o Livro da Aliança de Deus e o proclamou rei. Enquanto Joiada e seus filhos o ungiam, o povo gritava: “Viva o rei!”

12-13Ao ouvir o barulho da correria do povo e da aclamação ao rei, Atalia foi ao templo para ver o que estava acontecendo. Assustada, viu o jovem rei de pé, na entrada, rodeado pelos capitães e tocadores de trombetas. Todos, com alegria, cantavam, as trombetas eram tocadas, e os cantores e os músicos dirigiam o louvor. Desesperada, ela rasgou a própria roupa e gritou: “Traição! Traição!”

14-15O sacerdote Joiada deu ordens aos oficiais da guarda: “Levem-na para fora e matem qualquer um que fizer menção de segui-la”. (O sacerdote tinha ordenado que não a matassem no interior do templo.) Eles a arrastaram até a estrebaria do palácio e a mataram ali.

16Joiada fez uma aliança entre o Eterno, o rei e o povo, para que eles fossem o povo do Eterno.

17O povo entrou no templo de Baal e o destruiu, derrubando os altares e os ídolos. Na frente do altar, mataram Matã, sacerdote de Baal.

18-21Joiada entregou o serviço do templo do Eterno aos sacerdotes e aos levitas, conforme as determinações de Davi. Eles deveriam oferecer ofertas queimadas ao Eterno de acordo com o que prescrevia a Revelação de Moisés, com cânticos e louvores, e conforme a orientação de Davi. Ele também designou guardas para cuidar da entrada do templo do Eterno, de modo que quem não estivesse devidamente preparado não pudesse entrar. Reuniu todos os oficiais, os nobres, os governadores e todo o povo para conduzir o rei do templo do Eterno, passando pela porta superior, até o trono real. Todos celebravam com entusiasmo. Finalmente, a cidade ficou segura e tranquila, pois Atalia estava morta.

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Capítulo 24

O REI JOÁS

1Joás tinha 7 anos de idade quando começou a reinar e reinou quarenta anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Zíbia (Gazela). Ela vinha de Berseba.

2-3Educado e ensinado pelo sacerdote Joiada, Joás agiu corretamente diante do Eterno durante a vida de Joiada. Joiada escolheu duas mulheres para ele, e Joás teve filhos e filhas.

4-6Depois de um tempo, Joás decidiu fazer reformas no templo do Eterno. Reuniu os sacerdotes e levitas e ordenou: “Vão às cidades de Judá todo ano e arrecadem o imposto da população para a reforma do templo do seu Deus. Esse trabalho será responsabilidade de vocês”. Mas os levitas não se esforçaram e não fizeram nada.

7Então, o rei mandou chamar Joiada, o sacerdote principal, e perguntou: “Por que você não mandou os levitas trazerem de Judá e de Jerusalém o imposto que Moisés, servo do Eterno, e a comunidade de Israel determinaram para a manutenção do lugar de adoração? Veja em que condições está o templo! Atalia, aquela mulher perversa, e seus filhos deixaram o templo de Deus em ruínas e levaram os objetos consagrados para cultuar Baal”.

8-9Seguindo as ordens do rei, eles fizeram uma urna e a puseram na entrada do templo do Eterno. Depois, mandaram anunciar em todo o território de Judá e Jerusalém o pagamento obrigatório do imposto que Moisés havia instituído quando Israel ainda estava no deserto.

10A população e os líderes ficaram felizes com a resolução e contribuíram com alegria até encher a urna.

11-14Sempre que os sacerdotes levavam a urna para os fiscais do rei e eles constatavam que estava cheia, o contador real e o oficial do sacerdote principal retiravam o dinheiro, e a urna era levada de volta. Eles faziam isso regularmente e conseguiram arrecadar muito dinheiro. O rei e o sacerdote Joiada entregavam o dinheiro aos encarregados do templo, que, por sua vez, pagavam os pedreiros e carpinteiros responsáveis pelos reparos no templo do Eterno. Eles trabalharam sem interrupção até a reforma ser concluída. O templo ficou como novo! Terminada a obra, devolveram o dinheiro que havia sobrado ao rei e a Joiada. Esses recursos foram utilizados para a confecção de utensílios para o templo e para os sacrifícios diários e ofertas queimadas, vasilhas e outros objetos de ouro e de prata para uso litúrgico.

14-16Enquanto Joiada estava vivo, as ofertas queimadas eram oferecidas regularmente no templo do Eterno. Joiada morreu em idade avançada, tinha 130 anos! Foi sepultado no cemitério real porque tinha se destacado muito em seu serviço a Israel, a Deus e ao seu templo.

17-19Depois da morte de Joiada, a situação mudou — para pior. Os dirigentes de Judá tiveram uma audiência com o rei, e ele atendeu ao pedido deles. Assim, abandonaram o templo do Eterno e passaram a servir à deusa da prostituição. Por causa desse pecado, Deus ficou furioso com Judá e Jerusalém. O Eterno enviou profetas para adverti-los das consequências daquele pecado, mas ninguém dava atenção a eles.

20O Espírito de Deus despertou Zacarias, filho do sacerdote Joiada, para dizer: “Assim diz o Eterno: ‘Por que vocês se afastaram deliberadamente dos mandamentos do Eterno? Vocês não podem continuar assim! Se abandonarem o Eterno, ele os abandonara”

21-22Mas alguns tramaram contra Zacarias e, com a cumplicidade do rei — na verdade, por ordem dele —, o apedrejaram até a morte dentro do pátio do templo do Eterno. Foi assim que o rei Joás retribuiu a lealdade do sacerdote que o havia proclamado rei: assassinou o filho de Joiada. As últimas palavras de Zacarias foram: “Veja isto, ó Eterno! Que eles paguem por isto!”.

23-24Cerca de um ano depois, as tropas dos arameus atacaram Joás. Invadiram Judá e Jerusalém, massacraram os líderes e mandaram todo o despojo para o rei em Damasco. O exército arameu era bem pequeno, mas o Eterno o usou para derrotar o grande exército de Joás, porque eles abandonaram o Eterno, o Deus de seus antepassados. Os sírios foram instrumentos do castigo de Deus contra Joás.

25-27Joás foi gravemente ferido na batalha, e os próprios oficiais do rei o mataram, numa conspiração tramada na corte como vingança pelo assassinato do filho do sacerdote Joiada. Ele foi morto na própria cama e sepultado na Cidade de Davi, mas não teve o privilégio de um túmulo no cemitério real. Os que conspiraram contra ele foram: Zabade, filho da amonita Simeate, Jeozabade, filho da moabita Sinrite. Quanto a seus filhos, às muitas sentenças proferidas contra Joás e à história da restauração do templo de Deus, está tudo registrado nas anotações sobre os reis. Amazias, filho de Joás, o sucedeu.

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Capítulo 25

O REI AMAZIAS

1-4Amazias tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe era Jeoadã, de Jerusalém. Ele agiu corretamente diante do Eterno, mas não com absoluta sinceridade. Quando viu que tinha o reino nas mãos, mandou executar os guardas do palácio que haviam assassinado seu pai, o rei. Mas não matou os filhos dos assassinos, por respeito ao que estava prescrito na Revelação de Moisés: Os pais não devem ser punidos pelos pecados dos filhos, nem os filhos pelos pecados dos pais. Cada um deve responder pelos próprios atos.

5-6Amazias organizou Judá e classificou Judá e Benjamim por famílias e por unidades militares. Todos os homens de 20 anos de idade ou mais deviam se alistar. Foram contados trezentos mil capazes de servir no exército. Além disso, contrataram cem mil soldados de Israel ao custo de três toneladas e meia de prata.

7-8Um homem de Deus apareceu e disse: “Ó rei, não deixe os soldados israelitas no exército. O Eterno não está com eles nem com nenhum dos efraimitas. Seja corajoso e vá apenas com o seu exército. Só Deus poderá dar a vitória ou a derrota a você”.

9Mas Amazias perguntou ao homem de Deus: “O que devo fazer com o dinheiro, as três toneladas e meia de prata que paguei aos israelitas?” O homem de Deus respondeu: “A ajuda de Deus vale muito mais que isso”.

10Então, Amazias mandou embora os soldados do norte, que tinha contratado. Eles ficaram muito aborrecidos por não poderem lutar e voltaram furiosos.

11-12Mas Amazias estava otimista. Levou as tropas para o vale do Sal e matou dez mil homens de Seir. Fizeram dez mil prisioneiros, levaram-nos até o topo da Rocha e os jogaram no precipício. Todos morreram na queda, esmagados contra as rochas.

13As tropas que Amazias tinha mandado embora do seu exército, furiosas por não poderem lutar e se aproveitar do despojo, atacaram cidades de Judá, de Samaria a Bete-Horom, matando três mil pessoas e levando muitos despojos.

14-15Quando voltou da batalha contra os edomitas, Amazias trouxe de volta os deuses dos cidadãos de Seir e os estabeleceu como se fossem seus deuses, adorando-os e queimando incenso para eles. Esse ato provocou a ira do Eterno, que enviou um profeta, com esta mensagem: “O que está acontecendo? Por que você está clamando a deuses inferiores, que não conseguiram livrar o povo deles, deuses mais fracos que você?”

16Amazias o interrompeu: “Por acaso, pedi a sua opinião? Fique quieto, senão mando arrastá-lo para fora!” O profeta parou de falar, mas, antes, disse o seguinte: “Tenho conhecimento de que Deus resolveu destruí-lo por causa de tudo que tem feito e porque não seguiu o meu conselho”.

17Certo dia, Amazias mandou mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, para desafiá-lo a lutar: “Se tiver coragem, venha se encontrar comigo. Vamos medir forças!”.

18-19Jeoás, rei de Israel, respondeu a Amazias, rei de Judá: “Certa vez, um espinheiro do Líbano mandou dizer a um cedro do Líbano: ‘Dê sua filha em casamento a meu filho’. Mas, depois, um animal selvagem do Líbano passou, pisou no espinheiro e o esmagou. Só porque você derrotou os edomitas na batalha, agora está pensando que é mais forte que todos. Pode se orgulhar, mas fique aí no seu canto. Por que arriscar a sorte? Por que amargar uma derrota para você mesmo e para Judá?”.

20-22Mas Amazias não desistiu. Então, Jeoás, rei de Israel, cedeu e concordou em enfrentar Amazias, rei de Judá. Eles se encontraram em Bete-Semes, uma cidade de Judá. Judá sofreu uma humilhante derrota para Israel. Todos os soldados fugiram para casa.

23-24Jeoás, rei de Israel, capturou Amazias, rei de Judá, filho de Joás, filho de Acazias, em Bete-Semes. Mas Jeoás não parou por aí. Prosseguiu para atacar Jerusalém. Demoliu os muros da cidade desde a Porta de Efraim até a Porta da Esquina, cerca de cento e oitenta metros. Saqueou o ouro, a prata e todos os utensílios de valor do palácio e do templo do Eterno. Também fez vários reféns e voltou para Samaria.

25-26Amazias, filho de Joás, rei de Judá, reinou mais quinze anos depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel. O restante da vida e dos feitos de Amazias, do início ao fim, está registrado nasCrônicas dos Reis de Judá e de Israel.

27-28Nos últimos anos de Amazias, depois de ele ter se afastado do Eterno, fizeram uma conspiração contra ele em Jerusalém, e ele teve de fugir para Láquis. Mas foi perseguido e morto em Láquis. Seu corpo foi trazido sobre um cavalo e sepultado em Jerusalém, com seus antepassados, na Cidade de Davi.

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Capítulo 26

O REI UZIAS

1-2O povo de Judá proclamou Uzias, que tinha apenas 16 anos de idade, rei no lugar de seu pai Amazias. O primeiro ato dele, depois do sepultamento de seu pai, foi reconquistar e reconstruir Elate para Judá.

3-5Uzias tinha 16 anos de idade quando começou a reinar e reinou cinquenta e dois anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Jecolias e era de Jerusalém. Ele agiu corretamente diante do Eterno, seguindo os passos de seu pai, Amazias. Ele foi um fiel seguidor do Eterno, muito bem preparado e ensinado por seu tutor e mestre, Zacarias, a viver em obediência e temor ao Eterno. Enquanto Zacarias viveu, Uzias foi um homem íntegro, e o Eterno o fez prosperar.

6-8Ele enfrentou os filisteus e derrubou os muros de Gate, Jabne e Asdode. Também construiu cidades próximas de Asdode e de outras regiões do território filisteu. Deus o ajudou em suas guerras contra os filisteus, os árabes de Gur-Baal e os meunitas. Os amonitas também pagavam tributo a Uzias, e a fama dele se espalhou até o Egito. Ele se tornou muito poderoso.

9-10Uzias construiu torres de defesa em Jerusalém, na Porta da Esquina, na porta do Vale e na esquina do muro. Construiu torres e cavou cisternas no interior. Ele possuía muito gado nos vales e nas planícies, trabalhadores nas lavouras e nas vinhas das colinas e dos campos férteis, pois gostava muito de agricultura.

11-15Na área militar, Uzias equipou seu exército para a guerra. Os soldados foram organizados em companhias sob a convocação do secretário Jeiel, do general de divisão Maaseias e de Hananias, um dos oficiais do rei. Eram dois mil e seiscentos chefes de famílias no comando de todos os homens de combate. Sob o comando deles, estavam trezentos e sete mil e quinhentos homens treinados para a guerra, um forte exército real capaz de enfrentar qualquer inimigo. Uzias equipou-os com escudos, lanças, capacetes, armadura, arcos e fundas. Também aparelhou as torres e as esquinas do muro de Jerusalém com a mais avançada tecnologia militar em lançamento de flechas e de grandes pedras. Ele ficou famoso por todos esses feitos. Tudo parecia favorecê-lo.

16-18Mas o poder e a fama acabaram subindo à cabeça do rei, e sua arrogância e seu orgulho provocaram sua queda. Certo dia, já rebelde contra Deus, ele entrou no templo do Eterno como se fosse seu dono e queimou incenso no altar. O sacerdote Azarias, apoiado por oitenta sacerdotes corajosos do Eterno, tentou impedi-lo. Eles o repreenderam, dizendo: “Você não pode fazer isso, Uzias, porque é tarefa dos sacerdotes, descendentes de Arão, especialmente consagrados para esse trabalho! Só eles podem queimar incenso. Saia do templo do Eterno! Você foi infiel: não pense que o Eterno irá honrar você por isso”.

19-21Mas Uzias, com o incensário na mão, pronto para queimá-lo, ficou furioso com a interrupção. Ele começou a xingar os sacerdotes, mas, enquanto discutiam, apareceu uma doença de pele na testa dele. Assim que o sacerdote principal Azarias e os demais sacerdotes viram os sinais da doença, retiraram-no dali rapidamente. Ele correu para fora, pois reconheceu que a doença tinha sido enviada pelo Eterno. Ela acompanhou Uzias pelo resto da vida, e o rei precisou viver em isolamento: não podia mais entrar no templo do Eterno. Seu filho Jotão, que tomava conta do palácio, assumiu o governo da nação.

22-23O restante da vida de Uzias, do início ao fim, foi registrado pelo profeta Isaías, filho de Amoz. Uzias morreu e foi sepultado com seus antepassados no campo ao lado do cemitério real. Por causa da sua doença, ele não pôde ser enterrado no cemitério dos reis. Seu filho Jotão foi seu sucessor.

2 Crônicas
Capítulo 27

O REI JOTÃO

1-2Jotão tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Jerusa e era filha de Zadoque. Ele agiu corretamente diante do Eterno, seguindo os passos de seu pai, Uzias. Mas, ao contrário de seu pai, ele não profanou o templo do Eterno. No entanto, o povo continuou vivendo em pecado.

3-6Jotão reconstruiu a porta superior do templo do Eterno, aumentou consideravelmente o muro de Ofel e edificou cidades nos planaltos de Judá, bem como fortalezas e torres nos bosques. Ele lutou e derrotou o rei dos amonitas. Naquele ano, os amonitas pagaram a ele três toneladas e meia de prata, cerca de dez mil barris de trigo e dez mil de cevada. O tributo foi repetido nos dois anos seguintes. A força de Jotão estava na sua firmeza e determinação em viver em obediência ao Eterno.

7-9O restante da vida de Jotão, suas guerras e conquistas, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel e de Judá. Ele tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Jotão morreu e foi sepultado na Cidade de Davi. Seu filho Acaz foi seu sucessor.

2 Crônicas
Capítulo 28

O REI ACAZ

1-4Acaz tinha 20 anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno e não foi como seu antepassado Davi. Pelo contrário, seguiu o exemplo de Israel a ponto de fundir imagens para servir aos deuses pagãos de Baal. Queimou incenso proibido no vale de Ben-Hinom e chegou a ponto de oferecer o próprio filho em sacrifício, prática abominável copiada dos povos pagãos que o Eterno havia expulsado da terra. Ele também participou das celebrações às divindades ligadas às orgias religiosas que estavam espalhadas por toda parte.

5-8O Eterno o entregou nas mãos do rei da Síria, que o atacou com muita violência e o derrotou, levando muitos prisioneiros para Damasco. Aproveitando a situação, Israel também impôs a ele uma grande derrota. Peca, filho de Remalias, matou, num só dia, cento e vinte mil soldados valentes, porque eles abandonaram o Eterno, o Deus de seus antepassados. Além disso, Zicri, herói efraimita, matou Maaseias, filho do rei, Azricão, encarregado do palácio, e Elcana, o segundo em comando abaixo do rei. E não parou por aí. Os israelitas capturaram duzentos mil homens, mulheres e crianças, além de grande quantidade de despojos, que levaram para Samaria.

9-11Odede, profeta do Eterno, estava ali por perto. Ele encontrou o exército quando este entrava em Samaria e disse: “Parem onde estão e ouçam-me! O Eterno, o Deus de seus antepassados, aborreceu-se contra Judá e usou vocês para castigá-lo, mas vocês abusaram: exageraram na força e escravizaram seus irmãos de Judá e de Jerusalém. Não percebem que cometeram um grande pecado contra o Eterno, o seu Deus? Agora prestem atenção. Façam o que vou dizer. Mandem todos os prisioneiros de volta. Se não o fizerem, vocês experimentarão o fogo da ira do Eterno”.

12-13Alguns líderes efraimitas — Azarias, filho de Joanã, Berequias, filho de Mesilemote, Jeizquias, filho de Salum, e Amasa, filho de Hadlai — também não concordavam com aquela decisão e disseram aos que voltavam da guerra: “Não tragam esses prisioneiros para cá! Já cometemos um pecado contra o Eterno e, agora, seremos culpados de outro. Com isso, acumulamos culpa o bastante para detonar uma explosão da ira divina”.

14-15Então, os soldados entregaram os prisioneiros e os despojos aos líderes e ao povo. Alguns homens especialmente designados reuniram os cativos, vestiram os que estavam nus com roupas encontradas nos despojos e puseram sandálias nos pés deles. Também providenciaram uma boa refeição, trataram os feridos, puseram os mais fracos sobre jumentos e, depois, os conduziram a Jericó, a cidade das Palmeiras, devolvendo-os a seus familiares. Só então, voltaram para Samaria.

16-21Na mesma época, o rei Acaz pediu ajuda ao rei da Assíria. Os edomitas voltaram a atacar Judá e levaram muitos prisioneiros. Para piorar, os filisteus invadiram as cidades das planícies até o oeste e o deserto sul e capturaram e ocuparam Bete-Semes, Aijalom e Gederote, além de Socó, Timna e Ginzo, com as aldeias vizinhas. O rei Acaz, numa atitude arrogante, achando que não precisava do Eterno, permitiu que Judá caísse na depravação; por isso, a nação foi humilhada pelo Eterno e teve de buscar ajuda. Mas Tiglate-Pileser, rei da Assíria, não quis ajudá-los. Em vez disso, humilhou Acaz mais ainda, atacando-o e zombando dele. Desesperado, Acaz saqueou o templo do Eterno, o palácio e todo lugar de onde era possível tirar alguma coisa de valor e entregou tudo ao rei da Assíria. Mas não adiantou.

22-25O rei Acaz não aprendeu a lição. O mundo inteiro estava contra ele, mas ele insistia em se rebelar contra o Eterno! Oferecia sacrifícios aos deuses de Damasco, porque, depois de ser derrotado por Damasco, pensou: “Se eu servir os deuses que ajudaram Damasco, talvez eles me ajudem também”. Mas a situação só piorava: primeiro, Acaz foi arruinado; depois, toda a nação. Ele retirou todos os objetos de valor e fechou as portas do templo do Eterno. Em seguida, espalhou santuários pagãos para uso pessoal por toda a Jerusalém e pelo território de Judá. Eram altares destinados à adoração de qualquer deus. O Eterno ficou furioso com ele.

26-27O restante da vida de Acaz, tudo que fez, do início ao fim, está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá e de Israel Quando Acaz morreu, foi sepultado em Jerusalém, mas não foi honrado com um sepultamento no cemitério dos reis. Seu filho Ezequias foi seu sucessor.

2 Crônicas
Capítulo 29

O REI EZEQUIAS

1-2O rei Ezequias tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Abias, filha de Zacarias. Ele agiu corretamente diante do Eterno, como seu antepassado Davi.

3-9No primeiro mês do primeiro ano do seu reinado, depois de restaurar as portas do templo do Eterno, Ezequias abriu o templo ao público. Ele reuniu os sacerdotes e levitas no pátio leste e disse: “Ouçam, levitas! Consagrem-se e consagrem o templo do Eterno. Façam uma boa limpeza nele. Nossos antepassados erraram e viveram em pecado diante do Eterno. Eles o desprezaram, deixaram de frequentar o templo, o lugar de encontro com o Eterno, e o abandonaram. Fecharam as portas, apagaram as lâmpadas e cancelaram todos os sacrifícios e ofertas queimadas no santuário do Deus de Israel. Por causa disso, o Eterno ficou furioso conosco e expôs nosso povo à zombaria e ao desprezo, como vocês estão vendo! Foi por isso que nossos antepassados foram mortos, e é por isso que nossas mulheres, nossos filhos e nossas filhas foram levados cativos e se tornaram escravos.

10-11“Portanto, decidi fazer uma aliança com o Deus de Israel, para que a ira do Eterno seja retirada de cima de nós. Filhos meus, não sejam negligentes. O Eterno escolheu vocês para que permaneçam em sua presença e o sirvam, conduzindo e dirigindo os sacrifícios. Essa é a vida de vocês. Sejam cuidadosos e dedicados em tudo que fizerem”.

12-17Os levitas atenderam ao apelo. Entre os coatitas estavam: Maate, filho de Amasai, e Joel, filho de Azarias; entre os meraritas: Quis, filho de Abdi, e Azarias, filho de Jealelel; entre os gersonitas: Joá, filho de Zima, e Éden, filho de Joá; entre os descendentes de Elisafã: Sinri e Jeuel; entre os descendentes de Asafe: Zacarias e Matanias; entre os descendentes de Hemã: Jeuel e Simei; entre os descendentes de Jedutum: Semaías e Uziel. Eles se apresentaram com seus irmãos, consagraram-se e começaram o trabalho de limpeza do templo do Eterno, de acordo com as instruções do rei e em obediência às ordens do Eterno. Os sacerdotes começaram a limpeza de dentro para fora: retiraram todo tipo de entulho pagão acumulado ali, que não pertencia ao santuário e jogaram tudo no vale do Cedrom. A purificação do templo começou no primeiro dia do primeiro mês. No dia 8, chegaram ao pórtico. Levaram mais oito dias para purificar o templo propriamente e mais oito dias para o restante das dependências do edifício.

18-19Depois, relataram ao rei Ezequias: “Já purificamos todo o templo do Eterno, até mesmo o altar das ofertas queimadas, a mesa da presença e todos os seus utensílios. Purificamos e consagramos todos os utensílios que o rei Acaz retirou por causa de sua infidelidade. Estão todos diante do altar do Eterno outra vez”.

20-24O rei Ezequias começou a trabalhar cedo no dia seguinte. Convocou todos os líderes da cidade, e eles foram para o templo do Eterno. Trouxeram sete bois, sete carneiros, sete cordeiros e sete bodes como oferta de perdão a favor da família real, do santuário e de toda a população de Judá. O rei ordenou que os sacerdotes descendentes de Arão oferecessem o sacrifício no altar do Eterno. Os sacerdotes abateram os bois, derramaram o sangue sobre o altar e, depois, fizeram o mesmo com os carneiros e os cordeiros. Por fim, apresentaram os bodes. O rei e toda a comunidade impuseram as mãos sobre eles. Os sacerdotes os abateram e ofereceram como oferta de perdão, derramando o sangue sobre o altar, para perdão do pecado de todo o Israel. O rei determinou que a oferta queimada e a oferta de perdão fossem oferecidas a favor de todo o Israel.

25-26O rei mandou os levitas ocuparem suas funções no templo do Eterno com os instrumentos musicais: címbalos, harpas e liras, segundo as instruções de Davi, de Gade, vidente do rei, e do profeta Natã. Isso foi ordenado pelo Eterno por meio dos seus profetas. Os levitas formaram a orquestra de Davi, enquanto os sacerdotes ficaram responsáveis pelas trombetas.

27-30Então, Ezequias deu o sinal para o início: a oferta queimada foi oferecida sobre o altar. Ao mesmo tempo, o coral começou a cantar ao som das trombetas e da orquestra de Davi, enquanto toda a congregação louvava. Durante todo o tempo que era oferecida a oferta queimada, os cantores louvavam e as trombetas soavam. Após os sacrifícios, o rei e todos os presentes se ajoelharam, curvaram-se com o rosto em terra e adoraram. Depois, o rei Ezequias e os líderes mandaram os levitas encerrar aquela parte da cerimônia com cânticos de louvor, usando as composições de Davi e do vidente Asafe. Eles cantaram louvores com alegria e reverência, curvando-se em adoração.

31-35Ezequias declarou: “Agora terminou a consagração: todos estão consagrados ao Eterno. Vocês estão prontos para trazer sacrifícios e ofertas de gratidão ao templo do Eterno”. Assim, toda a congregação trouxe sacrifícios e ofertas de gratidão voluntariamente. Também trouxeram, generosamente, setenta bois, cem carneiros e duzentos cordeiros, tudo como oferta queimada ao Eterno. Ao todo, naquele dia, foram consagrados para o sacrifício seiscentos bois e três mil ovelhas. Não havia sacerdotes qualificados suficientes para abater todas as ofertas queimadas; por isso, seus parentes, os levitas, vieram ajudar, enquanto os outros sacerdotes se consagravam para o serviço. No fim, os levitas foram mais criteriosos ao se consagrar que os outros sacerdotes. Além da grande quantidade de ofertas queimadas, havia a gordura das ofertas de paz e as ofertas de bebida que acompanhavam as ofertas queimadas. O culto no templo do Eterno foi restaurado!

36Ezequias e toda a congregação celebraram: Deus estabeleceu uma base firme para a vida do povo e fez isso tão rapidamente!

2 Crônicas
Capítulo 30

1-5Ezequias convocou todo o Israel e Judá, enviando, também, carta para Efraim e Manassés, a se reunirem no templo do Eterno em Jerusalém, a fim de celebrar a Páscoa do Eterno, o Deus de Israel. O rei, seus oficiais e toda a comunidade de Jerusalém decidiram celebrar a Páscoa no segundo mês. Eles não puderam celebrar na data prevista, pois não havia sacerdotes suficientes preparados e o povo não teve tempo de se reunir em Jerusalém. Diante dessa situação, o rei e o povo combinaram outra data e, depois, mandaram convites a toda a nação, desde Berseba, no sul, até Dã, no norte. O texto dizia, em essência: “Venham celebrar a Páscoa do Deus de Israel em Jerusalém”. Dos que estavam vivos, ninguém em Israel e Judá havia celebrado a Páscoa como deveria.

6-9O rei deu as ordens, e os mensageiros distribuíram os convites assinados pelo rei e por seus oficiais a todo o Israel e Judá. O convite dizia: “Ó israelitas! Voltem-se ao Eterno, o Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, a fim de que ele se volte a vocês, vocês que sobreviveram às investidas do rei da Assíria. Não repitam o pecado de seus antepassados, que abandonaram o Eterno e, por isso, foram destruídos. Vocês mesmos são testemunhas da destruição que provocaram. Não sejam obstinados como eles. Confiem no Eterno. Venham ao templo que ele consagrou para sempre. Sirvam ao Eterno, o seu Deus. Assim, vocês não serão mais objetos de sua ira. Se vocês se voltarem ao Eterno, seus parentes e os descendentes levados cativos serão tratados com compaixão e mandados de volta para sua terra. O Eterno é bondoso e compassivo, ele não rejeitará vocês. Voltem, e ele os receberá de braços abertos!”.

10-12Os mensageiros foram de cidade em cidade, percorrendo todo o território de Efraim e Manassés, até Zebulom. Mas o povo não os levou a sério e zombava deles. Bem, nem todos. Alguns dos que moravam em Aser, Manassés e Zebulom não se constrangeram em aceitar o convite e ir a Jerusalém. Em Judá, os mensageiros foram mais bem recebidos. Deus agiu poderosamente entre eles, fazendo que se unissem e acatassem as ordens do rei e dos seus oficiais, conforme a palavra do Eterno.

13-17Na data marcada do segundo mês, uma imensa multidão se reuniu para celebrar a Páscoa, às vezes, chamada festa dos Pães sem Fermento. Antes de tudo, decidiram eliminar os altares pagãos que ainda restavam em Jerusalém. Eles os removeram e jogaram todos no vale do Cedrom. Depois, no dia 14 do segundo mês, abateram os cordeiros da Páscoa. Antes, os sacerdotes e os levitas não estavam preparados, mas, depois, envergonhados por sua morosidade, eles se consagraram e ofereceram ofertas queimadas no templo do Eterno. Ocuparam seus postos conforme estava prescrito na Revelação de Moisés, o homem de Deus. Os sacerdotes aspergiam o sangue que os levitas passavam para eles. Muitos na congregação não haviam se consagrado de acordo com o exigido e, por isso, não estavam preparados para oferecer sacrifícios. Assim, os levitas tiveram de oferecer os cordeiros da Páscoa no lugar deles, para que todos pudessem apresentá-los ao Eterno.

18-19Muita gente, principalmente de Efraim, Manassés, Issacar e Zebulom, não pôde participar da refeição da Páscoa porque não havia se consagrado adequadamente. Ezequias intercedeu por eles: “Que o Eterno, conhecido por sua bondade, perdoe todos os que desejam buscar com sinceridade o Deus de seus antepassados, o Eterno, mesmo — ou principalmente — a esses que não atendem às exigências de acesso ao templo.

20O Eterno respondeu à oração de Ezequias e restaurou todo o povo.

21-22Todos os israelitas que estavam em Jerusalém celebraram a Páscoa (a festa dos Pães sem Fermento) durante sete dias, e com grande entusiasmo. Os levitas e os sacerdotes louvavam o Eterno todos os dias, fazendo soar bem alto os instrumentos musicais ao Eterno. Ezequias elogiou os levitas pela maneira em que conduziram o povo à adoração do Eterno.

22-23Depois de sete dias celebrando, comendo das ofertas de paz e louvando ao Eterno, o Deus de seus antepassados, o povo resolveu estender a festa por mais sete dias! E continuaram a festejar.

24-26Ezequias, rei de Judá, forneceu mil bois e sete mil ovelhas para a congregação. Os oficiais forneceram mil bois também e dez mil ovelhas. Havia muitos sacerdotes consagrados e preparados. Toda a congregação de Judá, os sacerdotes, os levitas, os que vieram de Israel e os estrangeiros de Israel e de Judá uniram-se para a celebração. Jerusalém era uma alegria só. Desde a cerimônia da dedicação do templo, construído por Salomão, filho de Davi, rei de Israel, não se havia testemunhado nada igual na cidade.

27Os sacerdotes e os levitas encerraram com a bênção sobre o povo. Deus ouviu a oração deles, que subiu ao céu, sua habitação sacra.

2 Crônicas
Capítulo 31

1Depois da celebração da Páscoa, todos retornaram às suas cidades em Judá. Ao chegar, destruíram os monumentos de pedra, demoliram os postes sagrados e os altares das divindades ligadas às orgias religiosas e aos ídolos locais. E não pararam até terem percorrido os territórios de Judá, Benjamim, Efraim e Manassés. Só então, voltaram para casa e retomaram suas atividades.

2Ezequias organizou os grupos de sacerdotes e de levitas e dividiu as tarefas, distribuindo as funções na condução do ministério de oferecer os sacrifícios, para garantir a apresentação das diversas ofertas e o louvor e ações de graças ao Eterno em todos os cultos.

3Também definiu sua contribuição pessoal para as ofertas queimadas das adorações da manhã e da tarde, dos sábados, das festas da Lua Nova e de outros dias sagrados, como prescrevia a Revelação do Eterno.

4Pediu ainda que a população de Jerusalém assumisse o sustento dos sacerdotes e dos levitas, para que eles pudessem se dedicar inteiramente à Revelação do Eterno, sem interrupções ou distrações.

5-7Assim que a solicitação de Ezequias foi divulgada, os israelitas corresponderam generosamente: ofereceram o melhor da colheita de trigo, do vinho, do azeite, do mel — enfim, de tudo que se produz no campo. Não economizaram em nada. Também trouxeram o dízimo de tudo: do gado, das ovelhas e de tudo que possuíam e que havia sido dedicado ao Eterno. Tudo foi organizado e estocado. Esse trabalho começou no terceiro mês e só foi concluído no sétimo mês.

8-9Quando Ezequias e seus oficiais viram a quantidade de ofertas empilhadas, louvaram ao Eterno e elogiaram o povo de Israel. Depois, Ezequias perguntou aos sacerdotes e aos levitas o que fazer com tantas ofertas.

10Azarias, o sacerdote principal da família de Zadoque, respondeu: “Depois que o povo começou a trazer as ofertas para o templo do Eterno, há mais que o suficiente para todos comerem à vontade e ainda sobra. O Eterno abençoou seu povo, e essa é a prova”.

11-18Ezequias mandou que limpassem e arrumassem as despensas do templo do Eterno. Quando ficaram prontas, armazenaram ali todos os dízimos e ofertas consagradas. O levita Conanias foi designado para esse trabalho, auxiliado por seu irmão Simei. Jeiel, Azazias, Naate, Asael, Jeremote, Jozabade, Eliel, Ismaquias, Maate e Benaia eram supervisores, sob as ordens de Conanias e Simei, que, por sua vez, estavam subordinados às determinações do rei Ezequias e de Azarias, o sacerdote principal do templo de Deus. Coré, filho do levita Imna, guarda da porta leste, ficou encarregado das ofertas voluntárias e tinha a responsabilidade de distribuir as ofertas consagradas e as coisas dedicadas a Deus. Éden, Miniamim, Jesua, Semaías, Amarias e Secanias eram leais ao seu chefe na distribuição das ofertas nas cidades dos sacerdotes. Eram honestos na divisão dos suprimentos entre seus companheiros sacerdotes, jovens ou idosos, e entre todos os homens de 30 anos de idade ou mais que ministravam diariamente no templo do Eterno, de acordo com seus turnos e tarefas. Os turnos eram formados pelos sacerdotes oficialmente registrados, de acordo com a família a que pertenciam, e os levitas de 20 anos de idade ou mais, conforme a função que exerciam. O registro genealógico oficial incluía todos da congregação: crianças, mulheres, filhos e filhas. Todos demonstravam grande dedicação no ato de ofertar e na consagração pessoal. Ninguém ficou de fora.

19Os descendentes de Arão, os sacerdotes que viviam nos campos, mas que pertenciam às cidades dos sacerdotes, contavam com homens respeitáveis, prontos para a distribuição da porção de cada sacerdote registrado na genealogia oficial dos levitas.

20-21Ezequias começou e deu continuidade a essa obra em todo o território de Judá. Ele foi correto perante o Eterno. Sempre que assumia uma tarefa, fosse relacionada ao templo de Deus, fosse concernente à obediência à Lei e aos mandamentos, ele buscava a orientação de Deus e se dedicava de corpo e alma à sua execução. Por isso, ele era muito bem-sucedido em tudo que fazia.

2 Crônicas
Capítulo 32

1Depois desses fatos e desses exemplos de fidelidade, Senaqueribe, rei da Assíria, declarou guerra a Judá. Ele sitiou as cidades fortificadas e estava determinado a invadi-las.

2-4Ezequias, quando percebeu a estratégia de Senaqueribe para tomar Jerusalém, foi consultar conselheiros e líderes militares sobre um assunto em particular: o abastecimento de água fora da cidade. Todos concordaram com a ideia do rei, e um verdadeiro mutirão foi realizado para entupir as fontes e destruir o canal que atravessava a terra. Eles diziam: “Por que deixar que os reis da Assíria se abasteçam com essa água?”.

5-6Ezequias também decidiu fazer reparos em todas as brechas do muro da cidade, construir torres de defesa, erguer outro muro, mais distante, e reforçar a rampa de defesa (o Milo) da antiga Cidade de Davi. Também construiu um grande depósito de armas, para guardar lanças e escudos. Em seguida, nomeou oficiais militares para comandarem o povo e convocou toda a população a se reunir na praça central, em frente da porta da cidade.

6-8Reunido o povo, Ezequias disse: “Sejam fortes e corajosos! Não tenham medo do rei da Assíria e seu exército. Estamos em grande número, enquanto eles não passam de meia dúzia de gatos-pingados. E ainda temos o Eterno do nosso lado, para nos ajudar e lutar por nós!” Animados com as palavras de Ezequias, o povo criou coragem.

9-15Passado um tempo, Senaqueribe, que tinha montado acampamento em torno de Láquis, enviou mensageiros a Jerusalém com a seguinte mensagem ao povo de Judá e a Ezequias: “Senaqueribe, rei da Assíria mandou dizer: 'Vocês acham que estão seguros nessa fortaleza chamada Jerusalém? Que ingenuidade! Acham que Ezequias vai defendê-los? Não se enganem. Ezequias está iludindo vocês quando diz: O Eterno, o nosso Deus, nos defenderá contra o poder do rei da Assíria. Todos vocês morrerão. Não foi esse Ezequias que eliminou todos os altares locais e determinou um único local de adoração? Vocês sabem o que eu e meus antepassados fizemos a todas as nações vizinhas? Por acaso, um único deus, em algum lugar, conseguiu me resistir? Vocês conhecem algum deus, de alguma nação conquistada por mim ou por meus antepassados, que tenha conseguido algo contra mim? O que os faz acreditar que a ajuda do seu deus será suficiente? Não deixem que Ezequias leve vocês na conversa. Não deixem que ele os engane com essas mentiras deslavadas. Não confiem nele. Nenhum deus, de nenhuma nação ou reino, pôde ajudar seu povo contra mim e contra meus antepassados. O deus de vocês não tem nenhuma chance contra mim.

16Os próprios mensageiros também faziam comentários irônicos sobre o Eterno e o rei Ezequias.

17Senaqueribe continuou mandando cartas e, em todas, insultava o Eterno, o Deus de Israel: “Os deuses das nações não tiveram forças para ajudar nenhuma delas. O deus de Ezequias não é melhor que eles, talvez seja até mais fraco”.

18-19Os mensageiros chegavam até o muro de Jerusalém e falavam bem alto para quem estivesse sobre o muro. Gritavam em hebraico, na tentativa de amedrontá-los e convencê-los a se render. Eles insistiam em confundir o Deus de Jerusalém com os deuses dos povos feitos por mãos humanas.

20-21O rei Ezequias, junto com o profeta Isaías, filho de Amoz, foram orar e clamar ao céu. O Eterno respondeu, enviando um anjo, que destruiu todos os que estavam no acampamento dos assírios, soldados e oficiais. Senaqueribe foi forçado a voltar para casa, envergonhado e humilhado. Quando ele entrou no templo do seu deus, foi morto pelo próprio filho.

22-23O Eterno livrou Ezequias e os moradores de Jerusalém de Senaqueribe, rei da Assíria, e dos demais inimigos e continuou cuidando do povo. Pessoas surgiam de todos os lugares, trazendo ofertas ao Eterno e presentes valiosos a Ezequias, rei de Judá. As nações vizinhas ficaram admiradas, enquanto Ezequias ganhava popularidade.

24Passado um tempo, Ezequias ficou gravemente enfermo e quase morreu. Ele orou ao Eterno, que respondeu com um milagre.

25-26Mas, em vez de ser grato, Ezequias se tornou arrogante, o que despertou a ira do Eterno contra ele, contra Judá e contra Jerusalém. Mais tarde, Ezequias e o povo de Jerusalém reconheceram sua arrogância. Por isso, o Eterno conteve sua ira enquanto Ezequias viveu.

27-31Ezequias enriqueceu e era muito respeitado. Ele teve de construir depósitos para guardar a grande quantidade de prata, ouro, pedras preciosas, especiarias, escudos e objetos de valor. Ele também construiu armazéns para os cereais, o vinho e o azeite e currais para o gado e as ovelhas. Fundou cidades para uso próprio e criou enormes rebanhos de ovelhas e bois. Deus concedeu a ele muitas riquezas. Ezequias também foi responsável por desviar a saída superior da fonte de Giom para o lado oeste da Cidade de Davi. Ezequias foi bem-sucedido em tudo que se propôs realizar. Mas, quando os governantes da Babilônia enviaram mensageiros para saber a respeito do milagre que havia acontecido, Deus o deixou por conta própria, para ver o que ele faria, pois queria testar sua fidelidade.

32-33O restante da história de Ezequias e de sua fiel dedicação, você pode ler por você mesmo: está escrito na visão do profeta Isaías, filho de Amoz, nos Anais dos Reis de Judá e de Israel. Ezequias morreu e foi sepultado na parte superior do cemitério do rei Davi. Todos, em Judá e Jerusalém, foram ao funeral. Ele teve um funeral com todas as honras. Seu filho Manassés o sucedeu.

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Capítulo 33

O REI MANASSÉS

1-6Manassés tinha 12 anos de idade quando começou a reinar. Reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hefzibá. Ele agiu mal diante do Eterno. Reintroduziu todas as práticas imorais e perversas dos povos que o Eterno havia expulsado de diante dos israelitas. Reconstruiu os altares de prostituição que seu pai, Ezequias, destruíra. Construiu altares e postes sagrados para o deus da fertilidade, Baal, e para a deusa da prostituição, Aserá, como Acabe, rei de Israel, tinha feito. Adorou todo tipo de astros. Construiu altares pagãos até dentro do templo de Jerusalém, dedicado exclusivamente por decreto do Eterno: “Em Jerusalém, estabelecerei o meu nome”. Construiu, ainda, altares a todo tipo de astros e os colocou nos dois pátios do templo do Eterno. Ofereceu o próprio filho em sacrifício. Praticou magia e feitiçaria; consultou espíritos dos mortos. Enfim, provocou a ira do Eterno, cometendo todo tipo de profanação.

7-8A gota d'água foi pôr a imagem da deusa da prostituição Aserá dentro do templo do Eterno, uma afronta flagrante à declaração do Eterno a Davi e a Salomão: “Neste templo e na cidade de Jerusalém, que escolhi entre todas as tribos de Israel, estabelecerei o meu nome para sempre. Nunca mais deixarei meu povo Israel andar errante fora da terra que dei a seus antepassados, contanto que obedeçam a tudo que ordenei por meio do meu servo Moisés”.

9-10Manassés fez o povo se desviar e conseguiu ser pior que as nações pagãs que o Eterno havia destruído. Assim, quando o Eterno falou a Manassés e ao povo, eles simplesmente o ignoraram.

11-13Por isso, o Eterno induziu os comandantes das tropas do rei da Assíria a prender Manassés. Eles puseram um gancho no nariz e correntes nos pés do rei de Judá e o levaram para a Babilônia. Apavorado, ele se ajoelhou e, arrependido, pediu a ajuda do Deus de seus antepassados. Enquanto orava, Deus se comoveu, atendeu ao seu pedido, trouxe-o de volta a Jerusalém e lhe devolveu o reinado. Assim, Manassés reconheceu que o Eterno estava no comando.

14-17Depois disso, Manassés reconstruiu e elevou o muro externo de defesa da Cidade de Davi, a oeste da fonte de Giom, no vale. Prosseguiu até a Porta do Peixe e contornou a colina de Ofel. Fortaleceu o sistema de defesa, enviando comandantes militares a todas as cidades fortificadas de Judá. Fez uma grande limpeza no templo, retirando todos os ídolos pagãos e as imagens das deusas. Retirou e jogou num lugar fora da cidade todos os altares que ele mesmo tinha posto na colina do templo e os que tinha espalhado por Jerusalém. Restaurou o altar do Eterno e reiniciou o sacrifício, apresentando ofertas de paz e de ações de graças. Ele decretou que todo o povo servisse e adorasse apenas ao Eterno, o Deus de Israel. Mas o povo não o levou a sério. Eles usavam o nome do Eterno, mas continuavam a sacrificar nos altares locais e insistiam nas antigas práticas pecaminosas.

18-19O restante da história de Manassés, sua oração ao seu Deus, as mensagens que os profetas transmitiram pessoalmente pela autoridade do Eterno, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel.Sua oração e como Deus se compadeceu dele, a relação de todos os seus pecados e suas práticas, a construção dos altares pagãos, dos locais de adoração à deusa da prostituição Aserá e das imagens que ele adorava antes da sua conversão estão descritos no registro dos profetas.

20Manassés morreu e foi sepultado no jardim do palácio. Seu filho Amom o sucedeu.
O REI AMOM

21-23Amom tinha 22 anos de idade quando começou a reinar. Reinou dois anos em Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno, como seu pai Manassés, mas nunca se humilhou perante o Eterno, como o fez Manassés. Pelo contrário, foi se tornando cada dia pior.

24-25Os servos de Amom se revoltaram e o assassinaram. Eles o mataram dentro do próprio palácio. Mas o povo matou os assassinos e coroou Josias, filho dele, rei em seu lugar.

2 Crônicas
Capítulo 34

O REI JOSIAS

1-2Josias tinha 8 anos de idade quando começou a reinar. Reinou trinta e um anos em Jerusalém. Ele agiu corretamente diante do Eterno e seguiu os passos de seu antepassado Davi, sem se desviar para a direita nem para a esquerda.

3-7No oitavo ano do seu reinado, ainda adolescente, ele começou a buscar o Deus de Davi, seu antepassado. Quatro anos depois, o décimo segundo do seu reinado, ele começou a eliminar de Judá os altares ligados às orgias religiosas e a destruir os postes sagrados de Aserá e as imagens, esculpidas e fundidas, dos deuses e das deusas. Demoliu os altares de Baal, derrubou qualquer altar relacionado aos ídolos e jogou o entulho e as cinzas sobre o túmulo dos que haviam cultuado esses deuses. Queimou os ossos dos sacerdotes sobre os mesmos altares em que ofereciam sacrifícios enquanto estavam vivos. Assim, purificou completamente Judá e Jerusalém. A limpeza abrangeu as cidades de Manassés, Efraim, Simeão e suas redondezas, chegando a Naftali. Demoliu todos os altares e os postes de Aserá por todo o Israel, destruiu as imagens das deusas e dos deuses e queimou os altares locais. Depois de Israel ter sido purificado, voltou para Jerusalém.

8-13Certo dia, no décimo oitavo ano do seu reinado, depois de completar a purificação do país e do templo, o rei Josias incumbiu Safã, filho de Azalias, Maaseias, governador da cidade, e Joá, filho de Joacaz, o arquivista do palácio, de restaurar o templo do Eterno. A primeira providência foi entregar todo o dinheiro arrecadado pelos guardas levitas de Manassés, de Efraim e do restante de Israel, de Judá, de Benjamim e dos moradores de Jerusalém nas mãos dos encarregados da obra do templo do Eterno. Com esses recursos, eles podiam pagar os trabalhadores que faziam os reparos no templo: os carpinteiros, os construtores e os pedreiros. Assim, eles puderam comprar madeira e pedras lavradas para reforçar os alicerces que os reis de Judá haviam deixado deteriorar. Os trabalhadores eram dedicados e honestos. Eram supervisionados por Jaate e Obadias, levitas descendentes de Merari, e por Zacarias e Mesulão, descendentes de Coate, administradores da obra. Outros levitas, que também eram músicos habilidosos, ficaram encarregados dos operários e supervisionavam os trabalhadores nas diversas funções. Os levitas ainda eram encarregados de fazer os serviços de contador, administrador e guardas de segurança.

14-17Enquanto recebiam o dinheiro ofertado ao templo do Eterno, o sacerdote principal Hilquias encontrou uma cópia da Revelação de Moisés. Ele contou ao secretário Safã: “Acabei de encontrar o livro da Revelação do Eterno, que ensina os caminhos de Deus! Foi encontrado no templo”. Ele o entregou a Safã que, por sua vez, o entregou ao rei. Com o livro, mandou o seguinte relatório: “Os trabalhos estão encerrados, está tudo em ordem. Todo o dinheiro arrecadado no templo do Eterno foi usado para pagar os administradores e os trabalhadores”

18Safã disse ainda ao rei: “O sacerdote Hilquias entregou-me um livro”. Então, leu partes do livro ao rei.

19-21Quando o rei ouviu o que estava escrito na Revelação do Eterno, rasgou a própria roupa e deu esta ordem ao sacerdote Hilquias, a Aicam, filho se Safã, a Acbor, filho de Micaías, ao próprio Safã e a Asaías, assistente do rei: “Intercedam ao Eterno por mim e por todo o povo de Judá. Procurem saber o que fazer a respeito do que está escrito no livro que foi encontrado. O Eterno deve estar furioso conosco, pois nossos antepassados não obedeceram ao que está escrito nesse livro nem seguiram as instruções dele”.

22-25O sacerdote Hilquias e aqueles a quem o rei designou procuraram a profetiza Hulda. Ela era mulher de Salum, filho de Ticvá e neto de Haras, encarregado do guarda-roupa do palácio. Ela morava na parte mais nova de Jerusalém. Eles a consultaram, e ela respondeu: “Assim diz o Eterno, o Deus de Israel: Digam ao homem que enviou vocês que estou para castigar este lugar e essa gente. Todas as palavras escritas no livro que o rei de Judá acabou de ler serão cumpridas. Por quê? Porque esse povo me abandonou e adorou outros deuses. Eles provocaram a minha ira quando começaram a fabricar ídolos. A minha ira se acendeu contra este lugar, e ninguém a extinguirá.

26-28“Digam também ao rei de Judá, já que mandou vocês consultarem o Eterno: ‘Assim diz o Eterno sobre o livro que você leu: Já que você levou a sério as ameaças de castigo contra este lugar e essa gente e já que você se humilhou, arrependido, rasgando a própria roupa e chorando diante de mim, também darei ouvidos a você’. Assim diz o Eterno: ‘Vou cuidar de você. Você morrerá tranquilo e será sepultado em paz. Não verá o castigo que trarei a este lugar’”. Os homens levaram a mensagem ao rei.

29-31O rei convocou imediatamente todas as autoridades de Judá e de Jerusalém. Subiu ao templo do Eterno acompanhado de todos os homens de Judá, de todos os moradores de Jerusalém, desde os nobres até os mais simples, dos sacerdotes e dos profetas. Depois, leu publicamente tudo que estava escrito no Livro da Aliança encontrado no templo do Eterno. O rei ficou de pé, ao lado da coluna e, diante do Eterno, fez um juramento, comprometendo-se a seguir o Eterno, a confiar nele e a obedecer a ele. Prometeu acatar de corpo e alma as suas instruções com respeito ao que deveriam crer e fazer, também prometeu praticar tudo que estava prescrito na aliança, todas as coisas escritas no livro.

32O rei obrigou todos os moradores de Jerusalém e de Benjamim a fazer parte da aliança. Eles aceitaram e se comprometeram com a aliança do Eterno, o Deus de seus antepassados.

33Josias fez uma limpeza completa, eliminando a profanação espalhada pelo território de Israel, e fez que todos se renovassem, servissem e adorassem ao Eterno. Durante toda a vida de Josias, o povo manteve uma conduta correta e seguiu fielmente o Eterno, o Deus de seus antepassados.

2 Crônicas
Capítulo 35

1-4Josias celebrou a Páscoa do Eterno em Jerusalém. Depois de abaterem o cordeiro da Páscoa, no dia 14 do primeiro mês, ele deu instruções detalhadas aos sacerdotes e encorajou-os no trabalho de condução do serviço no templo do Eterno. Também disse aos levitas encarregados de ensinar e orientar Israel com respeito a tudo que estava relacionado ao culto (eles tinham sido especialmente consagrados para essa tarefa): “Ponham a arca sagrada no templo construído por Salomão, filho de Davi, rei de Israel. Vocês não precisarão carregá-la sobre os ombros de um lugar para outro! Sirvam ao Eterno e a Israel, o povo de Deus. Organizem-se de acordo com suas famílias para as respectivas tarefas, segundo as instruções deixadas por Davi, rei de Israel, e por seu filho Salomão.

5-6“Permaneçam em seus lugares no santuário, um grupo de levitas para cada grupo de moradores. Vocês abaterão o cordeiro da Páscoa. Depois, consagrem-se e preparem o cordeiro, para que todos possam celebrar a Páscoa, exatamente como o Eterno ordenou por meio de Moisés”.

7-9Josias doou, pessoalmente, trinta mil ovelhas, cordeiros e cabritos e três mil bois. Tudo que era preciso para a celebração da Páscoa foi providenciado. Seus oficiais também colaboraram com o povo. Ajudaram até mesmo os sacerdotes e os levitas. Hilquias, Zacarias e Jeiel, administradores do templo de Deus, deram dois mil e seiscentos cordeiros e trezentos bois para os sacerdotes para o sacrifício da Páscoa. Conanias, seus irmãos Semaías e Natanael e os chefes dos levitas Hasabias, Jeiel e Jozabade doaram cinco mil cordeiros e cinco mil bois para os levitas para o sacrifício da Páscoa.

10-13Todos os preparativos para o sacrifício ficaram prontos. Os sacerdotes assumiram suas funções, e os levitas ocuparam suas posições conforme a instrução do rei. Abatiam os cordeiros para a Páscoa, e os sacerdotes aspergiam o sangue dos cordeiros, enquanto os levitas tiravam as peles dos animais. Eles separaram as ofertas queimadas a serem oferecidas pelos grupos de famílias, para que todos pudessem oferecer ao Eterno, segundo as instruções do livro de Moisés. Fizeram o mesmo com o gado. Assaram o cordeiro da Páscoa de acordo com as instruções e cozinharam as ofertas consagradas em panelas, potes e caldeirões e serviram ao povo.

14Depois de o povo comer a refeição sagrada, os levitas se serviram e serviram aos sacerdotes descendentes de Arão, pois os sacerdotes ficaram trabalhando até tarde da noite, oferecendo os sacrifícios sobre o altar.

15Os músicos descendentes de Asafe estavam todos em seus lugares de acordo com as instruções de Davi e de Asafe, Hemã e Jedutum, vidente do rei. Os guardas vigiavam as portas. Os levitas também lhes serviram, pois eles não podiam deixar os seus lugares.

16-19Assim, naquele dia, tudo foi realizado a serviço do Eterno, para a celebração da Páscoa e o sacrifício das ofertas queimadas sobre o altar do Eterno, conforme as ordens de Josias. Durante sete dias, os israelitas celebraram a Páscoa, também conhecida como festa dos Pães sem Fermento. A Páscoa não havia sido celebrada dessa maneira desde os dias do profeta Samuel. Nenhum dos reis a havia celebrado. Mas Josias, os sacerdotes, os levitas, todo o povo de Judá e de Israel que compareceram naquela semana, além dos moradores de Jerusalém, todos eles a celebraram. Essa Páscoa foi celebrada no décimo oitavo ano do reinado do rei Josias.

20Algum tempo depois de Josias ter concluído a reforma no templo, Neco, rei do Egito, marchou para a guerra até Carquemis, às margens do rio Eufrates. Josias saiu para enfrentá-lo.

21Neco enviou mensageiros a Josias, dizendo: “Qual o problema entre nós, rei de Judá? Não vim atacar você, mas outra nação contra quem estou em guerra. Deus mandou que eu me apressasse; por isso, não me atrapalhe, pois você estará impedindo o próprio Deus, que está do meu lado, e ele destruirá você”.

22-23Mas Josias não voltou atrás nem acreditou nas palavras de Neco (entretanto, era Deus quem estava falando). Apesar de o rei Josias ter se disfarçado para enfrentá-lo nas planícies de Megido, os flecheiros o atingiram. O rei disse a seus oficiais: “Tirem-me daqui! Estou ferido!”

24-25Os soldados tiraram o rei do carro dele e o puseram em outro, que o transportou de volta a Jerusalém. Ali ele morreu e foi sepultado no cemitério da família. Todos em Judá e em Jerusalém compareceram ao funeral. Jeremias compôs um hino de lamento por Josias. O hino é cantado até hoje pelos coros de Israel. O hino está registrado nos Lamentos.

26-1O restante da história de Josias, sua vida exemplar e dedicada, de acordo com a Revelação de Deus, do início ao fim, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel e de Judá. O povo escolheu Jeoacaz, filho de Josias, rei em Jerusalém, para suceder seu pai.

2 Crônicas
Capítulo 36

O REI JEOACAZ

2-3Jeoacaz tinha 23 anos de idade quando começou a reinar. Reinou três meses em Jerusalém. O rei do Egito o depôs e obrigou o país a pagar três toneladas e meia de prata e trinta e cinco quilos de ouro como imposto.
O REI JEOAQUIM

4Neco, rei do Egito, constituiu Eliaquim, irmão de Jeoacaz, rei sobre Judá e Jerusalém e também mudou o nome dele para Jeoaquim. Depois, levou Jeoacaz para o Egito.

5Jeoaquim tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno.

6-7Nabucodonosor, rei da Babilônia, fez guerra contra ele, amarrou-o com correntes de bronze e o levou para a Babilônia. Nabucodonosor também levou objetos do templo do Eterno para enfeitar o palácio reaL

8O restante da história de Jeoaquim, o sacrilégio abominável que cometeu e as consequências dos seus atos, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel e de Judá. Seu filho Joaquim o sucedeu.
O REI JOAQUIM

9-10Joaquim tinha 18 anos de idade quando começou a reinar, mas reinou apenas três meses e dez dias em Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno. Na primavera, o rei Nabucodonosor mandou que o levassem para a Babilônia com o restante dos objetos de valor do templo do Eterno e constituiu seu tio Zedequias rei sobre Judá e Jerusalém.
O REI ZEDEQUIAS

11-13Zedequias tinha 21 anos de idade quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém. Ele agiu mal diante do Eterno, como os outros reis. Quando o profeta Jeremias o confrontou com a palavra do Eterno, ele não se arrependeu. Rebelou-se contra o rei Nabucodonosor, que o tinha feito jurar lealdade no nome de Deus. Obstinado, não recorreu ao Eterno nem passou pela sua mente arrepender-se.

14Sua maldade contagiou os líderes, os sacerdotes e todo o povo: a corrupção era generalizada. Eles repetiam todas as práticas abomináveis dos pagãos, profanando o templo do Eterno, recém-consagrado em Jerusalém.

15-17O Eterno, o Deus de seus antepassados, enviou repetidas advertências contra eles. Deus concedeu a eles várias oportunidades de arrependimento, por compaixão do povo e do templo. Mas eles não quiseram saber: zombavam dos mensageiros do Eterno, desprezavam a mensagem e ridicularizavam os profetas. A ira do Eterno foi crescendo, até chegar a um ponto sem volta. O Eterno convocou Nabucodonosor, rei da Babilônia, que invadiu a nação e massacrou a população sem dó, até dentro do templo. Foi uma verdadeira carnificina que não poupou ninguém: jovens, moças, adultos e idosos. Todos foram tratados da mesma maneira.

18-20Em seguida, ele se apossou de tudo que havia no templo, todos os objetos de valor. Não deixou nada para trás. Ele esvaziou também os tesouros do templo do Eterno e o tesouro do rei e dos oficiais. Depois, transportou tudo para a Babilônia, as pessoas e os objetos de valor. Ele incendiou o templo do Eterno, deixando-o em ruínas. Destruiu os muros de Jerusalém e incendiou todas as construções. A cidade inteira foi queimada. Os sobreviventes foram levados cativos para a Babilônia e se tornaram escravos de Nabucodonosor e de sua família. O exílio e a escravidão prolongaram-se até que o reino da Pérsia conquistou a Babilônia.

21Foi justamente esta a mensagem do Eterno por meio da pregação de Jeremias: a terra desolada teve o seu descanso sabático, um descanso de setenta anos, como compensação pelos sábados não respeitados.

O REI CIRO

22-23No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, em cumprimento à palavra do Eterno anunciada por Jeremias, o Eterno inspirou Ciro, rei da Pérsia, a decretar em todo o seu reino as seguintes palavras: “Decreto de Ciro, rei da Pérsia. O Eterno, o Deus dos céus, entregou-me todos os reinos da terra. Ele também me encarregou de construir um templo de adoração a ele em Jerusalém de Judá. Todos os que pertencem ao povo do Eterno sintam-se convocados, e que o Eterno, o seu Deus, esteja com vocês! Avante!”
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